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Tag: MVP

15
set

Os desafios e as vantagens de empreender na universidade

Uma das recomendações mais comuns dadas às pessoas que querem se tornar empreendedoras é a necessidade de se dedicar ao máximo ao negócio. Quando se está na universidade, essa tarefa fica um pouco mais difícil – mas não impossível. Conversamos com dois empreendedores que participaram de Academic Working Capital em 2016 para saber mais sobre a experiência deles em conciliar a faculdade e um negócio próprio: João Macêdo, sócio da E-sporte Soluções Esportivas, e João Paulo Soares, sócio da Periodiza.

Os dois tiveram um contato inicial com conceitos de empreendedorismo em aulas na Universidade de Brasília (UnB), no caso de João Macêdo, e na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no caso de João Paulo. E ambos relatam que a maior dificuldade para empreender durante a faculdade era conseguir administrar o tempo para fazer as duas atividades – sendo necessário priorizar a faculdade ou o negócio em alguns momentos. Já a questão financeira, ao contrário do que muitos pensam, é um obstáculo menos complicado de ultrapassar, mesmo para quem não conta com o suporte de familiares.

“Nós procuramos maneiras de monetizar nossa ideia antes mesmo de estar pronta”, conta João Macêdo. Ele explica que em AWC os grupos são incentivados a buscar clientes enquanto estão desenvolvendo a solução – dessa forma, o próprio cliente pode financiar a construção do produto. “Não tiramos dinheiro nenhum do bolso para vender nosso produto”, diz. João Paulo cita ainda o exemplo da chilena Emilia Diaz, vencedora de 2015 da competição International Business Model Competition. Ela construiu um MVP simples utilizando testes de gravidez para apresentar sua solução (que detecta se moluscos e crustáceos foram contaminados pelo fenômeno da maré vermelha) a empresas do Chile e de outros países e conseguir os primeiros clientes, parceiros e financiamento. “Ela não precisou de muito dinheiro. Ela precisou de seu conhecimento, alguns testes de gravidez, papel, caneta e atitude”, ressalta.

O ambiente acadêmico traz muitos benefícios para quem está começando a empreender. Um deles é estar próximo de especialistas nas mais diferentes áreas que podem contribuir para o negócio. “A diversidade do conhecimento é tão grande quanto a profundidade. É o momento em que tudo isso está ao alcance de uma conversa de corredor ou alguma festa”, afirma João Paulo. Esse aspecto é bastante útil para encontrar colaboradores qualificados, que querem crescer junto com a startup, segundo João Macêdo. “O nome da universidade também dá uma credencial forte para os investidores”, diz.

Além de ampliar o conhecimento por meio das aulas e suporte oferecidos pelos professores e núcleos de empreendedorismo, é fundamental buscar outras fontes de informação sobre o assunto. “Apesar de ter mentores e um lugar para discutir conceitos fazer uma grande diferença, tão importante quanto é mergulhar na literatura. Por isso, também considero meus professores os autores Alexander Osterwalder, Steve Blank, Eric Ries, Paul Graham, entre outros”, afirma João Paulo.

Outra dica que o sócio da Periodiza dá para quem quer empreender ainda na universidade é entender, de fato, o que é um MVP. “Acho que o maior aprendizado foi ver que, para chamar a atenção de clientes, não é preciso ter um produto brilhando, cheio de funcionalidades e um marketing com atores de novela. O que é preciso é resolver um problema real. Se o usuário vir valor na sua solução, ele vai dar o valor que você está pedindo.” João Macêdo ressalta que estabelecer metas e acreditar no produto faz toda a diferença. “A persistência continua sendo o fator mais importante do sucesso da empresa.”

 

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01
set

Horus: da pivotagem à conquista de um contrato em poucos meses

Solicitação de contrato, inserção de nova tecnologia e planos para ampliar o mercado. Os estudantes de Engenharia Mecatrônica William Soares Souza e Havilah Vasconcelos Ramos estão decolando em Academic Working Capital 2017 com seu projeto Horus, que envolve a produção de tours virtuais em imóveis para imobiliárias. Após incertezas sobre a ideia inicial e uma pivotagem, a dupla do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG), de Divinópolis-MG, chegou a uma solução que já atraiu o interesse de possíveis clientes.

Os estudantes conheceram AWC por meio de outros dois alunos do CEFET que participaram do programa em 2016: Leandro Rodrigues e Pedro Morais, do grupo Fusion. “Eles elogiaram muito o programa, o que trouxe para eles e como melhorou a ideia inicial da startup”, conta William. O grupo decidiu participar em 2017 com um produto composto por um drone e óculos de realidade virtual conectados – os movimentos com a cabeça de quem estivesse usando os óculos movimentariam a câmera do drone. Por meio das entrevistas feitas em AWC, eles perceberam que não havia um público tão grande para o produto.

“Então a gente foi, por meio das entrevistas, descobrir novos problemas. E a partir desse problema nós desenvolvemos uma solução tecnológica”, diz William. A solução criada foi elaborar tours virtuais com imagens em 360° para que os clientes possam visitar imóveis para venda e locação sem precisar ir até os locais, utilizando o computador, celular ou óculos de realidade virtual – como se estivessem andando pelo imóvel. Isso economizará tempo para os clientes e ajudará na escolha de quais imóveis eles querem visitar pessoalmente.

A dupla conversou com várias imobiliárias que tiveram interesse no produto, e receberam uma solicitação da maior imobiliária de Divinópolis de um contrato de exclusividade no município para testar o MVP. “Fechar um contrato sem ter um protótipo é uma validação extrema do market fit da nossa solução. A gente tinha uma proposta que não estava encaixando, identificou uma dor – depois de pivotar, inclusive –, mudou para onde as entrevistas, os feedbacks, os insights nos levaram. E validar isso por meio de um contrato de exclusividade, alguém querendo nosso produto sem mesmo apresentar algo, é muito gratificante”, relata Havilah.

O grupo aguarda o recebimento de uma câmera importada que registra imagens em 360° para finalizar o MVP e fechar o contrato. A ideia é testar a solução primeiro com os funcionários da imobiliária e depois com os clientes, para coletar os feedbacks e fazer os ajustes necessários. E os estudantes já planejam incrementar o produto. Com o apoio financeiro de AWC, eles participaram em agosto do Conecta Imobi, maior evento imobiliário da América Latina. Lá conheceram concorrentes e possíveis clientes, se aprofundaram no mercado e viram uma opção de tour por meio de vídeos. Agora, a dupla pretende oferecer também essa solução para que as imobiliárias possam disponibilizar tours aos clientes nas redes sociais e YouTube.

William e Havilah já miram novos mercados para ampliar o negócio, como agências de turismo, hotéis, incorporadoras e estabelecimentos como restaurantes e casas de shows. Para a dupla, AWC proporciona a oportunidade de usar a tecnologia e o conteúdo aprendidos no curso de Engenharia para solucionar problemas e demandas reais. “AWC ajuda muito na nossa formação ao dar um novo caminho para a gente. Muitas pessoas que fazem Engenharia veem o caminho da indústria ou de dar aulas. E agora a gente tem o caminho de fazer a diferença, fazer produtos inovadores, conseguir aplicar a Engenharia para empreender e desenvolver uma startup”, acrescenta William.

 

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20
abr

Periodiza: feedbacks positivos e planos para crescer

Os primeiros meses de 2017 foram de muito trabalho para fazer os ajustes necessários no produto da startup Periodiza e validá-lo com potenciais clientes. A equipe participou da segunda edição de Academic Working Capital, em 2016, e criou uma plataforma online que permite que personal trainers e profissionais de educação física façam a periodização de treinos de alunos de forma prática por meio do celular ou computador – uma tarefa que ainda é comumente feita no papel. Os profissionais inserem os dados dos clientes e a própria plataforma realiza os cálculos da periodização, de acordo com as características de cada aluno.

“Vimos a dificuldade dos profissionais em atender aos alunos com esse nível de personalização e quisemos viabilizar esse atendimento. Percebemos que os alunos precisavam não tanto do rigor, mas do acompanhamento personalizado e motivação”, diz João Paulo Soares, desenvolvedor graduado em Ciência da Computação pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). A equipe do Periodiza também é formada pelo estudante de Engenharia de Produção na USFCar Pedro Sanches, pelo estudante de Economia Empresarial e Controladoria na Universidade de São Paulo (USP) Giovanni Ramos, pela fisiologista Luciane Tomaz, pelo programador Matheus Takata e pelo profissional de vendas Matheus Polachini.

A decisão de aumentar a equipe veio no final de AWC, para acelerar o desenvolvimento da plataforma e ter um produto viável mínimo (MVP) para a realização de testes. A plataforma, que pode ser acessada pelo site da empresa, já está sendo testada por profissionais de educação física, e a expectativa da startup é aproveitar esses contatos para fechar as primeiras vendas ainda neste semestre. “Estamos conseguindo um interesse muito grande por parte dos profissionais”, afirma Luciane. “O período mínimo para fazer um planejamento de qualidade é quatro meses, a periodização é contínua. Então acreditamos que muitos clientes terão interesse em continuar utilizando a plataforma.”

Luciane acrescenta que as melhorias realizadas até o momento são focadas na gestão da periodização de treinos, mas que ainda serão feitas mais mudanças para tornar o produto cada vez melhor para os usuários. A startup vai começar a investir em marketing, colocar um novo site no ar para interagir melhor com os clientes e buscar um profissional de design para aprimorar a usabilidade do Periodiza. “Estamos entregando as funcionalidades essenciais para o profissional gerenciar, inserir e editar dados dos clientes. Mas a gente ainda vai desenvolver mais funcionalidades para crescer e para acompanhar e facilitar tanto a prescrição de treinos para os profissionais quanto a visualização dos treinos para os alunos”, explica.

A equipe também está acompanhando e se inscrevendo em alguns editais e programas de aceleração e apoio a startups. Luciane se mudará em maio para o Canadá e pretende buscar parcerias no país para o Periodiza. Essa não seria a primeira experiência internacional da empresa. Em abril de 2016, com o apoio de AWC, a equipe levou seu projeto para uma das sedes da Microsoft Ventures nos Estados Unidos e foi o primeiro grupo brasileiro a participar da competição International Business Model Competition, voltada a startups formadas por universitários de diversos países. “Nunca imaginei que em tão pouco tempo na minha vida teria uma oportunidade tão grande”, diz Pedro.

 

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21
jan

AWC: Feira encerra Workshop I

O último dia do Workshop I do programa Academic Working Capital 2016 foi de aperfeiçoamentos nos projetos e montagem de apresentações. Os participantes assistiram a palestras sobre análise de mercado e como os investimentos funcionam, e apresentaram seus protótipos atualizados na Feira de Review de Produtos. O workshop foi realizado entre os dias 18 e 20 de janeiro no auditório e nas salas do prédio da Engenharia Mecânica e Naval da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo (SP).

Na manhã do dia 20, os estudantes assistiram à palestra do empreendedor Maurício Villar, um dos sócios da empresa CompartiBike, especializada em soluções de mobilidade urbana com bicicletas. “Contem a ideia da sua empresa para todo mundo, não tenham medo de expor o que está acontecendo com o projeto de vocês. A ideia principal do projeto tem que ser exposta o máximo possível”, comentou. Para ele, autoconhecimento, flexbilidade e perseverança são pontos essenciais para o desenvolvimento de uma startup. “Procurem pessoas que complementem seus pontos fracos. No meu caso encontrei um sócio com foco em vendas, competência que eu nunca desenvolvi”, acrescentou.

Confira como foi o primeiro dia do Workshop I

Gabriel Merici Oriani, um dos monitores de AWC, deu dicas sobre dinâmicas de mercado. Ele analisou tendências tecnológicas e explicou a importância de se manter atento ao que acontece na área. “Questione sempre o seu negócio e o ambiente em que ele está inserido. Também preste atenção nas pessoas que estão em torno do projeto e como elas agem. Descubra quais problemas você está tentando resolver com a sua proposta e como o mercado vê essas soluções”, afirmou. Gabriel também trouxe referências de marketing para ajudar os estudantes a tornarem seus negócios mais competitivos.

A última palestra do dia ficou por conta do investidor Marco Poli, da organização Anjos do Brasil. Ele conversou com os universitários sobre o papel dos investimentos nas novas empresas e como é a rotina de uma startup. “Trabalhar numa startup é um estilo de vida, porque vocês vão viver todos os dias com um grande risco envolvido. Porém, pode ser que em 6 ou 7 anos de trabalho vocês se sintam mais realizados do que em uma vida inteira num emprego regular”, salientou. Marco Poli também falou sobre os tipos de investimentos que existem, como investimento-anjo, venture capital e incubação.

2º dia do Workshop I teve foco no usuário 

Após as palestras, os estudantes voltaram a se reunir em grupos para trabalhar nos projetos. Eles incorporaram os feedbacks recebidos da equipe AWC e aperfeiçoaram suas apresentações com as experiências adquiridas durante esses três dias de workshop. À tarde, com as apresentações montadas em cartolinas e painéis, os universitários mostraram aos monitores, colegas e convidados suas propostas na Feira de Review de Produtos e colheram os últimos feedbacks.

Para encerrar as atividades do Workshop I, todos se reuniram no auditório. Diogo Dutra, coordenador de conteúdo de AWC, aproveitou o momento para revisar as próximas etapas do programa. Os estudantes compartilharam suas impressões sobre o workshop e comentaram o quanto essa imersão foi produtiva para o aperfeiçoamento dos projetos. A partir de agora, os participantes de AWC irão trabalhar em seus protótipos com o acompanhamento à distância dos monitores.

O próximo workshop presencial acontecerá nos dias 18, 19 e 20 de julho e será focado em prototipação. O Workshop II está marcado para os dias 12 e 13 de dezembro para a preparação das apresentações para a Feira de Negócios, que acontecerá no dia 14.

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20
jan

2º dia do Workshop I: entendendo o usuário

No segundo dia do Workshop I do programa Academic Working Capital em 2016, os participantes discutiram a importância de entender o usuário. O painel inicial no dia 19 de janeiro foi conduzido por Miguel Chaves, sócio da consultoria em inovação e design CAOS Focado. Ele falou sobre elementos do método Design Thinking que são essenciais para startups. “Quando você entende como o usuário se comporta, ele fica muito mais aberto à solução”, afirmou. Miguel ainda explicou sobre a Matriz CSD, uma das ferramentas do Design Thinking que reúne as certezas, suposições e dúvidas sobre o produto.

O publicitário André Dib de Seixas, um dos monitores de AWC, deu orientações aos estudantes para a criação da jornada do usuário, método que ajuda a compreender a importância do produto no dia a dia do usuário. “O bacana nesse trabalho é entender a jornada desde quando o usuário não sabe que o seu produto existe até quando vai contar aos amigos sobre a experiência com seu produto”, ressaltou. Nesse processo é fundamental interagir com os usuários, entrevistá-los e observar seus hábitos e comportamentos, para depois sistematizar as informações de forma visual e simples.

Confira o que aconteceu no primeiro dia do Workshop I

Após reunir todas as hipóteses sobre o produto e o modelo de negócios, é o momento de testá-las por meio de um MVP (produto mínimo viável). Esse foi o foco do terceiro painel, no qual o coordenador de conteúdo de AWC, Diogo Dutra, mostrou exemplos de MVPs feitos por grandes empresas. A ideia é que o MVP apresente a proposta de valor do produto com o mínimo de funcionalidades para gerar os primeiros feedbacks. “Com o MVP dá para entender não só as características do produto, mas também do negócio. Você aprende muito sobre questões de usabilidade, quanto você irá gastar, quanto a pessoa está disposta a pagar, entre outras”, disse Diogo.

Todos os conceitos explicados nos painéis foram colocados em prática pelos grupos ao longo do dia. Eles criaram uma Matriz CSD, levantaram os primeiros contatos que podem ajudá-los a resolver as dúvidas e suposições e pensaram na abordagem que irão usar. Além disso, começaram a esquematizar a jornada do usuário e planejar a elaboração do MVP. Os quatro clusters se reuniram ao final do dia com os monitores para discutir as ideias dos grupos.

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