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Tag: negócios

06
nov

Do projeto de TCC a uma oportunidade de negócio

Empreender na universidade não é tarefa fácil. Mas há inúmeros casos de estudantes que aproveitaram esse momento para transformar suas ideias em oportunidades de negócios. Diversas empresas começaram a ser desenvolvidas enquanto seus fundadores estavam na universidade, como o Facebook, a Microsoft, a Dell e o Buscapé. E também há casos como os de grupos de Academic Working Capital, em que o projeto final ou TCC virou negócio (conheça alguns cases de AWC aqui). Confira três histórias de sucesso – duas, aqui do Brasil:

Dodgeball
O Dodgeball era um aplicativo que misturava rede social e geolocalização: o usuário fazia check-in e recebia notificações sobre amigos e lugares interessantes localizados na mesma região. Ele foi criado em 2003 como projeto final de mestrado de Dennis Crowley e Alex Reinert no Programa de Telecomunicações Interativas na Universidade de Nova York. Dois anos depois, o aplicativo foi vendido ao Google, mas teve suas atividades encerradas em 2009. Crowley não se deu por vencido e, junto com o amigo Naveen Selvadurai, utilizou o Dodgeball como base para lançar outro famoso aplicativo de geolocalização: o Foursquare. Saiba mais.

Pró-corpo
Após sua livraria encerrar as atividades por problemas na gestão, Marisa Peraro decidiu fazer um curso de Administração na Universidade Metodista de Piracicaba, em SP. Como TCC, em 2006, ela elaborou um plano de negócios para uma clínica de estética que ofereceria um serviço de qualidade a preços mais acessíveis do que as concorrentes. Quatro meses após se formar, Marise e seu marido venderam sua moto para colocar o TCC em prática e abrir a primeira unidade da clínica Pró-Corpo. Atualmente, a franquia possui 15 unidades em três estados e gera um faturamento de mais de R$ 20 milhões por ano. Saiba mais.

Mediar
No último ano da graduação em Engenharia de Telecomunicações na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), Gustavo Lemos apresentou como TCC um protótipo em formato de maquete com etiquetas inteligentes que detectavam o comportamento do consumidor em um supermercado. O produto ganhou um plano de negócios apenas em 2010, quando Gustavo estava cursando pós-graduação em Negócios e Finanças. Com os sócios Cristiano Paranhos e Victor Gollnick, ele fundou a IDXP Analytics (que agora se chama Mediar). O trio recebeu o prêmio de Empreendedor Global do Ano pela IBM em 2012 e levou a sede da IDXP para o Vale do Silício, nos Estados Unidos. Hoje, a Mediar tem clientes nas Américas do Sul e do Norte e na Europa e ainda mantém um escritório em Belo Horizonte-MG. Saiba mais.

 

 

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09
out

Backstage do negócio é tema do último dia do Workshop Online II

O segundo dia do Workshop Online II de Academic Working Capital 2017, realizado em 7 de outubro, reuniu os 25 grupos para falar sobre o tema “Backstage, operação e estimativa dos custos”. O workshop contou com duas palestras, um painel de discussão e momentos de apresentação e atualização dos decks e planilhas entre os grupos. A abertura foi realizada pelo coordenador de conteúdo de AWC, Diogo Dutra, que ressaltou a importância de manter o foco no propósito de seu negócio para conseguir superar as dificuldades que surgem pelo caminho.

Confira como foi o primeiro dia do Workshop Online II de AWC 2017

As palestras e o painel foram mediados por Diogo e pelo coordenador acadêmico de AWC, Marcos Barretto. O investidor, empreendedor e profissional de vendas e marketing Bruno Neiva apresentou diferentes estratégias para definir o preço de um produto. De acordo com Bruno, analisar os preços estabelecidos pelos concorrentes é primordial, mas não se deve esquecer de olhar para os fatores que podem afetar a disposição do cliente a pagar por ele: benefícios, conveniência, poder do fornecedor, entre outros. “Conforme você vai aumentando seu mercado, entendendo melhor seu consumidor, seu preço pode e deve mudar”, afirmou.

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No início da tarde, foi realizado um painel de discussão sobre o backstage dos negócios, com Karina Piva, head de Operações da empresa de recrutamento Contratado; e João Macêdo, sócio da startup E-sporte e participante de AWC 2016. Ambos compartilharam processos fundamentais para a operação de seus negócios, como fabricação do produto, escolha de fornecedores e seleção da equipe. João ressaltou que os objetivos e a motivação devem ser passados para todos os colaboradores, inclusive no momento da entrevista. “Isso influencia definitivamente no processo de contratação, porque as pessoas se sentem parte da empresa e compram o sonho do negócio com você.” Outro ponto destacado foi a necessidade de criar e gerenciar processos. “Não necessariamente vou criar uma burocracia, mas vou garantir que escrevi tudo aquilo que fiz e deu certo para outra pessoa poder consultar ou para pessoas novas saberem que já foi documentado”, disse Karina.

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Guilherme Parente, um dos criadores do aplicativo Apptite, contou para os grupos a trajetória de seu negócio: uma plataforma para fazer pedidos de refeições caseiras a cozinheiros e chefs cadastrados. Guilherme e seu sócio começaram com um MVP simples, utilizando o Facebook, para realizar testes com clientes e fechar as primeiras vendas. Quando viram que havia demanda e oferta, gastaram o próprio dinheiro para fazer o primeiro protótipo. “Sou um entusiasta do bootstrap. Acho que você tem que começar o negócio sozinho, tentando encontrar uma oportunidade, começando a vender de uma forma ou de outra. Aí depois você vai pedir dinheiro.” Agora, com um ano de operação, a empresa está buscando investimentos.

Diogo encerrou o dia e explicou o que é esperado dos grupos até a Feira de Investimentos (13 de dezembro): um modelo de negócios, testes e dados consolidados, estratégias de operação e monetização, um plano para os próximos seis meses e pelo menos um cliente pagante.

 

 

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25
set

Workshop Online II dá início à etapa final de AWC 2017

O Workshop Online II de Academic Working Capital apresentou aos 25 grupos a última etapa do programa: a do teste do modelo de negócios. Os estudantes participaram do primeiro dia do Workshop Online II, em 23 de setembro, direto de suas cidades, por meio de plataformas como Google Hangouts, Google Drive e Slack. Além da equipe de AWC, o evento online contou com as palestras de Rafael Gonçalves, fundador da empresa Tegris, e Henry Suzuki, sócio-diretor da consultoria tecnológica Axonal.

Os coordenadores de AWC, Marcos Barretto e Diogo Dutra, deram as boas-vindas e explicaram como será a etapa final do programa. “Vamos parar de pensar um pouco em problema e solução e pensar em uma estrutura bem séria do que é o negócio de vocês e como vocês vão fazer para, depois de AWC, mantê-lo vivo”, disse Diogo. Os coordenadores apresentaram os elementos do Business Model Canvas, falaram sobre estratégias de primeira venda e operação para entrega de valor e introduziram dois novos decks, que os grupos já começaram a preencher e apresentar: o de teste do modelo de negócios e o de experimentos de negócios.

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Na primeira palestra do dia, Rafael Gonçalves mostrou como empresas que buscam escalabilidade podem montar uma estrutura de capital, explicando modelos de receita como investimento profissional, crowdfunding e venda ou saída estratégica. Ele apresentou diferentes métricas para entender o desempenho do negócio e utilizar como base comparativa no mercado, demonstrando a tração da empresa – a capacidade de gerar lucro de forma previsível. “Existem muitas métricas para startups, mas a tração é o que todo mundo entende em qualquer lugar do mundo”, destacou.

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Henry Suzuki enfatizou a importância de se planejar em relação à propriedade intelectual do produto, com foco em patente. “Quem tem que entender de propriedade intelectual não é advogado, não é consultor externo, é a sua equipe”, afirmou. A patente tem um peso positivo no momento de fechar contratos e buscar investidores, já que garante que o produto não será copiado por outra empresa por um período definido. Henry detalhou o que significa uma patente, como definir sua cobertura e iniciar o processo de patenteamento e citou aplicações práticas, além de responder dúvidas dos estudantes.

Marcos e Diogo encerraram o dia relembrando o que é esperado dos grupos até a Feira de Investimentos, em 13 de dezembro. Até o segundo dia do Workshop Online II, em 7 de outubro, os grupos deverão subir os decks atualizados no Drive, realizar os 15 primeiros contatos com possíveis clientes para dar início ao funil de vendas e continuar trabalhando no protótipo de função crítica de suas soluções.

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23
maio

Grupos da 2ª chamada participam do Workshop Online de AWC

Os grupos selecionados na 2ª chamada de Academic Working Capital em 2016 participaram do Workshop Online, realizado nos dias 7, 14 e 21 de maio. O objetivo do workshop foi preparar os estudantes para o trabalho que será realizado ao longo do ano, com o mesmo conteúdo abordado no Workshop I, que aconteceu entre 18 e 20 de janeiro na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).

As palestras e apresentações foram transmitidas ao vivo via YouTube pelo professor do Departamento de Engenharia Mecatrônica e Sistemas Robóticos da Poli-USP e coordenador executivo de AWC, Marcos Barretto; pelo engenheiro mecatrônico e coordenador de conteúdo do programa, Diogo Dutra; e pelo sócio da consultoria em inovação e design CAOS Focado, Miguel Chaves. Eles orientaram os grupos a elaborar uma Matriz CSD e um modelo de negócios Canvas, identificar e entrevistar possíveis usuários para esquematizar sua jornada e planejar os ciclos do projeto e as funcionalidades do produto.

Ao longo do workshop, os grupos se reuniram em salas do Hangouts para discutir suas ideias e trocar opiniões sobre os projetos. Eles foram divididos em três clusters, de acordo com as especificidades dos projetos: sci tech, produtos tech e soft/apps. Os coordenadores de AWC e Miguel Chaves acompanharam todas as atividades e esclareceram dúvidas dos estudantes. Além disso, as discussões via Hangouts contaram com a participação e o apoio dos monitores do programa: André Dib, Gabriel Merici, Lili Sartori, Juliana Uechi, Maurício Carneiro e Kenzo Abiko.

No final, os clusters se misturaram para apresentar as propostas de valor de cada produto e receber feedbacks dos outros grupos e da equipe de AWC. Há projetos voltados para as mais diferentes áreas, como um carrinho de compras com uma plataforma motorizada para auxiliar pessoas com dificuldades físicas e motoras; um nanoplástico que conserva os alimentos e é feito de maneira mais econômica do que a convencional; e curativos inteligentes que monitoram continuamente pacientes de hospitais e clínicas médicas.

Agora, os grupos vão prosseguir com as atividades iniciadas no workshop para validar sua proposta de valor e receberão acompanhamento semanal dos monitores de AWC. O próximo workshop será presencial e acontecerá nos dias 18, 19 e 20 de julho, com a participação dos 27 grupos da 1ª e da 2ª chamada e com foco na prototipação.

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