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14
dez

Treino de pitches no segundo dia do Workshop III

O segundo dia do Workshop III do programa Academic Working Capital 2016 teve palestras sobre propriedade intelectual e networking, e muito treino para os pitches que serão apresentados na Feira de Investimentos AWC. As atividades foram realizadas ao longo do dia 13 de dezembro, no auditório e em salas do prédio da Engenharia Mecânica e Naval da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), em São Paulo-SP.

Saiba como foi o primeiro dia do Workshop III de AWC 2016

Para começar o dia, a advogada Aline Quadros, da HQ Advisory, fez uma palestra sobre propriedade intelectual. Ela falou sobre as diferenças entre direito autoral (categoria na qual se encaixa o desenvolvimento de software), propriedade industrial e proteção sui generis, e explicou quais são os requisitos de patenteabilidade, a importância da busca por anterioridade e como funciona a internacionalização de uma patente. “Os bancos de patente concentram hoje 80% do conhecimento técnico do mundo”, afirmou Aline. A advogada também falou de conceitos importantes para startups que são pontos de atenção para investidores, como due dilligence, freedom to operate, design around e contratos.

A segunda palestra foi dedicada a relacionamento e networking. Miguel Chaves, sócio da consultoria em inovação e design CAOS Focado, deu dicas para os empreendedores adquirirem novos contatos, manterem os que já têm e descartarem os que não servem mais. Também falou da importância do marketing pessoal e das indicações, enquanto os estudantes compartilharam suas próprias experiências em networking.

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Após as palestras, os grupos continuaram trabalhando no deck de slides que será apresentado na Feira de Investimentos. O consultor de conteúdo de AWC, Diogo Dutra, falou da programação do dia seguinte, explicou como será o espaço de cada projeto na Feira e anunciou os 5 grupos escolhidos para apresentarem seus pitches no palco do evento para uma banca de convidados: Staat, Nanotropic, Fusion, Turnit e E-xpert. Os estudantes se dividiram em dois grandes grupos e participaram de duas rodadas de pitches, recebendo feedbacks dos monitores e dos colegas.

Depois de dois dias intensos de trabalho no Workshop III, uma premiação especial foi realizada para descontrair os estudantes. Cada grupo recebeu um certificado divertido, como o Melhor Dress Code, para Nanotropic; Prêmio Resiliência, para Garrafa LED; Lobo Solitário AWC, para My Migraine; e o Prêmio Fênix, para Parkaware.

Para encerrar o workshop, Diogo fez um agradecimento aos grupos e à equipe AWC. Ele lembrou que o diferencial do programa é a qualidade dos participantes e que é muito importante que instituições como o Instituto TIM apostem em educação empreendedora. “Aqui é um ambiente de aprendizagem coletiva. Nós estamos aqui para fazer vocês entenderem o que é uma rede de empreendedorismo, o que é uma rede de networking”, afirmou. “Estamos muito orgulhosos de vocês e orgulhosos de para onde cada um de vocês está indo.”

Os dois dias do Workshop III de AWC 2016 terminaram, mas as atividades continuam em 14 de dezembro, na Feira de Investimentos AWC, que acontece das 10h às 17h no Parque Tecnológico do Estado de São Paulo, em São Paulo-SP.

 

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13
dez

Começa o Workshop III de AWC 2016

O último workshop presencial do programa Academic Working Capital em 2016 teve início no dia 12 de dezembro. Treze grupos se reuniram com a equipe de AWC no prédio da Engenharia Mecânica e Naval da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) para um dia de palestras e atividades. O objetivo do Workshop III é que os grupos se preparem para apresentar seus projetos na Feira de Investimentos, que acontece em 14 de dezembro.

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A abertura do evento foi realizada pelo professor da USP Marcos Barretto, coordenador acadêmico de AWC, e pelo engenheiro mecatrônico Diogo Dutra, coordenador de conteúdo do programa. Eles deram as boas-vindas aos estudantes, relembraram o que aconteceu durante o ano e explicaram o foco do terceiro workshop. “Essa é a nossa grande conversa nos próximos dias: o que vamos fazer amanhã, depois que terminar AWC? Vamos finalizar esses dois dias preparados para a Feira de Investimentos e com um plano de ação estruturado para os próximos seis meses”, orientou Diogo.

As duas palestras do dia mostraram pontos de vista diferentes – porém, complementares – sobre o pitch, a apresentação que todos os grupos terão a oportunidade de realizar em seus estandes para os visitantes da Feira e que cinco grupos farão a uma banca de investidores no evento. José Marques, consultor da Escola de Negócios Sebrae-SP Alencar Burti, falou o que é necessário para elaborar um pitch “quase” perfeito. “Pitch é treino, cada momento é uma forma de você melhorar. Não existe perfeição, existe melhora contínua”, afirmou. Marques apresentou as cinco perguntas básicas que devem ser respondidas em todo pitch e ressaltou que cada contexto e público exige uma apresentação diferente. No final, dois participantes se arriscaram a fazer um “elevator pitch”, em que apresentaram seus projetos em 30 segundos.

No período da tarde, Marcos e Diogo disseram que o pitch é importante, mas que muitas vezes é supervalorizado. “A maioria das pessoas acha que vender é fazer o pitch, mas não é isso. Empreender é uma constante busca. Não é só falar, tem que ouvir muito para chegar à solução ideal”, declarou Diogo. Para os coordenadores, o pitch deve ser desenvolvido como uma narrativa que busca o envolvimento do ouvinte. “Quando a gente constrói uma narrativa, precisa primeiro saber para quem estamos construindo essa narrativa. O resto vem depois”, explicou Marcos. Eles mostraram como exemplo o pitch elaborado pelo grupo que criou uma seletora de mudas de eucalipto (atualmente, a empresa MVisia) e apresentado na Feira de Investimentos de AWC 2015 e no Prêmio Santander Universidades 2015.

Os grupos também se reuniram em uma das salas de aula do prédio ao longo do dia para revisar suas planilhas financeiras e decks de slides (documento que descreve detalhadamente os problemas que envolvem o projeto e qual é a solução apresentada) junto com os monitores e coordenadores de AWC. Essas ferramentas são a base para que os grupos construam os pitch decks que irão apresentar na Feira, e que começaram a desenvolver já no final do primeiro dia.

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21
jul

Palestras encerram o Workshop II

O último dia do Workshop II de Academic Working Capital, em 20 de julho, levantou discussões sobre planejamento financeiro. A programação começou no auditório do prédio de Engenharia Elétrica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) com uma palestra sobre precificação. O administrador e matemático Daniel Barzilay explicou que o processo de precificação em uma startup é diferente das grandes empresas, já que estas contam com uma ampla base de dados sobre o comportamento do consumidor. “Na startup você não tem esse luxo, é muito mais sensível e qualitativo”, disse. Daniel apontou estratégias e táticas que as startups podem adotar para precificar seus produtos e ressaltou a necessidade de pensar nos concorrentes ao definir suas ações.

Veja como foi o primeiro e o segundo dia de atividades

Miguel Chaves, sócio da consultoria em inovação e design CAOS Focado, falou sobre fluxo financeiro e o planejamento básico que toda empresa deve ter. Ele mostrou diversas planilhas e gráficos para dar um exemplo de como realizar o controle do fluxo de caixa em quatro etapas, até chegar em um relatório financeiro. “Quando a gente entende o fluxo de caixa, consegue planejar o futuro e crescer de forma estável e organizada”, comentou. Esse processo ajuda a compreender a dinâmica da empresa e impacta todas as áreas, não se restringindo ao setor financeiro. “A tomada de decisões na empresa fica mais inteligente”, afirmou Miguel.

As métricas utilizadas para acompanhar o desempenho de uma empresa foram apresentadas pelo fundador das startups Tegris e FieldLink, Rafael Gonçalves. Em sua palestra, Rafael falou sobre alguns modelos de captação de recursos e como mensurar a tração da empresa. “Tração é a capacidade de atrair novos usuários para seu produto, de preferência usuários pagantes”, explicou. Os estudantes conheceram o significado e as relações entre termos como custo de aquisição de cliente (CAC), lifetime value (LTV) e receita recorrente mensal (MRR). “A estratégia é como vou deixar meu negócio irresistível, é mostrar que eu cresço a números que meus investidores nem pensam em sonhar”, concluiu.

A palestra seguinte teve como tema captação de recursos e foi dada por Alessandro Andrade, cofundador da startup Lean Survey. Foi abordada a diferença entre fundos de venture capital e investidores-anjo e os cuidados que devem ser tomados ao buscar e receber um investimento. “Saber quem é o seu investidor e o que ele traz para a sua empresa vale mais que o dinheiro que ele está colocando”, afirmou. Um dos pontos de atenção destacados foi com os tipos e as cláusulas do contrato firmado com o investidor. Alessandro reforçou a importância de não deixar cláusulas em aberto e de trabalhar para que sejam bem definidas e cumpridas.

O sócio-fundador da Radix Flávio Waltz encerrou as palestras com uma apresentação da história e do trabalho realizado pela empresa, que oferece soluções nas áreas de software, automação industrial e engenharia. Flávio contou como a Radix enfrentou momentos de crise e uma grande batalha judicial e se firmou como referência no setor, ampliando os segmentos atendidos e abrindo escritórios no Brasil e no exterior. Ele também comentou sobre a valorização de universitários na empresa, que tem parceria com várias universidades e patrocina equipes acadêmicas. “A gente trata as universidades como nossa categoria de base.”

Os grupos de AWC finalizaram os documentos criados durante o Workshop e começaram a pensar em questões de precificação. O coordenador de conteúdo do programa, Diogo Dutra, terminou o dia com informações sobre o trabalho que será realizado no segundo semestre e abriu espaço para os estudantes compartilharem suas impressões sobre os três dias de atividades e sugestões para o próximo Workshop, que será realizado em dezembro.

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