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02
out

Cursos online e gratuitos para se atualizar sobre empreendedorismo

Assim como em qualquer carreira, ter um negócio próprio exige uma atualização constante de conhecimentos. Isso se torna ainda mais necessário para quem está começando a empreender, já que não há uma grande equipe no início: são poucas pessoas responsáveis por todas as áreas da empresa, do desenvolvimento do produto a vendas. Selecionamos algumas instituições que oferecem cursos online e gratuitos sobre os mais diferentes aspectos de um negócio, para quem quer aprender desde o básico sobre empreendedorismo até ir além de sua formação e se aprofundar em outras áreas.

Sebrae
A plataforma de Educação a Distância (EaD) do Sebrae oferece mais de 80 cursos para quem pretende abrir um negócio ou já é empreendedor. É possível fazer cursos ligados a empreendedorismo, marketing e vendas, finanças, leis, entre outros assuntos, com o apoio de um tutor para tirar dúvidas. A plataforma também disponibiliza e-books, vídeos, podcasts, jogos e outros recursos.

Endeavor
A Endeavor disponibiliza cursos nos formatos online e por e-mail – neste último, o usuário se cadastra e recebe uma série de e-mails com indicações de materiais para estudos. A lista de cursos inclui temas como liderança, marketing digital e planejamento estratégico. Há ainda um curso ministrado por Steve Blank, uma das principais referências em empreendedorismo, chamado Como construir a empresa certa para os clientes certos.

Universidade de São Paulo (USP)
Dentre os cursos oferecidos pela USP por meio da plataforma Veduca estão sete cursos relacionados a negócios, como Engenharia Econômica, Fundamentos de Administração e Gestão da Inovação. Todos os cursos são gratuitos, mas o aluno pode optar por receber uma certificação no final (se for aprovado na avaliação) pelo valor de R$ 49.

SENAI
O SENAI oferta uma grande variedade de cursos online (são mais de 300), com diferentes faixas de preço. Também há seis opções de cursos gratuitos, que podem ser feitos pela internet ou por meio de um material impresso. Dentre os temas abordados, estão empreendedorismo, propriedade intelectual e legislação trabalhista.

A plataforma TIM Tec, uma iniciativa do Instituto TIM, lançará em breve três cursos voltados a quem pretende abrir uma micro ou pequena empresa ou está se formalizando como microempreendedor individual (MEI). Acompanhe as notícias do Portal TIM Tec, o Twitter e o Facebook do projeto para saber mais sobre o lançamento.

 

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21
ago

Participação de mulheres dobra em Academic Working Capital

Já há mais mulheres empreendendo do que homens. Essa foi uma das conclusões da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor 2016, realizada pelo Sebrae e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP). Quase metade dessas novas empreendedoras (com negócios de até 3,5 anos) está concentrada em atividades de serviços domésticos, cabelereiros e beleza, comércio de roupas e cosméticos e serviços de bufê e comida preparada. Mas, aos poucos, elas estão apostando mais em áreas que costumam ser dominadas por homens – e em Academic Working Capital não é diferente.

A porcentagem de mulheres participantes do programa dobrou na edição de 2017 em relação aos outros anos: enquanto em 2015 e 2016 a participação feminina em AWC foi em torno de 10%, neste ano subiu para 20%. Para Sílvia Takey, sócia da startup DEV Tecnologia e membro do Conselho Consultivo de AWC, esse aumento é reflexo de uma tendência que ela vem observando no mundo das startups. “É interessante notar que houve esse aumento sem ter nenhuma ação específica para chamar as mulheres, aconteceu naturalmente”, comenta.

Danielle Cohen, recém-formada em Engenharia de Produção pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), é uma das participantes de AWC 2017 e conta que sempre teve vontade de empreender. Sua primeira experiência foi no 4º semestre da graduação, quando começou a participar do BEPiD – um programa do Laboratório de Engenharia de Software da PUC-Rio em colaboração com a Apple voltado a desenvolvimento de aplicativos e empreendedorismo. Como projeto final do programa, ela criou o Nobi, um sistema para gestão de condomínios residenciais que virou sua primeira startup.

A partir de algumas entrevistas realizadas para criar o Nobi, Danielle percebeu outra oportunidade de negócio: reduzir as filas da recepção de prédios comerciais. Junto com sua colega de curso Luisa Paiva, ela está desenvolvendo em AWC um sistema de atendimento automatizado por meio de totens, o Totmi. O número de mulheres participando do programa a surpreendeu. “Achei que ia ter menos mulheres. Umas são mais técnicas, outras menos, mas todas elas querem botar a mão na massa e aprender”, diz. O que ela considera mais importante em AWC é a colaboração e os feedbacks compartilhados entre os grupos.

Desafios a superar

Sílvia explica que há preconceitos e questões a serem superados para ampliar a quantidade de empreendedoras em tecnologia. Além da tecnologia ainda ser vista por muitos como uma área masculina, há mulheres que têm receio de se dedicar à startup e não ter tempo para a família. “Hoje as funções estão mais divididas entre homens e mulheres, então as mulheres estão arriscando mais”, afirma. Infelizmente, há ainda uma preferência de investidores por negócios liderados por homens. Sílvia menciona uma pesquisa publicada na Harvard Business Review que revela que até as perguntas feitas por investidores são diferentes para cada sexo – para as mulheres, são mais relacionadas ao risco do negócio; para os homens, ao potencial de valor.

“As mulheres se posicionarem e se colocarem de forma mais agressiva e convincente para o investidor pode ajudar a mudar isso. É um desafio maior, mas que está cada vez mais sendo superado com o nosso trabalho”, diz Sílvia. Danielle já sofreu alguns episódios de preconceito por ser uma mulher na área de tecnologia, mas não se deixou abalar. “As mulheres têm que mostrar que são boas tecnicamente, têm que mostrar que podem fazer tanto quanto os homens. Às vezes elas ficam acanhadas de falar na frente deles, mas elas têm que falar sim e mostrar todo o potencial que têm.”

 

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25
jul

Protótipo de solução da Tech Talk está em teste com clientes

Após um ano e meio de ajustes no produto, mudança de público-alvo e abertura de empresa, a Tech Talk colocou seu protótipo em teste. A startup de São Paulo-SP foi criada pelos engenheiros mecatrônicos Lucas Pinheiro e Edson Nakada, que participaram da edição de 2015 de Academic Working Capital, durante o último ano de graduação na Universidade de São Paulo (USP). A dupla criou um sistema de atendimento automatizado por telefone que, por meio de inteligência artificial, consegue dialogar de forma mais natural com quem está do outro lado da linha.

No início, os engenheiros planejavam focar as primeiras vendas em restaurantes delivery, mas agora apostam em call centers e empresas de e-commerce. “É um público mais interessante para a gente”, diz Lucas. Duas empresas de call center estão atualmente testando o protótipo da solução, e a startup está negociando a implementação em uma empresa de e-commerce e em uma agência de marketing que se interessou em oferecer a solução a seus clientes.

Edson e Lucas estão se dedicando totalmente ao negócio. A empresa agora está alocada no Núcleo de Empreendedorismo da USP (NEU) e conta com mais um sócio: Diogo Calipo, responsável pela área comercial e de marketing. “Durante AWC, vimos que faltavam certas habilidades que não tínhamos por causa da graduação. Éramos mais técnicos, e precisávamos de alguém mais voltado ao comercial”, conta Lucas. A Tech Talk também participou do Startup SP, programa do Sebrae que oferece mentorias presenciais para ajudar startups a validarem sua proposta de valor e modelo de negócio. “Entramos para validar se o modelo novo voltado a call centers valia a pena.”

Além do modelo de negócio, o produto também foi aprimorado após o final de AWC. “Tivemos que mudar bastante coisas, faltavam mais conexões com tecnologias voltadas para empresas, especialmente de telefonia”, explica. Nesse meio tempo, a startup tomou conhecimento de mais alguns concorrentes, mas o mercado ainda é muito pequeno. Segundo Lucas, os diferenciais da Tech Talk são a tecnologia que permite uma conversa mais natural e a possibilidade de customização do sistema.

Por enquanto, os testes com os protótipos estão sendo feitos internamente nas empresas. A intenção da startup é iniciar os testes com clientes ainda no segundo semestre de 2017 e fechar as primeiras vendas no final do ano ou no início de 2018. A expectativa também é ampliar a equipe futuramente, especialmente com desenvolvedores. Lucas comenta que a participação em AWC teve um papel muito importante para dar uma visão de negócios à equipe. “A gente achava que ia fazer um produto incrível, as pessoas iam gostar e já iríamos vender”, brinca. “Foi um choque de realidade.”

 

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28
out

AWC participa de painel no 3º Simpósio de Educação Empreendedora

O programa Academic Working Capital foi convidado para participar do 3º Simpósio de Educação Empreendedora, realizado em 27 de outubro pela Escola de Negócios Sebrae-SP Alencar Burti. O professor da USP Marcos Barretto, coordenador acadêmico do programa, fez parte do terceiro painel do evento, que teve como tema “Ecossistema empreendedor – Contribuição das empresas para a educação empreendedora”. O painel também foi composto por Renan Prado, da área de Atração e Seleção do setor de Recursos Humanos da Natura, e mediado por José Marques, consultor da Escola de Negócios do Sebrae-SP.

Marcos falou um pouco de sua experiência como empreendedor e apresentou o programa AWC. Ele comentou sobre reflexões que estão acontecendo no âmbito universitário sobre mudanças nas estruturas curriculares e como isso tem levado a ações de incentivo ao empreendedorismo, como aconteceu com AWC. “Nos cursos tradicionais, onde os currículos estão estruturados, a gente fala muito de análise e pouco de síntese. Isso significa que a gente pensa sobre o que acontece, mas não cria em cima, não sintetiza coisas novas”, afirmou.

O próprio trabalho de conclusão de curso (TCC) não é aproveitado pelos alunos para além da vida acadêmica, segundo o professor. Por isso, a ideia de AWC é oferecer uma experiência diferente para que o estudante possa transformar seu TCC em algo útil, sair dos projetos e fazer, de fato, um produto. Marcos explicou que o ano final da graduação é uma fase decisiva e cheia de incertezas para o aluno, portanto é necessário mostrar que ele pode acreditar em si mesmo e que seu projeto é possível de ser realizado. “Compreender esse momento do jovem é um dos diferenciais do nosso programa.”

Ao ser questionado sobre o que mais o atraiu para trabalhar no programa junto ao Instituto TIM, o professor disse que foi o fato do Instituto TIM entender que AWC é uma iniciativa que se constrói aos poucos, e que não gera resultados de um dia para o outro. Ele destacou ainda a abertura que tem para discutir com a equipe sobre questões relacionadas a como formar melhor os alunos para a vida profissional.

Para Marcos, a participação no simpósio é uma forma de inspirar as instituições de ensino a realizar iniciativas de educação empreendedora. “Ter esse reconhecimento é muito importante porque ajuda as pessoas a entender a mensagem e a proposta do programa e a necessidade que existe da universidade se transformar e educar seus alunos para o empreendedorismo.”

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