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09
ago

Road Labs fecha parceria com concessionária para testar protótipo

O grupo Road Labs – que antes se chamava A Hole Map – ainda está na metade de sua trajetória em Academic Working Capital 2017, mas já conquistou uma grande parceria para seu projeto. Os estudantes de Engenharia Eletrônica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Pedro Fornari, Lucas Pereira e Marcos Hollerweger e o aluno de Relações Internacionais da UFSC João Fornari estão desenvolvendo um sistema composto por sensores e um software que irá mapear automaticamente irregularidades nas pistas de rodovias. E uma das concessionárias contatadas pelo grupo se interessou em testar o protótipo da solução.

A empresa, localizada na região Sul, fechou um contrato de parceria para cobrir os custos do grupo de Florianópolis-SC com a construção do primeiro protótipo e colocá-lo em teste. Em contrapartida, o Road Labs irá personalizar o produto de acordo com as necessidades da concessionária e oferecer um desconto na compra, quando estiver finalizado. Atualmente, o procedimento para monitorar irregularidades nas pistas é feito manualmente: funcionários das concessionárias dirigem pelas rodovias e, ao avistarem alguma irregularidade, têm que parar o carro no acostamento e preencher as informações em uma prancheta.

O primeiro protótipo do Road Labs consiste em um botão acoplado no painel do veículo – dessa forma, os funcionários não precisam parar o carro para fazer anotações, basta apertar o botão que a localização é registrada em um sistema que gera uma tabela com todas as irregularidades referenciadas. O mercado de concessionárias foi escolhido como público-alvo por elas terem a necessidade por lei de identificar e resolver irregularidades nas pistas, sob risco de multa. “Essa é a proposta de solução que foi encontrada graças à metodologia científica que a gente seguiu dentro do programa para poder já entrar no mercado. É o nosso beachhead market”, conta Pedro.

A primeira visita de instalação ocorrerá no dia 21 de agosto. Depois, quinzenalmente, o grupo fará visitas à concessionária para coletar feedbacks e realizar ajustes no produto. “Nosso estágio agora é resolver essa primeira dor para poder, a partir disso, voltar para a ideia inicial do projeto”, explica João. Até o final do ano, os estudantes esperam ter o produto final pronto, com sensores instalados embaixo dos carros para que os funcionários não precisem nem identificar as irregularidades visualmente: os sensores as detectarão automaticamente ao passar pela pista. A expectativa é também finalizar neste ano o desenvolvimento do software que faz a gestão desses dados para gerar relatórios.

Inicialmente, a proposta do grupo era voltada para órgãos públicos mapearem irregularidades nas ruas, mas ela foi modificada durante o trabalho em AWC. “Foi nas concessionárias que a gente conseguiu achar esse mercado mais urgente”, diz Lucas. Os estudantes entrevistaram representantes das 57 concessionárias operantes no Brasil e fizeram uma visita técnica na empresa que fechou a parceria, o que os ajudou muito no aprimoramento da solução. “AWC mudou, principalmente, nossa forma de pensar em cliente e desenvolvimento. A gente nunca chegou a desenvolver alguma coisa pensando no cliente. Ter um contato, uma conversa antecipada, muda muita coisa no que você pretende desenvolver”, acrescenta Pedro.

 

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08
jun

Aceleração e parceria estão nos planos da Turnit Healthcare

Validação com usuários, aceleração e busca por parceria. Estas são as etapas que estão nos planos da startup Turnit Healthcare, de Patos de Minas-MG, para comercializar seu produto ainda este ano. Os participantes de Academic Working Capital em 2016 desenvolveram um sistema formado por sensores fixados em pacientes acamados que enviam informações para uma central gerenciadora, com o objetivo de monitorar a posição dos pacientes para evitar lesões por pressão – um problema sério e comum em hospitais, especialmente nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

A ideia inicial era construir um curativo inteligente para monitoramento das feridas, mas a equipe modificou o projeto para focar na prevenção. “É muito mais barato prevenir do que remediar”, afirma Camila Tavares Mota, diretora presidente da empresa. Ela percebeu a necessidade de uma solução para esse problema durante sua experiência trabalhando em hospitais quando cursava a graduação em Enfermagem. No curso de Engenharia Eletrônica e de Telecomunicações da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), encontrou a oportunidade para desenvolver uma solução junto com os colegas Euller Moreira de Santana, Rafael Caixeta da Silva e Willian Caixeta Nunes.

Camila explica que a equipe de enfermagem muda os pacientes acamados de posição a cada duas horas, em média, para evitar lesões por pressão. “Quando a equipe está sobrecarregada ou ocorre algum imprevisto no setor, tem paciente que chega a ficar na mesma posição por mais de quatro horas. Com esse sistema, essa checagem será automática”, diz. Em 2016, o projeto conquistou o 1º lugar dentre 120 inscritos no 8º Prêmio UNIPAM de Empreendedorismo, promovido pelo Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM), Farol Incubadora de Empresas, Núcleo de Inovação Tecnológica e Sebrae/MG.

Após o encerramento de AWC, a startup se inscreveu em três programas de aceleração e foi aceita no InovAtiva Brasil, do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e do Sebrae, com execução da Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (CERTI) – assim como a empresa NanoTropic, também participante de AWC 2016. A equipe está recebendo monitoria online e participou do Bootcamp Regional em Belo Horizonte-MG. Eles esperam ser aprovados para o próximo ciclo do programa e apresentar seu projeto para investidores.

O intuito da equipe era validar o protótipo em hospitais, mas devido à burocracia e aos cuidados adicionais para um ambiente tão restrito, o produto será validado inicialmente com pacientes em home care. “Nos hospitais precisa de homologação, assistência técnica, instalação de centrais… Resolvemos simplificar para ir passo a passo”, conta Camila. Os pacientes em home care receberão uma versão adaptada do equipamento, apenas com sensores e aplicativo. Para os hospitais, o produto ainda contará com um software e uma plataforma.

A startup já iniciou contato com grandes empresas da área hospitalar em busca de uma parceria para lançar o produto após a validação, que deve terminar em julho. De acordo com Camila, a parceria com uma grande empresa torna mais fácil a inserção e distribuição do produto no mercado. A equipe também pretende comercializar a versão mais simples do produto para home care e asilos, públicos identificados ao longo das atividades em AWC. “AWC fez toda a diferença na pesquisa de mercado. Nossa formação em Engenharia não abre os nossos olhos para empreendedorismo e desenvolvimento de startups”, diz Camila.

 

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