Instituto TIM

Tag: Marcos Barretto

13
dez

Começa o Workshop III de AWC 2016

O último workshop presencial do programa Academic Working Capital em 2016 teve início no dia 12 de dezembro. Treze grupos se reuniram com a equipe de AWC no prédio da Engenharia Mecânica e Naval da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) para um dia de palestras e atividades. O objetivo do Workshop III é que os grupos se preparem para apresentar seus projetos na Feira de Investimentos, que acontece em 14 de dezembro.

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A abertura do evento foi realizada pelo professor da USP Marcos Barretto, coordenador acadêmico de AWC, e pelo engenheiro mecatrônico Diogo Dutra, coordenador de conteúdo do programa. Eles deram as boas-vindas aos estudantes, relembraram o que aconteceu durante o ano e explicaram o foco do terceiro workshop. “Essa é a nossa grande conversa nos próximos dias: o que vamos fazer amanhã, depois que terminar AWC? Vamos finalizar esses dois dias preparados para a Feira de Investimentos e com um plano de ação estruturado para os próximos seis meses”, orientou Diogo.

As duas palestras do dia mostraram pontos de vista diferentes – porém, complementares – sobre o pitch, a apresentação que todos os grupos terão a oportunidade de realizar em seus estandes para os visitantes da Feira e que cinco grupos farão a uma banca de investidores no evento. José Marques, consultor da Escola de Negócios Sebrae-SP Alencar Burti, falou o que é necessário para elaborar um pitch “quase” perfeito. “Pitch é treino, cada momento é uma forma de você melhorar. Não existe perfeição, existe melhora contínua”, afirmou. Marques apresentou as cinco perguntas básicas que devem ser respondidas em todo pitch e ressaltou que cada contexto e público exige uma apresentação diferente. No final, dois participantes se arriscaram a fazer um “elevator pitch”, em que apresentaram seus projetos em 30 segundos.

No período da tarde, Marcos e Diogo disseram que o pitch é importante, mas que muitas vezes é supervalorizado. “A maioria das pessoas acha que vender é fazer o pitch, mas não é isso. Empreender é uma constante busca. Não é só falar, tem que ouvir muito para chegar à solução ideal”, declarou Diogo. Para os coordenadores, o pitch deve ser desenvolvido como uma narrativa que busca o envolvimento do ouvinte. “Quando a gente constrói uma narrativa, precisa primeiro saber para quem estamos construindo essa narrativa. O resto vem depois”, explicou Marcos. Eles mostraram como exemplo o pitch elaborado pelo grupo que criou uma seletora de mudas de eucalipto (atualmente, a empresa MVisia) e apresentado na Feira de Investimentos de AWC 2015 e no Prêmio Santander Universidades 2015.

Os grupos também se reuniram em uma das salas de aula do prédio ao longo do dia para revisar suas planilhas financeiras e decks de slides (documento que descreve detalhadamente os problemas que envolvem o projeto e qual é a solução apresentada) junto com os monitores e coordenadores de AWC. Essas ferramentas são a base para que os grupos construam os pitch decks que irão apresentar na Feira, e que começaram a desenvolver já no final do primeiro dia.

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24
nov

Conselho Consultivo AWC se reúne pela primeira vez em SP

Na manhã de 23 de novembro, o Conselho Consultivo do programa Academic Working Capital se reuniu pela primeira vez, em uma sala da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, em São Paulo (SP). A instância, que reúne investidores, empreendedores e grandes nomes do mercado, tem como objetivo avaliar as trajetórias dos grupos de AWC e sugerir caminhos possíveis para o desenvolvimento dos negócios e do programa em si.

Além do presidente do Instituto TIM, Manoel Horacio, e da equipe do programa, participaram da reunião o investidor-anjo e sócio-diretor da Antera Gestão de Recursos André Massa; o fundador da Performa Investimentos e sócio-gerente do Fundo Mútuo de Investimento em Empresas Emergentes Inovadoras Eduardo Grytz; e a empreendedora Silvia Takey, responsável pela administração e gestão de projetos da DEV Tecnologia.

O professor da USP e consultor acadêmico de AWC, Marcos Barretto, abriu a reunião com as boas-vindas aos conselheiros. Depois, Manoel Horacio apresentou o Instituto TIM e suas iniciativas. Ele salientou que, com AWC, o Instituto TIM trabalha com o momento da “ovulação” de projetos que futuramente poderão se tornar startups. “Há uma discrepância entre a universidade e o mercado prático. Essa integração precisa ser feita”, afirmou o presidente do Instituto TIM. “Nossa missão é tentar ajudar o Brasil a se desenvolver.”

Marcos Barretto e o engenheiro mecatrônico Diogo Dutra, consultor de conteúdo de AWC, apresentaram o programa, suas etapas e princípios: os tipos de tecnologias apoiadas, como é feita a seleção das propostas, as ferramentas utilizadas durante o programa. “Nosso objetivo é transformar esse momento da vida do jovem em um momento de decisão de carreira. Prover aquilo que mais lhe falta: visão de dinheiro e orientação”, explicou Marcos.

Após ouvir sobre o programa, os conselheiros deram seus feedbacks. Silvia Takey disse que a parte que mais lhe chama a atenção em AWC é a segmentação entre hard tech (máquinas), meca tech (projetos que unem eletrônica e mecânica) e soft tech (softwares) − os grupos seguem trilhas diferentes de acordo com essa classificação. “Falta trilha hard e meca, que a engenharia exige, em todos os programas. Eu mesma senti falta disso”, contou. “O processo de seleção também é interessante, com foco na qualidade da equipe, na inovação, que é o que realmente precisa.”

André Massa comentou que o programa pode ser um catalisador se conseguir pegar o tempo de desenvolvimento de soft tech, que é de 6 meses a 1 ano, e replicar para outros segmentos. Já Eduardo Grytz sugeriu, entre outros aspectos, a colocação de metas internas. “Você precisa colocar o seu programa como O programa, e as suas ferramentas como AS ferramentas”, salientou. “Qual é o nosso objetivo, quem é o nosso concorrente em termos de programa?”

Após a coleta de feedbacks, Marcos e Diogo apresentaram 10 grupos participantes de AWC 2016. Depois, os conselheiros foram convidados a conversar com os estudantes, compartilhar orientações e dicas. “Todos os projetos com quem eu falei têm altíssimo nível, tem pegada”, afirmou Eduardo Grytz.

Para os estudantes, foi um momento importante de troca. Rodrigo França Soares, do grupo MBrace (seu produto é uma solução automatizada para gestão de homecare, que permite o monitoramento de pacientes, o controle de funcionários e a logística de material) recebeu um bom feedback de Eduardo. “Ele disse que o nosso grupo é o único que está preocupado com o cuidador e não só com o paciente e que vê futuro no negócio”, contou. “Disse para focar nos testes e que vai nos passar o contato de um homecare grande aqui de São Paulo.”

As reuniões do Conselho Consultivo AWC acontecerão duas vezes por ano.

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28
out

AWC participa de painel no 3º Simpósio de Educação Empreendedora

O programa Academic Working Capital foi convidado para participar do 3º Simpósio de Educação Empreendedora, realizado em 27 de outubro pela Escola de Negócios Sebrae-SP Alencar Burti. O professor da USP Marcos Barretto, coordenador acadêmico do programa, fez parte do terceiro painel do evento, que teve como tema “Ecossistema empreendedor – Contribuição das empresas para a educação empreendedora”. O painel também foi composto por Renan Prado, da área de Atração e Seleção do setor de Recursos Humanos da Natura, e mediado por José Marques, consultor da Escola de Negócios do Sebrae-SP.

Marcos falou um pouco de sua experiência como empreendedor e apresentou o programa AWC. Ele comentou sobre reflexões que estão acontecendo no âmbito universitário sobre mudanças nas estruturas curriculares e como isso tem levado a ações de incentivo ao empreendedorismo, como aconteceu com AWC. “Nos cursos tradicionais, onde os currículos estão estruturados, a gente fala muito de análise e pouco de síntese. Isso significa que a gente pensa sobre o que acontece, mas não cria em cima, não sintetiza coisas novas”, afirmou.

O próprio trabalho de conclusão de curso (TCC) não é aproveitado pelos alunos para além da vida acadêmica, segundo o professor. Por isso, a ideia de AWC é oferecer uma experiência diferente para que o estudante possa transformar seu TCC em algo útil, sair dos projetos e fazer, de fato, um produto. Marcos explicou que o ano final da graduação é uma fase decisiva e cheia de incertezas para o aluno, portanto é necessário mostrar que ele pode acreditar em si mesmo e que seu projeto é possível de ser realizado. “Compreender esse momento do jovem é um dos diferenciais do nosso programa.”

Ao ser questionado sobre o que mais o atraiu para trabalhar no programa junto ao Instituto TIM, o professor disse que foi o fato do Instituto TIM entender que AWC é uma iniciativa que se constrói aos poucos, e que não gera resultados de um dia para o outro. Ele destacou ainda a abertura que tem para discutir com a equipe sobre questões relacionadas a como formar melhor os alunos para a vida profissional.

Para Marcos, a participação no simpósio é uma forma de inspirar as instituições de ensino a realizar iniciativas de educação empreendedora. “Ter esse reconhecimento é muito importante porque ajuda as pessoas a entender a mensagem e a proposta do programa e a necessidade que existe da universidade se transformar e educar seus alunos para o empreendedorismo.”

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19
jul

AWC: Workshop II reúne 60 estudantes

Começou em São Paulo (SP), na manhã de 18 de julho, o Workshop II do programa Academic Working Capital em 2016. Cerca de 60 estudantes, dos 26 grupos que participam neste ano, estiveram reunidos para ouvir palestras, participar de dinâmicas e discutir seus modelos de negócio. O Workshop II acontece até 20 de julho no auditório e nas salas do prédio da Engenharia Elétrica na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).

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A programação começou com as boas-vindas do professor da USP Marcos Barretto, coordenador acadêmico de AWC. Depois, o engenheiro mecatrônico Diogo Dutra, coordenador de conteúdo de AWC, recapitulou a estrutura do programa, lembrando que o tema do Workshop I foi a obsessão pelo usuário e a necessidade de realizar experimentos reais. Citando o empreendedor norte-americano Steve Blank e o criador do jogo Pokemon GO, John Hanke, Diogo mostrou que, a partir de agora, os estudantes sairão de um modelo de solução para um modelo de negócio com o objetivo de estimar seu lucro.

No painel “De produto para negócio”, Diogo explicou rapidamente a ferramenta Business Model Canvas. “No final vocês vão olhar receita e custo e pensar: isso dá negócio ou não dá?” Ele contou a história da startup norte-americana Pair Eyewear, que produz óculos customizáveis para crianças. Depois de ir a campo e fazer pesquisas e entrevistas, os empreendedores da Pair Eyewear mudaram totalmente seu modelo de negócio. “Precisa manter esse olhar curioso, esse olhar que não aceita simplesmente a primeira entrevista, que faz testes rigorosos”, salientou.

Após as palestras iniciais, os grupos foram para as salas e trabalharam em seus modelos de negócio; depois, foram divididos em novos clusters, conforme proximidades de tecnologia ou mercado. Esta é a primeira vez que todos os grupos de 2016 se encontram pessoalmente, já que o Workshop I foi realizado online para os grupos da 2ª chamada.

Mais tarde, todos voltaram ao auditório e assistiram à palestra de Rogério Nogueira, CEO da Weka e sócio das startups Colaboradores e Captr. Rogério falou sobre estratégias de marketing e vendas e formas de adquirir e converter clientes. “Como eu vou atrair e qual vai ser a conversão real para essas pessoas? Isso vai estar no plano de negócios. E é importante testar esse plano de negócios”, afirmou. “Vender é algo que se aprende.” Rogério falou das competências que ele considera necessárias para ser um bom vendedor, como disciplina, habilidade de se comunicar, criatividade e capacidade investigativa. No final, os estudantes fizeram perguntas e o empreendedor deu dicas de livros e ferramentas.

O segundo painel do dia foi sobre mercados e modelos de receita. O coordenador de monitores de AWC, Artur Vilas Boas, que também é membro do Núcleo de Empreendedorismo da USP, mostrou exemplos de empresas com possibilidades de receitas diferentes do modelo de venda simples (aluguel ou venda com manutenção, licenciamento/franquias, freemium etc.). “Calcular o tamanho da oportunidade é precificação vezes dimensionamento”, explicou. Artur repassou alguns pontos de atenção para os estudantes refletirem. De volta às salas, os grupos se reuniram para pensar na estratégia de seus modelos de receita.

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13
jun

AWC é apresentado como caso de sucesso em conferência na Grécia

O coordenador de conteúdo do programa Academic Working Capital, Diogo Dutra, apresentou AWC em um dos painéis realizados na 2ª Conferência Internacional Anual de Educação e Ensino de Engenharia, que aconteceu entre 5 e 8 de junho em Atenas, na Grécia. O evento foi promovido pelo Instituto para Educação e Pesquisa de Atenas e reuniu diretores, professores e alunos de universidades de diversos países para discussões relacionadas ao ensino de engenharia, com foco em inovação.

Diogo uniu um estudo de caso sobre o programa a um artigo que estava desenvolvendo para a conferência sobre o impacto de ações de educação empreendedora para estudantes de engenharia na fase final do curso. O artigo foi elaborado em conjunto com os professores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) Marcos Barretto, coordenador executivo de AWC, e José Reinaldo Silva. Durante o painel, realizado no dia 7, Diogo falou sobre a importância de aproveitar o trabalho de conclusão de curso (TCC) para se criar novos espaços de empreendedorismo para os estudantes e apresentou o trabalho realizado em AWC como um caso de sucesso.

“Apresentei o que fazemos em termos de workshop, trilhas de aceleração e o programa de mentoria. Fiz um paralelo com estudiosos de educação para o empreendedorismo que falam de aprendizado baseado em práticas”, explica Diogo. “Não é aquela discussão teoria X prática, mas é um aprendizado real.” O coordenador de conteúdo mostrou os resultados da primeira edição – quatro dos sete grupos finalistas continuaram investindo em seus projetos – e contou como está sendo a edição de 2016, inclusive os resultados positivos do Workshop Online, que aconteceu nos dias 7, 14 e 21 de maio.

Segundo Diogo, a participação no evento proporcionou uma troca de experiências e contatos com representantes de universidades de vários países, que podem gerar novas ideias para implementar no programa. “Estou muito feliz com a receptividade e elogios ao que estamos fazendo”, diz.