Instituto TIM

Tag: universitários

23
nov

Expectativas em alta para a Feira de Investimentos

As expectativas para a Feira de Investimentos de Academic Working Capital 2017 estão altas não só entre os grupos, mas também entre investidores. Marco Poli, investidor-anjo da Anjos do Brasil, já participou como palestrante nos workshops do programa, acompanhou as Feiras de Investimentos de 2015 e 2016 e pretende prestigiar a edição deste ano, que acontecerá em 13 de dezembro, a partir das 10h, no Parque Tecnológico do Estado de São Paulo (São Paulo-SP).

Faça sua inscrição gratuitamente para a Feira de Investimentos aqui no site.

“Conheci os projetos em um contexto muito inicial [na Feira Intermediária, em julho], e agora estou ansioso para ver a evolução deles”, comenta. Segundo Marco, mesmo que os grupos não consigam um investimento no evento, é um momento muito importante para que outros membros do ecossistema de empreendedorismo conheçam e acompanhem os projetos. “Nessa hora é que eles, de fato, conseguem o primeiro acesso a pessoas que investem em projetos no estágio inicial.” O próprio Marco mantém contato com grupos de edições anteriores, como o MVisia, que participou em 2015 com uma máquina seletora de mudas de eucalipto. Ele está ajudando a startup a avaliar uma proposta de investimento.

Eduardo Grytz, diretor da Acelera Partners e membro do Conselho Consultivo de AWC, também conheceu os projetos de 2017 na Feira Intermediária e os considerou de altíssimo nível. “Eles estão chegando muito preparados para este desafio e já com um entendimento muito grande dos problemas e necessidades do mercado. Os projetos também são muito bem desenhados tecnicamente”, diz. Eduardo acrescenta que o diálogo entre o mercado e as universidades é ideal para a inovação. “A importância da Feira é que é justamente o momento mais delicado da inovação: quando o aluno sai do universo acadêmico, onde tudo faz sentido, e vai ouvir do investidor o que mercado precisa de verdade”, afirma.

Ambos os investidores enfatizam a necessidade da educação empreendedora nas universidades. “O futuro é do empreendedorismo. A gente precisa ter a capacidade de criar novas realidades, e isso se faz com educação empreendedora, em qualquer área”, ressalta Eduardo. Marco explica que a educação empreendedora precisa mostrar que o processo de empreendedorismo é multidisciplinar e que outras competências devem ser valorizadas. “Nas universidades brasileiras, os alunos têm um conhecimento profundo de áreas técnicas ou de gestão, e para empreender você precisa ter um mix das duas”, diz.

 

 

Notícias relacionadas:
Participe da Feira de Investimentos AWC 2017
Do projeto de TCC a uma oportunidade de negócio
Os desafios e as vantagens de empreender na universidade

21
nov

RT AirQual: plataforma de qualidade do ar é testada em pontos de Londrina

Cinco assessorias esportivas e grupos de corrida de Londrina-PR estão testando o protótipo do RT AirQual, uma plataforma que monitora a qualidade do ar desenvolvida em Academic Working Capital 2017. Além disso, uma empresa que organiza provas de corrida também está utilizando a solução em algumas de suas provas. Os feedbacks serão coletados pelo estudante de Engenharia Ambiental na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) Bruno Machado e pelo aluno de Engenharia Civil no Centro Universitário Filadélfia (UniFil) Rhuan Reis para aprimorar a solução e poder lançá-la no mercado.

A ideia inicial era que o produto fosse voltado a qualquer pessoa interessada em consultar as condições do ar. “Iniciando AWC, surgiu o questionamento de quem realmente necessitaria dessa solução ou quem futuramente pagaria por ela”, conta Bruno. Durante o processo de entrevistas, a dupla focou em cinco segmentos, e um deles se destacou como público-alvo: o esportivo. “A solução busca trazer o monitoramento de variáveis como temperatura, umidade e poluição, que afetam o desempenho do atleta, e indicar os locais urbanos mais adequados para a prática desse exercício, no sentido de trazer mais qualidade para o esporte”, explica Bruno.

Dentro desse segmento, o grupo está concentrando os contatos em assessorias esportivas e grupos de corrida de rua, que podem ser uma ponte para que o produto chegue a uma grande quantidade de atletas. O RT AirQual funciona por meio de um hardware (que coleta os dados), um software (que disponibiliza os dados) e pontos de monitoramento espalhados pela cidade. Até o momento, os estudantes implementaram sensores em quatro pontos de Londrina que costumam receber treinos e provas de corrida de rua. Para isso, eles fizeram parcerias com estabelecimentos locais, pois o equipamento demanda energia elétrica e internet sem fio.

Duas das assessorias já realizaram testes com o protótipo de baixa fidelidade, e o grupo conseguiu validar hipóteses e estabelecer um tempo médio de amostragem de dados. Os feedbacks sobre o novo protótipo devem começar a ser coletados em novembro – desta vez, os clientes irão pagar para utilizar o equipamento.

Bruno menciona que um dos aprendizados que teve em AWC foi em não pensar em escalabilidade logo no início: eles estão focando nesses primeiros early adopters para aprimorar a solução e, só depois, pensar em expandir. Para Rhuan, o método do empreendedorismo científico utilizado no programa traz um desafio e, ao mesmo tempo, uma segurança. “À medida que a gente dá cada passo aqui, a gente vê que está chegando mais perto de uma solução ideal.”

 

 

Notícias relacionadas:
Solução do grupo Detec tem testes garantidos com dois parceiros
Care Job desenvolve solução para famílias de pessoas com Alzheimer
Early adopter e parceria com e-commerce impulsionam RoadieBot

17
nov

Participe da Feira de Investimentos AWC 2017

Falta menos de um mês para o evento que conclui a jornada dos estudantes em Academic Working Capital 2017: a Feira de Investimentos. O evento acontece no dia 13 de dezembro a partir das 10h no Parque Tecnológico do Estado de São Paulo, em São Paulo-SP. Assim como nos anos anteriores (veja como foram as edições de 2015 e 2016), os 24 grupos contarão com estandes individuais para apresentar seus produtos a investidores, aceleradoras, empresas e outros players do mercado e receber feedbacks. Qualquer pessoa interessada pode participar da Feira gratuitamente – as inscrições são feitas por meio do site de AWC.

Além de conhecer as soluções desenvolvidas ao longo do ano pelos participantes com a mentoria e apoio da equipe de AWC, os convidados assistirão a um painel de discussão sobre empreendedorismo na universidade e a uma rodada de pitches com os cinco grupos que se destacaram em 2017. “Toda a programação da Feira é desenvolvida com o objetivo de ser um momento de aprendizagem e também de celebração”, comenta o coordenador acadêmico de AWC e professor da Poli-USP, Marcos Barretto.

Durante o evento, os grupos poderão conhecer experiências dos empreendedores convidados para o painel e vivenciar o ambiente de uma feira de negócios, por meio dos pitches e apresentações nos estandes. “A partir desse momento, eles não são mais alunos. Eles estão aprendendo a ser profissionais de negócios”, afirma Marcos. O coordenador de AWC acrescenta que a equipe do programa busca manter contato com os grupos mesmo após a Feira, para manter uma rede de contatos entre a equipe e os participantes.

Até o momento, seis grupos já fecharam contrato com seus primeiros clientes. “É uma novidade muito grande em relação aos anos anteriores”, diz Marcos. “Nossa expectativa é de que quase todos vão continuar nessa linha, os grupos parecem bem animados em empreender.”

Saiba mais sobre a Feira de Investimentos aqui no site e inscreva-se para participar!

 

 

Notícias relacionadas:
Do projeto de TCC a uma oportunidade de negócio
Backstage do negócio é tema do último dia do Workshop Online II
Os desafios e as vantagens de empreender na universidade

06
nov

Do projeto de TCC a uma oportunidade de negócio

Empreender na universidade não é tarefa fácil. Mas há inúmeros casos de estudantes que aproveitaram esse momento para transformar suas ideias em oportunidades de negócios. Diversas empresas começaram a ser desenvolvidas enquanto seus fundadores estavam na universidade, como o Facebook, a Microsoft, a Dell e o Buscapé. E também há casos como os de grupos de Academic Working Capital, em que o projeto final ou TCC virou negócio (conheça alguns cases de AWC aqui). Confira três histórias de sucesso – duas, aqui do Brasil:

Dodgeball
O Dodgeball era um aplicativo que misturava rede social e geolocalização: o usuário fazia check-in e recebia notificações sobre amigos e lugares interessantes localizados na mesma região. Ele foi criado em 2003 como projeto final de mestrado de Dennis Crowley e Alex Reinert no Programa de Telecomunicações Interativas na Universidade de Nova York. Dois anos depois, o aplicativo foi vendido ao Google, mas teve suas atividades encerradas em 2009. Crowley não se deu por vencido e, junto com o amigo Naveen Selvadurai, utilizou o Dodgeball como base para lançar outro famoso aplicativo de geolocalização: o Foursquare. Saiba mais.

Pró-corpo
Após sua livraria encerrar as atividades por problemas na gestão, Marisa Peraro decidiu fazer um curso de Administração na Universidade Metodista de Piracicaba, em SP. Como TCC, em 2006, ela elaborou um plano de negócios para uma clínica de estética que ofereceria um serviço de qualidade a preços mais acessíveis do que as concorrentes. Quatro meses após se formar, Marise e seu marido venderam sua moto para colocar o TCC em prática e abrir a primeira unidade da clínica Pró-Corpo. Atualmente, a franquia possui 15 unidades em três estados e gera um faturamento de mais de R$ 20 milhões por ano. Saiba mais.

Mediar
No último ano da graduação em Engenharia de Telecomunicações na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), Gustavo Lemos apresentou como TCC um protótipo em formato de maquete com etiquetas inteligentes que detectavam o comportamento do consumidor em um supermercado. O produto ganhou um plano de negócios apenas em 2010, quando Gustavo estava cursando pós-graduação em Negócios e Finanças. Com os sócios Cristiano Paranhos e Victor Gollnick, ele fundou a IDXP Analytics (que agora se chama Mediar). O trio recebeu o prêmio de Empreendedor Global do Ano pela IBM em 2012 e levou a sede da IDXP para o Vale do Silício, nos Estados Unidos. Hoje, a Mediar tem clientes nas Américas do Sul e do Norte e na Europa e ainda mantém um escritório em Belo Horizonte-MG. Saiba mais.

 

 

Notícias relacionadas:
Cursos online e gratuitos para se atualizar sobre empreendedorismo
Experimentos e protótipo são processo-chave para aprimorar solução
Os desafios e as vantagens de empreender na universidade

25
out

Dear Grand desenvolve solução para famílias de pessoas com Alzheimer

Estima-se que cerca de 1,2 milhão de brasileiros sejam portadores de Alzheimer – a maioria deles idosos. Existem diversos tratamentos, atividades e até aplicativos criados para melhorar a qualidade de vida das pessoas que sofrem com essa doença, que ainda não tem cura. Neste ano, um dos grupos de Academic Working Capital está desenvolvendo uma solução voltada para um público que poucas iniciativas contemplam: os cuidadores dos portadores de Alzheimer.

O Dear Grand consiste em um dispositivo conectado a um aplicativo que transmite informações como a localização do paciente, a frequência cardíaca, a agitação e a qualidade do sono, facilitando o monitoramento e o cuidado por parte dos familiares. “Hoje não tem nada no Brasil que seja voltado para o familiar, que muitas vezes sofre com estresse e abre mão de sua vida para cuidar do paciente”, afirma Caroline Lobato Vilhena, estudante de Engenharia Biomédica da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e criadora do Dear Grand junto com o colega Pablo Assis Borges.

Inicialmente, o produto contemplará apenas mulheres, já que o dispositivo será acoplado ao sutiã da paciente. Posteriormente, a dupla fará testes para saber qual a melhor forma de acoplar o dispositivo em homens. O primeiro early adopter já foi conquistado: uma moradora de Uberlândia-MG se colocou à disposição para adquirir e testar a versão beta (que deve ser finalizada em novembro) com sua mãe, diagnosticada recentemente com a doença.

Além dos familiares dos pacientes, o grupo está apresentando o projeto a diversos profissionais da área de saúde para fechar parcerias. “É muito mais fácil entrar no mercado por meio de indicação”, explica a estudante. Caroline teve um espaço para falar sobre o Dear Grand em um circuito de palestras sobre Alzheimer realizado em Uberlândia no final de setembro, atraindo o interesse de muitos profissionais. Ela também irá apresentar a solução no X Simpósio de Engenharia Biomédica da UFU, que ocorre entre 23 e 26 de outubro.

Nesta etapa final de AWC 2017, a dupla está construindo o protótipo de função crítica e definindo o modelo de negócios e a precificação. Caroline sempre quis ter uma startup, mas nunca teve contato com noções de empreendedorismo na universidade. “Mesmo se o nosso negócio não der certo, vou encontrar outro problema a ser resolvido e já sei que caminho preciso seguir.”

 

 

Notícias relacionadas:
Early adopter e parceria com e-commerce impulsionam RoadieBot
Horus: da pivotagem à conquista de um contrato em poucos meses
Nova solução da MVisia para cana-de-açúcar conquista prêmios