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Tag: NanoTropic

12
dez

Workshop III: o futuro dos projetos após AWC

Os 22 grupos participantes de Academic Working Capital 2017 estão reunidos em São Paulo-SP para o Workshop III – o último encontro presencial antes da Feira de Investimentos, que acontece em 13 de dezembro. O primeiro dia do evento foi realizado no dia 11 de dezembro no prédio de Engenharia Mecânica e Naval da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Além da preparação para a Feira, as discussões do Workshop III têm um objetivo bem importante para os grupos: refletir e se planejar para os meses pós-AWC.

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E essa reflexão marcou a abertura do evento, conduzida pelos coordenadores de AWC Marcos Barretto e Diogo Dutra. Marcos propôs uma dinâmica em que os estudantes foram convidados a listar o que poderia impedi-los de continuar empreendendo. Os participantes mencionaram fatores como instabilidade financeira, insegurança por serem recém-formados e a dificuldade de manter clientes pagantes. Dentre os conselhos oferecidos, Marcos ressaltou que, no final, essa escolha depende somente de cada um deles. “Não dá para olhar para trás, a vida é só para a frente, só tem um sentido. Fiquem firmes em suas decisões.”

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Diogo também relembrou o que foi feito durante o ano e destacou alguns números desta edição: 61% dos grupos selecionados permaneceram até o final, 17% conseguiram clientes pagantes e 34% conquistaram early adopters. Leonardo Kalinowski, que participou de AWC 2016 com o grupo NanoTropic, falou aos participantes sobre sua experiência no programa e como está sua startup atualmente. “Se vocês acreditarem no projeto, vale muito a pena seguir em frente. É gratificante”, aconselhou. Leonardo acompanhará o Workshop III e a Feira de Investimentos para ajudar a orientar os grupos.

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À tarde, as advogadas Aline Quadros e Aline Mapelli, da consultoria em propriedade intelectual HQ Advisory, deram uma palestra sobre um tema essencial para quem está começando a empreender: a formalização da startup. “Muitas startups são surpreendidas com questões como ações trabalhistas e quebram pela falta de formalização”, disse Aline Mapelli. As advogadas explicaram o que significa e o que é necessário para formalizar uma empresa, cuidados com contratos e acordos de confidencialidade, diferenças entre tipos de empresas, opções tributárias e questões trabalhistas. “A formalização é uma forma de limitar responsabilidades, de assumir riscos de forma consciente”, pontuou Aline Quadros.

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O pitch foi o tema da última palestra do dia. Diogo apresentou três tipos de pitch e dicas para que os estudantes elaborem seu discurso e apresentem o produto da forma mais clara possível, especialmente para a Feira. “O importante nessa primeira abordagem é tentar captar a reação da pessoa, para ir melhorando as próximas abordagens”, comentou. Ele ainda mostrou os pitch decks da empresa AirBnB e da startup MVisia (participante de AWC 2015) como exemplos de sucesso.

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Ao longo do dia, os grupos também se reuniram para aprimorar o pitch deck e a planilha financeira. Cada grupo apresentou sua planilha e discutiu com seu coordenador os planos para os próximos seis meses.

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Fusion e NanoTropic: aprendizados na Feira de Investimentos 2016

A Feira de Investimentos é o evento final de Academic Working Capital – ao mesmo tempo, é o passo inicial para que os grupos entrem de vez no mercado. Os estudantes apresentam seus projetos em estandes, e os cinco grupos que se destacaram no ano fazem um pitch a uma banca de especialistas convidados. Para as startups Fusion e NanoTropic, participantes de AWC 2016, essa é uma experiência que traz muitos aprendizados.

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Leandro Rodrigues e Pedro Morais, da Fusion, contam que prepararam uma apresentação formal de três minutos para os visitantes de seu estande – mas a dupla de Divinópolis-MG foi surpreendida no evento. “Foi um bate-papo, as pessoas interrompiam para fazer perguntas. Foi muito melhor do que se tivéssemos falado por três minutos sem ter feedback”, relembra Pedro. “Mostra que houve interesse do pessoal, não foi algo robotizado. Nos sentimos mais preparados e empolgados ainda”, acrescenta Leandro.

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A maturidade que o grupo adquiriu com a Feira foi o que Gustavo Suckow, do NanoTropic (Curitiba-PR), considera um dos maiores aprendizados. “Foi a primeira interação desse tipo que tivemos e foi muito boa”, diz. “Vimos que era isso que queríamos fazer.” Por meio dos feedbacks recebidos, Gustavo e seus colegas Leonardo Kalinowski e Yuri Matos perceberam o que teriam que aprimorar no projeto para atrair mais investimentos.

As duas startups foram escolhidas para apresentar um pitch no evento. Gustavo comenta que essa oportunidade contribuiu bastante para que o NanoTropic melhorasse seu pitch. “Estamos bem mais profissionais”, afirma. Quando Leandro e Pedro souberam que eram um dos grupos selecionados durante o Workshop III, voltaram para o hotel e ensaiaram a apresentação por mais de 2 horas. “Tinha pessoas no programa de aceleração que participamos [FIEMG Lab] que nunca tiveram essa experiência na prática. O que a gente aprendeu lá não tem preço”, diz Leandro.

Para os grupos de 2017, Leandro e Pedro recomendam aproveitar a Feira para fazer o máximo de contatos possível. “Às vezes ficávamos com vergonha de chamar algumas pessoas para conversar, mas não tem que ter medo. Tem que chamar e pedir feedback”, aconselha Pedro. Fazer o pitch de uma forma clara, pontuando bem o problema a ser resolvido e a solução proposta, é a dica de Gustavo para os grupos que forem selecionados para se apresentar. “Os números do mercado e outros detalhes são importantes, mas tem que mostrar que a solução é boa, inovadora e que o mercado vai comprar.”

Neste ano, a Feira de Investimentos acontece no dia 13 de dezembro, a partir das 10h, no Parque Tecnológico do Estado de São Paulo (São Paulo-SP). Participe!

 

 

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NanoTropic inicia em dois programas de aceleração

Quatro meses depois de encerrar a participação na segunda edição de Academic Working Capital, em 2016, o grupo NanoTropic já abriu empresa e está começando dois processos de aceleração. A equipe composta por Leonardo Kalinowski, Yuri Matos e Gustavo Suckow, formados em Engenharia Mecânica pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), desenvolveu um nanoaditivo bactericida que pode ser aplicado em embalagens e outros materiais para torná-los mais resistentes a micro-organismos.

Nos primeiros meses do ano, a equipe curitibana se dedicou a realizar melhorias tecnológicas para tornar o produto e o processo de produção ainda mais eficientes, além de começar a validá-lo com potenciais clientes. “Temos um primeiro cliente de Curitiba que aprovou e quer comprar o produto, inclusive nos mandou sua demanda inicial. Mas ainda não conseguimos produzir para ele, nossa capacidade de produção é pequena”, conta Leonardo. Esse foi mais um incentivo para que eles buscassem ajuda para expandir o negócio. “Quando saímos de AWC, vimos o quão bom é ter alguém nos ajudando, o quanto alavancou a empresa e o projeto”, diz.

A startup se inscreveu em programas de aceleração e foi aprovada em três. Eles escolheram dois deles para participar: ACE Start, da aceleradora ACE, e InovAtiva Brasil, do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e do Sebrae, com execução da Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (CERTI). O programa ACE Start começou no dia 3 de abril com uma semana de palestras e aulas sobre empreendedorismo em São Paulo (SP). Em Curitiba, a equipe receberá mentoria para estabelecer metas e validar o negócio. Se passar desse primeiro estágio, a startup poderá participar do programa ACE Growth, que oferece um investimento de até R$ 150 mil e acesso a outros investidores.

Já o programa InovAtiva Brasil oferece capacitação e mentoria para startups. A equipe já teve duas sessões online com seu mentor, e a próxima será presencial. Ao longo do programa, as startups que mais se destacarem irão apresentar seu projeto a investidores e poderão ser selecionadas para receber recursos e suporte do programa e de parceiros. “Isso dará uma visibilidade grande para nós”, acrescenta Leonardo.

A startup está construindo um plano de negócios mais detalhado e definindo estratégias para apresentar o produto da melhor maneira possível a investidores e clientes. O próximo passo é concluir a primeira venda e estabelecer uma produção viável do produto. “Ainda neste semestre ou no próximo queremos abrir uma fábrica e fechar com os primeiros clientes”, comenta Leonardo.

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Leonardo e Gustavo em uma das atividades do programa ACE Start.

 

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