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07
dez

Grupos de AWC 2017 se preparam para a Feira de Investimentos

As últimas semanas estão sendo corridas para os grupos de Academic Working Capital 2017, mas por um bom motivo: eles estão se empenhando para apresentar seus projetos da melhor forma possível na Feira de Investimentos. Neste ano, o evento que marca o encerramento da edição será realizado no dia 13 de dezembro, a partir das 10h, no Parque Tecnológico do Estado de São Paulo (São Paulo-SP). Os grupos terão a oportunidade de apresentar suas soluções em estandes individuais para investidores e outros players do mercado, e os cinco grupos que se destacaram no ano farão pitches a uma banca de especialistas convidados.

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André Perez e Luíza Zuvanov estão coletando feedbacks sobre a plataforma BeThink para aprimorar a solução até o dia da Feira. Os estudantes de Engenharia Elétrica na Universidade de São Paulo (USP) e Ciências Biológicas na Universidade de Brasília (UnB) criaram uma ata de laboratório eletrônica e mobile para auxiliar e melhorar a produtividade de cientistas e pesquisadores. Dez laboratórios do Instituto de Ciências Biomoleculares da USP e três laboratórios do Instituto de Ciências Biológicas da UnB estão testando o produto.

Uma das dificuldades da dupla é mostrar para quem está fora do ambiente acadêmico os benefícios da solução. Na Feira, André e Luíza pretendem disponibilizar um smartphone ou computador para que os visitantes possam navegar pela plataforma e conhecer suas funcionalidades. Eles também estão elaborando uma identidade visual mais chamativa e estudando a melhor abordagem para o pitch, caso sejam selecionados. A expectativa é chamar a atenção de pelo menos um investidor. “Quando falamos em investidor, não necessariamente falamos em dinheiro”, explica André. “É alguém que possa ajudar com inputs, orientações, que abrace o projeto.”

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Por sua vez, o grupo Colloc tem o pitch na ponta da língua, mas está pensando na melhor forma de apresentar a solução em seu estande. A equipe formada pelos estudantes de Engenharia Civil Vitor Leineker e Guilherme Pereira e de Ciência da Computação Naian Barros e Guilherme Lopes, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), já realizou pitches em eventos ligados a empreendedorismo – inclusive, o grupo conquistou o 6º lugar no Demoday Paraná 2017, promovido pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano do Paraná.

A plataforma Colloc permite que empresas disponibilizem e aluguem equipamentos pesados de construção civil. Até o momento, há cerca de 15 clientes e 80 equipamentos cadastrados para locação na plataforma. Mais de 20 aluguéis já foram realizados com a solução, e o grupo recebe uma comissão em cima de cada operação. Uma das estratégias dos estudantes para a Feira é tentar gravar depoimentos dos clientes em vídeo para apresentar no estande. “Preparamos um material gráfico muito bom, melhoramos a nossa marca”, conta Vitor. O grupo pretende aproveitar a Feira para fazer contatos que possam ajudar a expandir a operação do Colloc para São Paulo futuramente.

 

 

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02
out

Cursos online e gratuitos para se atualizar sobre empreendedorismo

Assim como em qualquer carreira, ter um negócio próprio exige uma atualização constante de conhecimentos. Isso se torna ainda mais necessário para quem está começando a empreender, já que não há uma grande equipe no início: são poucas pessoas responsáveis por todas as áreas da empresa, do desenvolvimento do produto a vendas. Selecionamos algumas instituições que oferecem cursos online e gratuitos sobre os mais diferentes aspectos de um negócio, para quem quer aprender desde o básico sobre empreendedorismo até ir além de sua formação e se aprofundar em outras áreas.

Sebrae
A plataforma de Educação a Distância (EaD) do Sebrae oferece mais de 80 cursos para quem pretende abrir um negócio ou já é empreendedor. É possível fazer cursos ligados a empreendedorismo, marketing e vendas, finanças, leis, entre outros assuntos, com o apoio de um tutor para tirar dúvidas. A plataforma também disponibiliza e-books, vídeos, podcasts, jogos e outros recursos.

Endeavor
A Endeavor disponibiliza cursos nos formatos online e por e-mail – neste último, o usuário se cadastra e recebe uma série de e-mails com indicações de materiais para estudos. A lista de cursos inclui temas como liderança, marketing digital e planejamento estratégico. Há ainda um curso ministrado por Steve Blank, uma das principais referências em empreendedorismo, chamado Como construir a empresa certa para os clientes certos.

Universidade de São Paulo (USP)
Dentre os cursos oferecidos pela USP por meio da plataforma Veduca estão sete cursos relacionados a negócios, como Engenharia Econômica, Fundamentos de Administração e Gestão da Inovação. Todos os cursos são gratuitos, mas o aluno pode optar por receber uma certificação no final (se for aprovado na avaliação) pelo valor de R$ 49.

SENAI
O SENAI oferta uma grande variedade de cursos online (são mais de 300), com diferentes faixas de preço. Também há seis opções de cursos gratuitos, que podem ser feitos pela internet ou por meio de um material impresso. Dentre os temas abordados, estão empreendedorismo, propriedade intelectual e legislação trabalhista.

A plataforma TIM Tec, uma iniciativa do Instituto TIM, lançará em breve três cursos voltados a quem pretende abrir uma micro ou pequena empresa ou está se formalizando como microempreendedor individual (MEI). Acompanhe as notícias do Portal TIM Tec, o Twitter e o Facebook do projeto para saber mais sobre o lançamento.

 

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25
jul

Protótipo de solução da Tech Talk está em teste com clientes

Após um ano e meio de ajustes no produto, mudança de público-alvo e abertura de empresa, a Tech Talk colocou seu protótipo em teste. A startup de São Paulo-SP foi criada pelos engenheiros mecatrônicos Lucas Pinheiro e Edson Nakada, que participaram da edição de 2015 de Academic Working Capital, durante o último ano de graduação na Universidade de São Paulo (USP). A dupla criou um sistema de atendimento automatizado por telefone que, por meio de inteligência artificial, consegue dialogar de forma mais natural com quem está do outro lado da linha.

No início, os engenheiros planejavam focar as primeiras vendas em restaurantes delivery, mas agora apostam em call centers e empresas de e-commerce. “É um público mais interessante para a gente”, diz Lucas. Duas empresas de call center estão atualmente testando o protótipo da solução, e a startup está negociando a implementação em uma empresa de e-commerce e em uma agência de marketing que se interessou em oferecer a solução a seus clientes.

Edson e Lucas estão se dedicando totalmente ao negócio. A empresa agora está alocada no Núcleo de Empreendedorismo da USP (NEU) e conta com mais um sócio: Diogo Calipo, responsável pela área comercial e de marketing. “Durante AWC, vimos que faltavam certas habilidades que não tínhamos por causa da graduação. Éramos mais técnicos, e precisávamos de alguém mais voltado ao comercial”, conta Lucas. A Tech Talk também participou do Startup SP, programa do Sebrae que oferece mentorias presenciais para ajudar startups a validarem sua proposta de valor e modelo de negócio. “Entramos para validar se o modelo novo voltado a call centers valia a pena.”

Além do modelo de negócio, o produto também foi aprimorado após o final de AWC. “Tivemos que mudar bastante coisas, faltavam mais conexões com tecnologias voltadas para empresas, especialmente de telefonia”, explica. Nesse meio tempo, a startup tomou conhecimento de mais alguns concorrentes, mas o mercado ainda é muito pequeno. Segundo Lucas, os diferenciais da Tech Talk são a tecnologia que permite uma conversa mais natural e a possibilidade de customização do sistema.

Por enquanto, os testes com os protótipos estão sendo feitos internamente nas empresas. A intenção da startup é iniciar os testes com clientes ainda no segundo semestre de 2017 e fechar as primeiras vendas no final do ano ou no início de 2018. A expectativa também é ampliar a equipe futuramente, especialmente com desenvolvedores. Lucas comenta que a participação em AWC teve um papel muito importante para dar uma visão de negócios à equipe. “A gente achava que ia fazer um produto incrível, as pessoas iam gostar e já iríamos vender”, brinca. “Foi um choque de realidade.”

 

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19
jul

Vendas e operação são temas do 2º dia do Workshop II de AWC 2017

No segundo dia do Workshop II de Academic Working Capital 2017 os cerca de 70 estudantes dos 28 grupos participantes aprenderam sobre o sistema de compras do programa, assistiram a palestras sobre vendas e operação e continuaram trabalhando no aprimoramento de suas soluções. As atividades do dia 18 de julho foram focadas no refinamento dos produtos em sessões de Design Sprint com os colegas e no amadurecimento da visão comercial e de negócio. O Workshop II acontece nas salas e no auditório do prédio da Engenharia Mecânica e Naval da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo-SP.

Confira como foi o primeiro dia do Workshop II de AWC 2017

Durante a manhã, os grupos se reuniram nos clusters e participaram de uma flipped classroom (sala de aula invertida) sobre o teste de experimentos. Eles também fizeram o “exercício dos chapéus”, no qual definiram as funções de cada membro do grupo, observando os pontos críticos do produto e do negócio. O objetivo das atividades era o aprimoramento do Deck 2 – Testando a Solução.

A primeira palestra do dia foi do sócio da consultoria CAOS Focado Miguel Chaves, que falou sobre o sistema financeiro de AWC. Ele mostrou aos estudantes como funciona o processo de envio do orçamento e a aprovação do pedido de compras – por meio dele, os grupos compram os materiais necessários para a montagem do protótipo. Miguel convidou grupos deste ano que já compraram seus materiais para compartilhar com os colegas como foi. “Essa é a oportunidade de você mostrar se realmente aprendeu os conceitos do programa”, disse Havilah Vasconcelos Ramos, do grupo Horus.

O coordenador de conteúdo de AWC, Diogo Dutra, falou aos grupos que este workshop é extremamente focado no produto, mas que os estudantes também precisam começar a desenvolver seu “olhar para negócios”. Afinal, há grupos que já fecharam a primeira venda sem um produto finalizado, como é o caso de A Hole Map. Para Diogo, os grupos precisarão dividir tarefas e ter um olhar crítico para o negócio e, se precisar, até chamar mais membros.

O tema continuou na palestra do primeiro convidado externo deste workshop, Guilherme Ruggiero, head comercial da startup Colaboradores. O foco da palestra foi vendas: como sair de zero clientes para 1 cliente, e de 1 cliente para 10 clientes. “Vocês são os vendedores. São os empreendedores, mas também são os vendedores por um bom tempo”, afirmou. “Empreendedor tem que estar vendendo o tempo todo”. Guilherme falou sobre o que os estudantes podem fazer para conquistar os primeiros clientes, sugeriu boas práticas e ferramentas, explorou conceitos e salientou que, no final do dia, o que faz um bom vendedor são disciplina e organização.

A palestra do cofundador e head de Tecnologia e Produto da Infoprice, Marcos Roggero, focou em operação. Marcos falou sobre a Infoprice, contou como foi o começo da startup, os problemas que tiveram e histórias de sucesso e fracasso. “A operação no dia 1 é ‘vai lá, faz e aprende’, não é ‘vai lá, faz e esquece’, ‘vai lá, faz e se agarra na hipótese que você achou que era verdade e que é mentira’.” Marcos contou que, no início, é difícil vender a mesma coisa para o mesmo cliente, especialmente no segmento B2B. Também explicou que não adianta querer fazer inovação com uma estrutura completamente burocrática. Os estudantes fizeram perguntas ao final da palestra, especialmente sobre patente.

Depois das palestras, os grupos voltaram às salas para continuar trabalhando no deck e na apresentação que farão amanhã, no terceiro e último dia do Workshop II, na Feira Intermediária.

 

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06
jul

Conselho Consultivo se reúne para discutir estratégias para AWC

Na manhã de 05 de julho, o Conselho Consultivo do programa Academic Working Capital se reuniu em São Paulo-SP para discutir os rumos da iniciativa e possíveis estratégias para ampliar o programa dentro das universidades. Compareceram à reunião, além da equipe de AWC, o professor e coordenador científico do Núcleo de Política e Gestão Tecnológica da USP, Guilherme Ary Plonsky; o diretor da Acelera Partners, Eduardo Grytz; a gestora de projetos da DEV Tecnologia, Silvia Takey; e o investidor-anjo Marco Poli. Esta foi a segunda reunião do Conselho Consultivo AWC, que já havia se encontrado em novembro de 2016.

O coordenador acadêmico de AWC e professor da USP, Marcos Barretto, abriu a reunião lembrando do aspecto metodológico do programa, que é, essencialmente, pedagógico. Também contou que, neste ano, AWC está trabalhando com um piloto com alunos do Ensino Técnico, que são mais jovens. O coordenador de conteúdo, Diogo Dutra, salientou que a essência de AWC – apoiar Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) – traz duas vantagens: os TCCs são tecnologias próximas do mercado e a graduação é um momento em que os estudantes estão propícios ao risco.

“AWC é uma ação educativa, mas que, ao mesmo tempo, tem um grande potencial de gerar de fato empresas”, concluiu Diogo. “Não exigimos uma inovação tecnológica bombástica e também não queremos ficar só no protótipo. A gente quer geração de empresas que gerem renda. Isso motiva algumas das decisões que nós tomamos”, complementou Marcos. Marcos e Diogo explicaram as mudanças de AWC neste ano – o foco no empreendedorismo científico, o perfil dos monitores e o destaque para a linguagem do experimento e não MVP (minimum viable product). Os conselheiros conheceram alguns projetos de 2017, os números desta edição (até agora, foram feitas 1432 entrevistas e 62 experimentos e 2 grupos já têm early adopter), as ferramentas que estão sendo usadas e feedbacks de alunos sobre o processo.

Após a apresentação sobre o programa, os conselheiros foram convidados a discutir alternativas para sua escalabilidade dentro das universidades e em outros estados. Eduardo Grytz e Silvia Takey citaram experiências que já estão em andamento e propuseram o trabalho em rede e por meio de franquias. Eduardo sugeriu a realização de formações com multiplicadores das universidades, que depois seriam mandados a campo para fazer um primeiro piloto com interação via ferramentas digitais. “Você cria uma franquia dentro da universidade. E como vocês estão focando em tech de verdade, faz sentido estar dentro da universidade”, assinalou.

O professor Guilherme Ary Plonsky lembrou que é preciso pensar em questões de institucionalidade e não esquecer da figura do orientador. “Minha sensação é de que AWC é um trabalho de guerrilha. E guerrilha funciona e pode ser muito eficaz, mas um dia você quer tomar o poder. E quando você quer tomar o poder, o regime é diferente”, comparou. Ary também citou as forças internas da universidade, como os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs), que estão em fase de amadurecimento no Brasil.

O investidor-anjo Marco Poli falou de iniciativas nacionais e internacionais e sugeriu um modelo dividido em regionais e em semestres: no primeiro, a mentoria é feita remotamente; no segundo, o estudante trabalha presencialmente. “Para poder ter a profundidade [que AWC tem hoje], você usa a capilaridade e dá a profundidade nos últimos três meses”, aconselhou.

A próxima reunião do Conselho Consultivo AWC deve acontecer em outubro.

 

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