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08
jun

Aceleração e parceria estão nos planos da Turnit Healthcare

Validação com usuários, aceleração e busca por parceria. Estas são as etapas que estão nos planos da startup Turnit Healthcare, de Patos de Minas-MG, para comercializar seu produto ainda este ano. Os participantes de Academic Working Capital em 2016 desenvolveram um sistema formado por sensores fixados em pacientes acamados que enviam informações para uma central gerenciadora, com o objetivo de monitorar a posição dos pacientes para evitar lesões por pressão – um problema sério e comum em hospitais, especialmente nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

A ideia inicial era construir um curativo inteligente para monitoramento das feridas, mas a equipe modificou o projeto para focar na prevenção. “É muito mais barato prevenir do que remediar”, afirma Camila Tavares Mota, diretora presidente da empresa. Ela percebeu a necessidade de uma solução para esse problema durante sua experiência trabalhando em hospitais quando cursava a graduação em Enfermagem. No curso de Engenharia Eletrônica e de Telecomunicações da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), encontrou a oportunidade para desenvolver uma solução junto com os colegas Euller Moreira de Santana, Rafael Caixeta da Silva e Willian Caixeta Nunes.

Camila explica que a equipe de enfermagem muda os pacientes acamados de posição a cada duas horas, em média, para evitar lesões por pressão. “Quando a equipe está sobrecarregada ou ocorre algum imprevisto no setor, tem paciente que chega a ficar na mesma posição por mais de quatro horas. Com esse sistema, essa checagem será automática”, diz. Em 2016, o projeto conquistou o 1º lugar dentre 120 inscritos no 8º Prêmio UNIPAM de Empreendedorismo, promovido pelo Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM), Farol Incubadora de Empresas, Núcleo de Inovação Tecnológica e Sebrae/MG.

Após o encerramento de AWC, a startup se inscreveu em três programas de aceleração e foi aceita no InovAtiva Brasil, do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e do Sebrae, com execução da Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (CERTI) – assim como a empresa NanoTropic, também participante de AWC 2016. A equipe está recebendo monitoria online e participou do Bootcamp Regional em Belo Horizonte-MG. Eles esperam ser aprovados para o próximo ciclo do programa e apresentar seu projeto para investidores.

O intuito da equipe era validar o protótipo em hospitais, mas devido à burocracia e aos cuidados adicionais para um ambiente tão restrito, o produto será validado inicialmente com pacientes em home care. “Nos hospitais precisa de homologação, assistência técnica, instalação de centrais… Resolvemos simplificar para ir passo a passo”, conta Camila. Os pacientes em home care receberão uma versão adaptada do equipamento, apenas com sensores e aplicativo. Para os hospitais, o produto ainda contará com um software e uma plataforma.

A startup já iniciou contato com grandes empresas da área hospitalar em busca de uma parceria para lançar o produto após a validação, que deve terminar em julho. De acordo com Camila, a parceria com uma grande empresa torna mais fácil a inserção e distribuição do produto no mercado. A equipe também pretende comercializar a versão mais simples do produto para home care e asilos, públicos identificados ao longo das atividades em AWC. “AWC fez toda a diferença na pesquisa de mercado. Nossa formação em Engenharia não abre os nossos olhos para empreendedorismo e desenvolvimento de startups”, diz Camila.

 

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04
maio

Workshop Online I de AWC 2017 começa com novidades

Os 36 grupos participantes de Academic Working Capital 2017 participaram do primeiro dia do Workshop Online I, realizado em 29 de abril. Por meio de plataformas online como Google Hangouts, Google Drive e Slack, os estudantes interagiram, fizeram apresentações e assistiram a palestras diretamente de suas cidades. Ao contrário da edição de 2016, em que o Workshop Online era voltado apenas para os selecionados na 2ª chamada, nesta edição todos os grupos foram convidados a participar, divididos em duas turmas.

A turma 1 foi composta pelos cinco grupos da 1ª chamada, que estão em um momento decisivo do programa: manter seu modelo de negócio ou pivotar. O conteúdo dos três dias de workshop aprofunda essa questão e ajudará os estudantes a tomar uma decisão, que será apresentada à equipe de AWC no último dia do evento (13 de maio). As equipes que decidirem manter o modelo seguirão para o desenvolvimento do protótipo; as que decidirem pivotar retomarão o percurso iniciado em janeiro para pensar em uma nova possibilidade de negócio. No primeiro dia, os grupos foram orientados a pensar em estimativas de tamanho de mercado e preço do produto ou serviço e assistiram a uma palestra sobre a importância de pivotar cedo, conduzida pelo sócio-fundador da startup Lean Survey Fernando Salaroli.

A programação da turma 2, formada pelos 31 grupos da 2ª chamada, foi aberta pelos coordenadores de AWC, o professor da Universidade de São Paulo (USP) Marcos Barretto e o engenheiro mecatrônico Diogo Dutra. Os grupos conheceram conceitos de empreendedorismo científico e ferramentas utilizadas para a validação do negócio, como deck de slides, deck de entrevistas, Value Proposition Canvas (VPC), Matriz CSD, entre outras. As atividades do dia foram focadas em pensar no usuário e no valor que o produto irá agregar a ele. Os estudantes já fizeram as primeiras entrevistas e começaram a responder as principais questões do VPC. Até o próximo encontro, no dia 6 de abril, os grupos deverão subir no Drive o deck de entrevistas e o primeiro template do deck de slides, relacionado ao teste do problema.

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