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21
nov

RT AirQual: plataforma de qualidade do ar é testada em pontos de Londrina

Cinco assessorias esportivas e grupos de corrida de Londrina-PR estão testando o protótipo do RT AirQual, uma plataforma que monitora a qualidade do ar desenvolvida em Academic Working Capital 2017. Além disso, uma empresa que organiza provas de corrida também está utilizando a solução em algumas de suas provas. Os feedbacks serão coletados pelo estudante de Engenharia Ambiental na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) Bruno Machado e pelo aluno de Engenharia Civil no Centro Universitário Filadélfia (UniFil) Rhuan Reis para aprimorar a solução e poder lançá-la no mercado.

A ideia inicial era que o produto fosse voltado a qualquer pessoa interessada em consultar as condições do ar. “Iniciando AWC, surgiu o questionamento de quem realmente necessitaria dessa solução ou quem futuramente pagaria por ela”, conta Bruno. Durante o processo de entrevistas, a dupla focou em cinco segmentos, e um deles se destacou como público-alvo: o esportivo. “A solução busca trazer o monitoramento de variáveis como temperatura, umidade e poluição, que afetam o desempenho do atleta, e indicar os locais urbanos mais adequados para a prática desse exercício, no sentido de trazer mais qualidade para o esporte”, explica Bruno.

Dentro desse segmento, o grupo está concentrando os contatos em assessorias esportivas e grupos de corrida de rua, que podem ser uma ponte para que o produto chegue a uma grande quantidade de atletas. O RT AirQual funciona por meio de um hardware (que coleta os dados), um software (que disponibiliza os dados) e pontos de monitoramento espalhados pela cidade. Até o momento, os estudantes implementaram sensores em quatro pontos de Londrina que costumam receber treinos e provas de corrida de rua. Para isso, eles fizeram parcerias com estabelecimentos locais, pois o equipamento demanda energia elétrica e internet sem fio.

Duas das assessorias já realizaram testes com o protótipo de baixa fidelidade, e o grupo conseguiu validar hipóteses e estabelecer um tempo médio de amostragem de dados. Os feedbacks sobre o novo protótipo devem começar a ser coletados em novembro – desta vez, os clientes irão pagar para utilizar o equipamento.

Bruno menciona que um dos aprendizados que teve em AWC foi em não pensar em escalabilidade logo no início: eles estão focando nesses primeiros early adopters para aprimorar a solução e, só depois, pensar em expandir. Para Rhuan, o método do empreendedorismo científico utilizado no programa traz um desafio e, ao mesmo tempo, uma segurança. “À medida que a gente dá cada passo aqui, a gente vê que está chegando mais perto de uma solução ideal.”

 

 

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01
nov

Solução do grupo Detec tem testes garantidos com dois parceiros

O grupo Detec conquistou um early adopter e um parceiro para realizar testes de sua solução: um sistema de monitoramento de vazamento de amônia em indústrias de refrigeração. Os alunos de Engenharia Mecatrônica no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG) Rafael Pinto, Alan Sousa e Emmanuel Fernandes estão desenvolvendo o produto na edição deste ano de Academic Working Capital e pretendem fazer a primeira entrega nos próximos meses.

Assim como o grupo Horus, o trio conheceu AWC por meio de dois colegas do CEFET-MG que participaram em 2016 com a startup Fusion. Eles ainda não tinham um projeto para desenvolver como TCC, e começaram a discutir ideias já pensando em participar do programa. A partir de experiências em seu trabalho, Emannuel sugeriu criar um sistema que monitorasse o vazamento de amônia. Por ser um gás tóxico e corrosivo, porém muito utilizado na indústria, a detecção de vazamento é obrigatória por lei. O diferencial do Detec é que, enquanto as soluções dos concorrentes detectam outros gases junto com a amônia, o sistema do grupo de Divinópolis-MG capta somente a amônia, evitando alertas falsos de vazamento.

Composto por sensores, software e um sistema de alarme visual e sonoro, o sistema tem o objetivo de dar um tempo de resposta mais rápido para os colaboradores da empresa reagirem ao vazamento e para a manutenção. “Tem a possibilidade de eles realizarem um plano de evacuação em caso de vazamento, evitando, assim, qualquer tipo de acidente com intoxicação dos colaboradores ou problemas ambientais”, explica Rafael.

Por enquanto, os testes do primeiro protótipo foram realizados apenas no CEFET-MG. Mas isso deve mudar nos próximos meses: um frigorífico mineiro voltado a exportação de carnes se interessou pela solução e colocou o espaço à disposição para testes, além de solicitar 13 dispositivos. Uma grande rede de supermercados também disponibilizou a sala de máquinas do centro de distribuição de alimentos para testes do equipamento. “A gente tem a possibilidade de conviver na parte industrial, ver a realidade do processo, instalar o nosso dispositivo e fazer o monitoramento em alguns meses para verificar uma resposta melhor, que não seja nos laboratórios”, diz Rafael.

O protótipo de função crítica deve ficar pronto para entrega até janeiro de 2018 – os testes serão realizados primeiro com o frigorífico e, depois, com a rede de supermercados. Os estudantes ainda contam com o auxílio de profissionais da área que estão os ajudando com questões como compra dos componentes e dicas para importação. “Conhecemos muitas pessoas nas entrevistas [realizadas em AWC] que se dispuseram a ajudar com as dúvidas mais práticas”, conta Rafael. Até o final do ano, o grupo também pretende abrir uma empresa.

 

 

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