Instituto TIM

Tag: sistema

30
nov

HES fecha contrato para testes com hospital de Guaratinguetá

O que começou como um projeto de terminais de recarga para veículos elétricos se transformou em um sistema de controle automatizado do ar-condicionado em hospitais, que já fechou contrato com um early adopter. A pivotagem foi o que André Cobello e Thaís Schavarski precisavam para retomar o gás em Academic Working Capital 2017 com um produto cheio de potencial. Ambos são estudantes da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Guaratinguetá-SP – André estuda Engenharia Elétrica, e Thaís, Engenharia Civil.

Ao fazer as entrevistas de validação de seu produto inicial, o EV Charger, a dupla percebeu que o mercado de carros elétricos ainda é muito restrito no Brasil. “Talvez seja um projeto para outro momento, mas não para agora”, diz André. Como Thaís desenvolveu um projeto de automação residencial em seu curso e André tem bastante contato com alunos que atuam no laboratório de eficiência energética da Unesp, eles pensaram em criar uma solução que unisse as duas áreas. Foi assim que surgiu o HES – Healthy Energy Solutions, um sistema que monitora a temperatura ambiente e a presença de pessoas no local para ajustar os aparelhos de ar condicionado de forma automática, eficiente e inteligente.

“Nós recomeçamos o processo para validar a ideia com as entrevistas. Conversamos com bastante gente, vimos que fazia sentido e seguimos em frente”, explica André. O foco inicial do grupo é a área hospitalar, e um dos entrevistados já topou fechar um contrato para testar o protótipo da solução. O Hospital Maternidade Frei Galvão, de Guaratinguetá, gostou da ideia desde a primeira conversa e vai bancar a construção do protótipo, que deve ser colocado em teste em alguns ambientes do hospital até o início de dezembro.

E outros planos já estão na mira da dupla. “Nossa meta é ter pelo menos mais um contrato assinado até o final do ano”, conta André. O grupo também entrou em um processo seletivo para instalar a empresa no Parque Tecnológico de São José dos Campos, se inscreveu para uma vaga no programa Experiência Hardware Startups, da We Fab, e já está pesquisando possibilidades de investimento, como os oferecidos pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

André e Thaís também estão se preparando para a Feira de Investimentos AWC 2017, com grandes expectativas. “Mesmo na Feira Intermediária as pessoas já tiveram interesse, fizeram bastante perguntas. Muita gente falou que quer ver como o projeto estará no fim do ano. Isso deu aquela motivada na gente”, diz André.

Você pode se inscrever gratuitamente para participar da Feira de Investimentos aqui no site. O evento acontecerá no dia 13 de dezembro, a partir das 10h, no Parque Tecnológico do Estado de São Paulo (São Paulo-SP).

 

 

Notícias relacionadas:
RT AirQual: plataforma de qualidade do ar é testada em pontos de Londrina
Solução do grupo Detec tem testes garantidos com dois parceiros
Dear Grand desenvolve solução para famílias de pessoas com Alzheimer

01
nov

Solução do grupo Detec tem testes garantidos com dois parceiros

O grupo Detec conquistou um early adopter e um parceiro para realizar testes de sua solução: um sistema de monitoramento de vazamento de amônia em indústrias de refrigeração. Os alunos de Engenharia Mecatrônica no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG) Rafael Pinto, Alan Sousa e Emmanuel Fernandes estão desenvolvendo o produto na edição deste ano de Academic Working Capital e pretendem fazer a primeira entrega nos próximos meses.

Assim como o grupo Horus, o trio conheceu AWC por meio de dois colegas do CEFET-MG que participaram em 2016 com a startup Fusion. Eles ainda não tinham um projeto para desenvolver como TCC, e começaram a discutir ideias já pensando em participar do programa. A partir de experiências em seu trabalho, Emannuel sugeriu criar um sistema que monitorasse o vazamento de amônia. Por ser um gás tóxico e corrosivo, porém muito utilizado na indústria, a detecção de vazamento é obrigatória por lei. O diferencial do Detec é que, enquanto as soluções dos concorrentes detectam outros gases junto com a amônia, o sistema do grupo de Divinópolis-MG capta somente a amônia, evitando alertas falsos de vazamento.

Composto por sensores, software e um sistema de alarme visual e sonoro, o sistema tem o objetivo de dar um tempo de resposta mais rápido para os colaboradores da empresa reagirem ao vazamento e para a manutenção. “Tem a possibilidade de eles realizarem um plano de evacuação em caso de vazamento, evitando, assim, qualquer tipo de acidente com intoxicação dos colaboradores ou problemas ambientais”, explica Rafael.

Por enquanto, os testes do primeiro protótipo foram realizados apenas no CEFET-MG. Mas isso deve mudar nos próximos meses: um frigorífico mineiro voltado a exportação de carnes se interessou pela solução e colocou o espaço à disposição para testes, além de solicitar 13 dispositivos. Uma grande rede de supermercados também disponibilizou a sala de máquinas do centro de distribuição de alimentos para testes do equipamento. “A gente tem a possibilidade de conviver na parte industrial, ver a realidade do processo, instalar o nosso dispositivo e fazer o monitoramento em alguns meses para verificar uma resposta melhor, que não seja nos laboratórios”, diz Rafael.

O protótipo de função crítica deve ficar pronto para entrega até janeiro de 2018 – os testes serão realizados primeiro com o frigorífico e, depois, com a rede de supermercados. Os estudantes ainda contam com o auxílio de profissionais da área que estão os ajudando com questões como compra dos componentes e dicas para importação. “Conhecemos muitas pessoas nas entrevistas [realizadas em AWC] que se dispuseram a ajudar com as dúvidas mais práticas”, conta Rafael. Até o final do ano, o grupo também pretende abrir uma empresa.

 

 

Notícias relacionadas:
Care Job desenvolve solução para famílias de pessoas com Alzheimer
Early adopter e parceria com e-commerce impulsionam RoadieBot
Horus: da pivotagem à conquista de um contrato em poucos meses

09
ago

Road Labs fecha parceria com concessionária para testar protótipo

O grupo Road Labs – que antes se chamava A Hole Map – ainda está na metade de sua trajetória em Academic Working Capital 2017, mas já conquistou uma grande parceria para seu projeto. Os estudantes de Engenharia Eletrônica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Pedro Fornari, Lucas Pereira e Marcos Hollerweger e o aluno de Relações Internacionais da UFSC João Fornari estão desenvolvendo um sistema composto por sensores e um software que irá mapear automaticamente irregularidades nas pistas de rodovias. E uma das concessionárias contatadas pelo grupo se interessou em testar o protótipo da solução.

A empresa, localizada na região Sul, fechou um contrato de parceria para cobrir os custos do grupo de Florianópolis-SC com a construção do primeiro protótipo e colocá-lo em teste. Em contrapartida, o Road Labs irá personalizar o produto de acordo com as necessidades da concessionária e oferecer um desconto na compra, quando estiver finalizado. Atualmente, o procedimento para monitorar irregularidades nas pistas é feito manualmente: funcionários das concessionárias dirigem pelas rodovias e, ao avistarem alguma irregularidade, têm que parar o carro no acostamento e preencher as informações em uma prancheta.

O primeiro protótipo do Road Labs consiste em um botão acoplado no painel do veículo – dessa forma, os funcionários não precisam parar o carro para fazer anotações, basta apertar o botão que a localização é registrada em um sistema que gera uma tabela com todas as irregularidades referenciadas. O mercado de concessionárias foi escolhido como público-alvo por elas terem a necessidade por lei de identificar e resolver irregularidades nas pistas, sob risco de multa. “Essa é a proposta de solução que foi encontrada graças à metodologia científica que a gente seguiu dentro do programa para poder já entrar no mercado. É o nosso beachhead market”, conta Pedro.

A primeira visita de instalação ocorrerá no dia 21 de agosto. Depois, quinzenalmente, o grupo fará visitas à concessionária para coletar feedbacks e realizar ajustes no produto. “Nosso estágio agora é resolver essa primeira dor para poder, a partir disso, voltar para a ideia inicial do projeto”, explica João. Até o final do ano, os estudantes esperam ter o produto final pronto, com sensores instalados embaixo dos carros para que os funcionários não precisem nem identificar as irregularidades visualmente: os sensores as detectarão automaticamente ao passar pela pista. A expectativa é também finalizar neste ano o desenvolvimento do software que faz a gestão desses dados para gerar relatórios.

Inicialmente, a proposta do grupo era voltada para órgãos públicos mapearem irregularidades nas ruas, mas ela foi modificada durante o trabalho em AWC. “Foi nas concessionárias que a gente conseguiu achar esse mercado mais urgente”, diz Lucas. Os estudantes entrevistaram representantes das 57 concessionárias operantes no Brasil e fizeram uma visita técnica na empresa que fechou a parceria, o que os ajudou muito no aprimoramento da solução. “AWC mudou, principalmente, nossa forma de pensar em cliente e desenvolvimento. A gente nunca chegou a desenvolver alguma coisa pensando no cliente. Ter um contato, uma conversa antecipada, muda muita coisa no que você pretende desenvolver”, acrescenta Pedro.

 

Notícias relacionadas:
Protótipo de solução da Tech Talk está em teste com clientes
Mvisia investe em novos mercados e novas aplicações
Fusion se prepara para criar empresa e finalizar primeira máquina

25
jul

Protótipo de solução da Tech Talk está em teste com clientes

Após um ano e meio de ajustes no produto, mudança de público-alvo e abertura de empresa, a Tech Talk colocou seu protótipo em teste. A startup de São Paulo-SP foi criada pelos engenheiros mecatrônicos Lucas Pinheiro e Edson Nakada, que participaram da edição de 2015 de Academic Working Capital, durante o último ano de graduação na Universidade de São Paulo (USP). A dupla criou um sistema de atendimento automatizado por telefone que, por meio de inteligência artificial, consegue dialogar de forma mais natural com quem está do outro lado da linha.

No início, os engenheiros planejavam focar as primeiras vendas em restaurantes delivery, mas agora apostam em call centers e empresas de e-commerce. “É um público mais interessante para a gente”, diz Lucas. Duas empresas de call center estão atualmente testando o protótipo da solução, e a startup está negociando a implementação em uma empresa de e-commerce e em uma agência de marketing que se interessou em oferecer a solução a seus clientes.

Edson e Lucas estão se dedicando totalmente ao negócio. A empresa agora está alocada no Núcleo de Empreendedorismo da USP (NEU) e conta com mais um sócio: Diogo Calipo, responsável pela área comercial e de marketing. “Durante AWC, vimos que faltavam certas habilidades que não tínhamos por causa da graduação. Éramos mais técnicos, e precisávamos de alguém mais voltado ao comercial”, conta Lucas. A Tech Talk também participou do Startup SP, programa do Sebrae que oferece mentorias presenciais para ajudar startups a validarem sua proposta de valor e modelo de negócio. “Entramos para validar se o modelo novo voltado a call centers valia a pena.”

Além do modelo de negócio, o produto também foi aprimorado após o final de AWC. “Tivemos que mudar bastante coisas, faltavam mais conexões com tecnologias voltadas para empresas, especialmente de telefonia”, explica. Nesse meio tempo, a startup tomou conhecimento de mais alguns concorrentes, mas o mercado ainda é muito pequeno. Segundo Lucas, os diferenciais da Tech Talk são a tecnologia que permite uma conversa mais natural e a possibilidade de customização do sistema.

Por enquanto, os testes com os protótipos estão sendo feitos internamente nas empresas. A intenção da startup é iniciar os testes com clientes ainda no segundo semestre de 2017 e fechar as primeiras vendas no final do ano ou no início de 2018. A expectativa também é ampliar a equipe futuramente, especialmente com desenvolvedores. Lucas comenta que a participação em AWC teve um papel muito importante para dar uma visão de negócios à equipe. “A gente achava que ia fazer um produto incrível, as pessoas iam gostar e já iríamos vender”, brinca. “Foi um choque de realidade.”

 

Notícias relacionadas:
Mvisia investe em novos mercados e novas aplicações
Fusion se prepara para criar empresa e finalizar a primeira máquina
Aceleração e parceria estão nos planos da Turnit Healthcare

 

 

08
jun

Aceleração e parceria estão nos planos da Turnit Healthcare

Validação com usuários, aceleração e busca por parceria. Estas são as etapas que estão nos planos da startup Turnit Healthcare, de Patos de Minas-MG, para comercializar seu produto ainda este ano. Os participantes de Academic Working Capital em 2016 desenvolveram um sistema formado por sensores fixados em pacientes acamados que enviam informações para uma central gerenciadora, com o objetivo de monitorar a posição dos pacientes para evitar lesões por pressão – um problema sério e comum em hospitais, especialmente nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

A ideia inicial era construir um curativo inteligente para monitoramento das feridas, mas a equipe modificou o projeto para focar na prevenção. “É muito mais barato prevenir do que remediar”, afirma Camila Tavares Mota, diretora presidente da empresa. Ela percebeu a necessidade de uma solução para esse problema durante sua experiência trabalhando em hospitais quando cursava a graduação em Enfermagem. No curso de Engenharia Eletrônica e de Telecomunicações da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), encontrou a oportunidade para desenvolver uma solução junto com os colegas Euller Moreira de Santana, Rafael Caixeta da Silva e Willian Caixeta Nunes.

Camila explica que a equipe de enfermagem muda os pacientes acamados de posição a cada duas horas, em média, para evitar lesões por pressão. “Quando a equipe está sobrecarregada ou ocorre algum imprevisto no setor, tem paciente que chega a ficar na mesma posição por mais de quatro horas. Com esse sistema, essa checagem será automática”, diz. Em 2016, o projeto conquistou o 1º lugar dentre 120 inscritos no 8º Prêmio UNIPAM de Empreendedorismo, promovido pelo Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM), Farol Incubadora de Empresas, Núcleo de Inovação Tecnológica e Sebrae/MG.

Após o encerramento de AWC, a startup se inscreveu em três programas de aceleração e foi aceita no InovAtiva Brasil, do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e do Sebrae, com execução da Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (CERTI) – assim como a empresa NanoTropic, também participante de AWC 2016. A equipe está recebendo monitoria online e participou do Bootcamp Regional em Belo Horizonte-MG. Eles esperam ser aprovados para o próximo ciclo do programa e apresentar seu projeto para investidores.

O intuito da equipe era validar o protótipo em hospitais, mas devido à burocracia e aos cuidados adicionais para um ambiente tão restrito, o produto será validado inicialmente com pacientes em home care. “Nos hospitais precisa de homologação, assistência técnica, instalação de centrais… Resolvemos simplificar para ir passo a passo”, conta Camila. Os pacientes em home care receberão uma versão adaptada do equipamento, apenas com sensores e aplicativo. Para os hospitais, o produto ainda contará com um software e uma plataforma.

A startup já iniciou contato com grandes empresas da área hospitalar em busca de uma parceria para lançar o produto após a validação, que deve terminar em julho. De acordo com Camila, a parceria com uma grande empresa torna mais fácil a inserção e distribuição do produto no mercado. A equipe também pretende comercializar a versão mais simples do produto para home care e asilos, públicos identificados ao longo das atividades em AWC. “AWC fez toda a diferença na pesquisa de mercado. Nossa formação em Engenharia não abre os nossos olhos para empreendedorismo e desenvolvimento de startups”, diz Camila.

 

Últimas notícias:
E-sporte pretende faturar R$ 500 mil até o final do ano
2ª formação mostra ferramentas para entender o usuário
Workshop Online I termina com uma importante decisão