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19
out

Early adopter e parceria com e-commerce impulsionam RoadieBot

O que começou como um projeto de TCC pensado para ajudar um amigo guitarrista, se tornou um produto que já conquistou um early adopter e vem atraindo a atenção do mercado musical. O RoadieBot é um dispositivo que permite o controle automático e a distância de amplificadores analógicos de guitarra e baixo. Quem idealizou o equipamento foi Wagner Mourthé, recém-formado em Engenharia Elétrica pela Universidade de Brasília (UnB). Ele convidou a colega de curso Fernanda Vilela e seu irmão, Marcos – aluno de Engenharia de Produção na UnB –, para desenvolvê-lo na edição deste ano de Academic Working Capital.

Wagner trabalha na E-sporte, startup que participou de AWC 2016, e decidiu se inscrever no programa ao ouvir os comentários positivos de João Macêdo e João Victor Romualdo. Durante suas pesquisas para o TCC, percebeu que o RoadieBot poderia atender a uma necessidade comum entre músicos e engenheiros de som. “Para um músico, possibilita que ele armazene configurações e as acesse enquanto toca. Isso permite que ele explore mais esse equipamento que é dos mais caros no set dele”, explica. Já os engenheiros de som não precisam ir a todo instante na sala onde ficam os amplificadores para ajustar as configurações, um processo cansativo e que pode causar fadiga auditiva. “O que a gente faz, por meio da automatização, é que ele possa controlar o amplificador sentado, da cadeira dele”, diz Fernanda.

O grupo realizou diversos testes em Brasília-DF com um protótipo de baixa fidelidade para coletar feedbacks – inclusive com o engenheiro de som Daniel Félix, indicado ao Grammy Latino em 2013 pela gravação do álbum “Acústico”, do Natiruts. Em uma viagem a São Paulo-SP para conhecer a feira Expomusic, eles conseguiram visitar dois grandes estúdios para apresentar o RoadieBot. O responsável por um dos estúdios solicitou quatro unidades para uma nova sala de gravação que está sendo construída. “Ele falou que queria o RoadieBot como um diferencial para o estúdio e que poderia atrair mais bandas”, conta Marcos. O estúdio também deixou as portas abertas para a realização de testes e o lançamento do RoadieBot.

O trio está desenvolvendo agora um protótipo de função crítica para apresentar em dezembro ao estúdio e aos convidados da Feira de Investimentos de AWC. A intenção é ter as primeiras unidades prontas para entrega ao estúdio em março de 2018. Além disso, eles conquistaram uma parceria com um site de e-commerce de instrumentos e equipamentos musicais para comercializar o RoadieBot. Na fase atual de AWC, o grupo também está realizando testes do modelo de negócios, pensando na precificação e buscando mais early adopters.

Wagner apresentou o TCC no final do primeiro semestre e conta que os avaliadores da banca elogiaram bastante não apenas os aspectos técnicos do RoadieBot, mas o desenvolvimento do produto como um todo. “AWC nos dá uma série de ferramentas que permitem moldar o nosso produto para satisfazer o usuário. E são ferramentas que gente pode usar em qualquer projeto que fizer”, afirma.

 

 

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01
set

Horus: da pivotagem à conquista de um contrato em poucos meses

Solicitação de contrato, inserção de nova tecnologia e planos para ampliar o mercado. Os estudantes de Engenharia Mecatrônica William Soares Souza e Havilah Vasconcelos Ramos estão decolando em Academic Working Capital 2017 com seu projeto Horus, que envolve a produção de tours virtuais em imóveis para imobiliárias. Após incertezas sobre a ideia inicial e uma pivotagem, a dupla do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG), de Divinópolis-MG, chegou a uma solução que já atraiu o interesse de possíveis clientes.

Os estudantes conheceram AWC por meio de outros dois alunos do CEFET que participaram do programa em 2016: Leandro Rodrigues e Pedro Morais, do grupo Fusion. “Eles elogiaram muito o programa, o que trouxe para eles e como melhorou a ideia inicial da startup”, conta William. O grupo decidiu participar em 2017 com um produto composto por um drone e óculos de realidade virtual conectados – os movimentos com a cabeça de quem estivesse usando os óculos movimentariam a câmera do drone. Por meio das entrevistas feitas em AWC, eles perceberam que não havia um público tão grande para o produto.

“Então a gente foi, por meio das entrevistas, descobrir novos problemas. E a partir desse problema nós desenvolvemos uma solução tecnológica”, diz William. A solução criada foi elaborar tours virtuais com imagens em 360° para que os clientes possam visitar imóveis para venda e locação sem precisar ir até os locais, utilizando o computador, celular ou óculos de realidade virtual – como se estivessem andando pelo imóvel. Isso economizará tempo para os clientes e ajudará na escolha de quais imóveis eles querem visitar pessoalmente.

A dupla conversou com várias imobiliárias que tiveram interesse no produto, e receberam uma solicitação da maior imobiliária de Divinópolis de um contrato de exclusividade no município para testar o MVP. “Fechar um contrato sem ter um protótipo é uma validação extrema do market fit da nossa solução. A gente tinha uma proposta que não estava encaixando, identificou uma dor – depois de pivotar, inclusive –, mudou para onde as entrevistas, os feedbacks, os insights nos levaram. E validar isso por meio de um contrato de exclusividade, alguém querendo nosso produto sem mesmo apresentar algo, é muito gratificante”, relata Havilah.

O grupo aguarda o recebimento de uma câmera importada que registra imagens em 360° para finalizar o MVP e fechar o contrato. A ideia é testar a solução primeiro com os funcionários da imobiliária e depois com os clientes, para coletar os feedbacks e fazer os ajustes necessários. E os estudantes já planejam incrementar o produto. Com o apoio financeiro de AWC, eles participaram em agosto do Conecta Imobi, maior evento imobiliário da América Latina. Lá conheceram concorrentes e possíveis clientes, se aprofundaram no mercado e viram uma opção de tour por meio de vídeos. Agora, a dupla pretende oferecer também essa solução para que as imobiliárias possam disponibilizar tours aos clientes nas redes sociais e YouTube.

William e Havilah já miram novos mercados para ampliar o negócio, como agências de turismo, hotéis, incorporadoras e estabelecimentos como restaurantes e casas de shows. Para a dupla, AWC proporciona a oportunidade de usar a tecnologia e o conteúdo aprendidos no curso de Engenharia para solucionar problemas e demandas reais. “AWC ajuda muito na nossa formação ao dar um novo caminho para a gente. Muitas pessoas que fazem Engenharia veem o caminho da indústria ou de dar aulas. E agora a gente tem o caminho de fazer a diferença, fazer produtos inovadores, conseguir aplicar a Engenharia para empreender e desenvolver uma startup”, acrescenta William.

 

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09
ago

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O grupo Road Labs – que antes se chamava A Hole Map – ainda está na metade de sua trajetória em Academic Working Capital 2017, mas já conquistou uma grande parceria para seu projeto. Os estudantes de Engenharia Eletrônica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Pedro Fornari, Lucas Pereira e Marcos Hollerweger e o aluno de Relações Internacionais da UFSC João Fornari estão desenvolvendo um sistema composto por sensores e um software que irá mapear automaticamente irregularidades nas pistas de rodovias. E uma das concessionárias contatadas pelo grupo se interessou em testar o protótipo da solução.

A empresa, localizada na região Sul, fechou um contrato de parceria para cobrir os custos do grupo de Florianópolis-SC com a construção do primeiro protótipo e colocá-lo em teste. Em contrapartida, o Road Labs irá personalizar o produto de acordo com as necessidades da concessionária e oferecer um desconto na compra, quando estiver finalizado. Atualmente, o procedimento para monitorar irregularidades nas pistas é feito manualmente: funcionários das concessionárias dirigem pelas rodovias e, ao avistarem alguma irregularidade, têm que parar o carro no acostamento e preencher as informações em uma prancheta.

O primeiro protótipo do Road Labs consiste em um botão acoplado no painel do veículo – dessa forma, os funcionários não precisam parar o carro para fazer anotações, basta apertar o botão que a localização é registrada em um sistema que gera uma tabela com todas as irregularidades referenciadas. O mercado de concessionárias foi escolhido como público-alvo por elas terem a necessidade por lei de identificar e resolver irregularidades nas pistas, sob risco de multa. “Essa é a proposta de solução que foi encontrada graças à metodologia científica que a gente seguiu dentro do programa para poder já entrar no mercado. É o nosso beachhead market”, conta Pedro.

A primeira visita de instalação ocorrerá no dia 21 de agosto. Depois, quinzenalmente, o grupo fará visitas à concessionária para coletar feedbacks e realizar ajustes no produto. “Nosso estágio agora é resolver essa primeira dor para poder, a partir disso, voltar para a ideia inicial do projeto”, explica João. Até o final do ano, os estudantes esperam ter o produto final pronto, com sensores instalados embaixo dos carros para que os funcionários não precisem nem identificar as irregularidades visualmente: os sensores as detectarão automaticamente ao passar pela pista. A expectativa é também finalizar neste ano o desenvolvimento do software que faz a gestão desses dados para gerar relatórios.

Inicialmente, a proposta do grupo era voltada para órgãos públicos mapearem irregularidades nas ruas, mas ela foi modificada durante o trabalho em AWC. “Foi nas concessionárias que a gente conseguiu achar esse mercado mais urgente”, diz Lucas. Os estudantes entrevistaram representantes das 57 concessionárias operantes no Brasil e fizeram uma visita técnica na empresa que fechou a parceria, o que os ajudou muito no aprimoramento da solução. “AWC mudou, principalmente, nossa forma de pensar em cliente e desenvolvimento. A gente nunca chegou a desenvolver alguma coisa pensando no cliente. Ter um contato, uma conversa antecipada, muda muita coisa no que você pretende desenvolver”, acrescenta Pedro.

 

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25
jul

Protótipo de solução da Tech Talk está em teste com clientes

Após um ano e meio de ajustes no produto, mudança de público-alvo e abertura de empresa, a Tech Talk colocou seu protótipo em teste. A startup de São Paulo-SP foi criada pelos engenheiros mecatrônicos Lucas Pinheiro e Edson Nakada, que participaram da edição de 2015 de Academic Working Capital, durante o último ano de graduação na Universidade de São Paulo (USP). A dupla criou um sistema de atendimento automatizado por telefone que, por meio de inteligência artificial, consegue dialogar de forma mais natural com quem está do outro lado da linha.

No início, os engenheiros planejavam focar as primeiras vendas em restaurantes delivery, mas agora apostam em call centers e empresas de e-commerce. “É um público mais interessante para a gente”, diz Lucas. Duas empresas de call center estão atualmente testando o protótipo da solução, e a startup está negociando a implementação em uma empresa de e-commerce e em uma agência de marketing que se interessou em oferecer a solução a seus clientes.

Edson e Lucas estão se dedicando totalmente ao negócio. A empresa agora está alocada no Núcleo de Empreendedorismo da USP (NEU) e conta com mais um sócio: Diogo Calipo, responsável pela área comercial e de marketing. “Durante AWC, vimos que faltavam certas habilidades que não tínhamos por causa da graduação. Éramos mais técnicos, e precisávamos de alguém mais voltado ao comercial”, conta Lucas. A Tech Talk também participou do Startup SP, programa do Sebrae que oferece mentorias presenciais para ajudar startups a validarem sua proposta de valor e modelo de negócio. “Entramos para validar se o modelo novo voltado a call centers valia a pena.”

Além do modelo de negócio, o produto também foi aprimorado após o final de AWC. “Tivemos que mudar bastante coisas, faltavam mais conexões com tecnologias voltadas para empresas, especialmente de telefonia”, explica. Nesse meio tempo, a startup tomou conhecimento de mais alguns concorrentes, mas o mercado ainda é muito pequeno. Segundo Lucas, os diferenciais da Tech Talk são a tecnologia que permite uma conversa mais natural e a possibilidade de customização do sistema.

Por enquanto, os testes com os protótipos estão sendo feitos internamente nas empresas. A intenção da startup é iniciar os testes com clientes ainda no segundo semestre de 2017 e fechar as primeiras vendas no final do ano ou no início de 2018. A expectativa também é ampliar a equipe futuramente, especialmente com desenvolvedores. Lucas comenta que a participação em AWC teve um papel muito importante para dar uma visão de negócios à equipe. “A gente achava que ia fazer um produto incrível, as pessoas iam gostar e já iríamos vender”, brinca. “Foi um choque de realidade.”

 

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