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25
set

Workshop Online II dá início à etapa final de AWC 2017

O Workshop Online II de Academic Working Capital apresentou aos 25 grupos a última etapa do programa: a do teste do modelo de negócios. Os estudantes participaram do primeiro dia do Workshop Online II, em 23 de setembro, direto de suas cidades, por meio de plataformas como Google Hangouts, Google Drive e Slack. Além da equipe de AWC, o evento online contou com as palestras de Rafael Gonçalves, fundador da empresa Tegris, e Henry Suzuki, sócio-diretor da consultoria tecnológica Axonal.

Os coordenadores de AWC, Marcos Barretto e Diogo Dutra, deram as boas-vindas e explicaram como será a etapa final do programa. “Vamos parar de pensar um pouco em problema e solução e pensar em uma estrutura bem séria do que é o negócio de vocês e como vocês vão fazer para, depois de AWC, mantê-lo vivo”, disse Diogo. Os coordenadores apresentaram os elementos do Business Model Canvas, falaram sobre estratégias de primeira venda e operação para entrega de valor e introduziram dois novos decks, que os grupos já começaram a preencher e apresentar: o de teste do modelo de negócios e o de experimentos de negócios.

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Na primeira palestra do dia, Rafael Gonçalves mostrou como empresas que buscam escalabilidade podem montar uma estrutura de capital, explicando modelos de receita como investimento profissional, crowdfunding e venda ou saída estratégica. Ele apresentou diferentes métricas para entender o desempenho do negócio e utilizar como base comparativa no mercado, demonstrando a tração da empresa – a capacidade de gerar lucro de forma previsível. “Existem muitas métricas para startups, mas a tração é o que todo mundo entende em qualquer lugar do mundo”, destacou.

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Henry Suzuki enfatizou a importância de se planejar em relação à propriedade intelectual do produto, com foco em patente. “Quem tem que entender de propriedade intelectual não é advogado, não é consultor externo, é a sua equipe”, afirmou. A patente tem um peso positivo no momento de fechar contratos e buscar investidores, já que garante que o produto não será copiado por outra empresa por um período definido. Henry detalhou o que significa uma patente, como definir sua cobertura e iniciar o processo de patenteamento e citou aplicações práticas, além de responder dúvidas dos estudantes.

Marcos e Diogo encerraram o dia relembrando o que é esperado dos grupos até a Feira de Investimentos, em 13 de dezembro. Até o segundo dia do Workshop Online II, em 7 de outubro, os grupos deverão subir os decks atualizados no Drive, realizar os 15 primeiros contatos com possíveis clientes para dar início ao funil de vendas e continuar trabalhando no protótipo de função crítica de suas soluções.

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18
jul

Cerca de 70 alunos participam do Workshop II de AWC 2017

O Workshop II do programa Academic Working Capital em 2017 começou em um auditório cheio no prédio da Engenharia Mecânica e Naval da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Cerca de 70 estudantes dos 28 grupos participantes desta edição compareceram no primeiro dia do encontro, que aconteceu em 17 de julho. Neste ano, participam grupos de sete estados e do Distrito Federal, sendo 22 grupos compostos por universitários e seis, por alunos de Escolas Técnicas Estaduais de São Paulo.

O workshop teve início com as boas-vindas dadas pelo professor da Poli-USP Marcos Barretto e pelo engenheiro mecatrônico Diogo Dutra, coordenadores de AWC. “É muito bom ver o trabalho de vocês e o amadurecimento de vocês até agora”, comentou Diogo. Cada membro da equipe do programa se apresentou aos grupos, que, em sua maioria, participavam pela primeira vez do workshop presencial – os grupos da 2ª chamada iniciaram em AWC em abril, com o Workshop Online I. Diogo mencionou o feedback positivo que o programa recebeu na reunião do Conselho Consultivo de AWC, realizada no início do mês. “O que vocês estão vivendo, o que estamos fazendo com esse programa é algo único no Brasil.”

Após apresentar os números gerais das edições anteriores e da atual de AWC, Diogo parabenizou os grupos pelo trabalho no primeiro semestre, que já resultou em mais de 1,4 mil entrevistas com potenciais clientes e usuários e 62 experimentos de valor realizados. Além disso, dois grupos já têm contratos prestes a serem fechados com um cliente cada. Com a fase de teste de problema já consolidada, o Workshop II deu início à fase de teste de solução. O objetivo é pensar em como o produto será desenvolvido para, após o workshop, fazer o pedido de compra dos materiais necessários e criar um protótipo de função crítica.

Para isso, os grupos vivenciaram as quatro primeiras fases da metodologia Design Sprint, desenvolvida pelo Google Ventures, que reúne profissionais de diversas áreas para analisar a solução e propor melhorias. A equipe de AWC convidou um time de profissionais para contribuir com os grupos nesse processo: o cofundador da startup InfoPrice, Leonardo Monteiro; o fundador da empresa Tegris, Rafael Gonçalves; o professor do Insper Marcelo Hashimoto; o consultor da empresa Nave à Vela Rafael Sanchez; e a designer UX/UI da Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE), Jessica Tarasoff.

Os grupos foram divididos em cinco crews, de acordo com os desafios tecnológicos de seus produtos. Na primeira fase, “Entender”, cada grupo apresentou seu produto para sua crew, e os colegas, junto com a equipe de AWC e os convidados, levantaram dúvidas e pontos críticos do projeto. Na fase “Definir”, os grupos organizaram e escolheram os pontos críticos mais relevantes para discutir com os colegas. Em seguida, na fase “Divergir”, os estudantes pensaram em oito ideias cada para ajudar os grupos de sua crew a solucionar os desafios selecionados. Fora das crews, os grupos elaboraram três estratégias diferentes para resolver os pontos críticos e desenvolver um protótipo. Na fase final, “Decidir”, as crews se reuniram novamente para ajudar os grupos a escolher a estratégia que será adotada.

O Workshop II continua nos dias 18 e 19 de julho – acompanhe a cobertura pelo site e pelo Twitter.

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06
jul

Conselho Consultivo se reúne para discutir estratégias para AWC

Na manhã de 05 de julho, o Conselho Consultivo do programa Academic Working Capital se reuniu em São Paulo-SP para discutir os rumos da iniciativa e possíveis estratégias para ampliar o programa dentro das universidades. Compareceram à reunião, além da equipe de AWC, o professor e coordenador científico do Núcleo de Política e Gestão Tecnológica da USP, Guilherme Ary Plonsky; o diretor da Acelera Partners, Eduardo Grytz; a gestora de projetos da DEV Tecnologia, Silvia Takey; e o investidor-anjo Marco Poli. Esta foi a segunda reunião do Conselho Consultivo AWC, que já havia se encontrado em novembro de 2016.

O coordenador acadêmico de AWC e professor da USP, Marcos Barretto, abriu a reunião lembrando do aspecto metodológico do programa, que é, essencialmente, pedagógico. Também contou que, neste ano, AWC está trabalhando com um piloto com alunos do Ensino Técnico, que são mais jovens. O coordenador de conteúdo, Diogo Dutra, salientou que a essência de AWC – apoiar Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) – traz duas vantagens: os TCCs são tecnologias próximas do mercado e a graduação é um momento em que os estudantes estão propícios ao risco.

“AWC é uma ação educativa, mas que, ao mesmo tempo, tem um grande potencial de gerar de fato empresas”, concluiu Diogo. “Não exigimos uma inovação tecnológica bombástica e também não queremos ficar só no protótipo. A gente quer geração de empresas que gerem renda. Isso motiva algumas das decisões que nós tomamos”, complementou Marcos. Marcos e Diogo explicaram as mudanças de AWC neste ano – o foco no empreendedorismo científico, o perfil dos monitores e o destaque para a linguagem do experimento e não MVP (minimum viable product). Os conselheiros conheceram alguns projetos de 2017, os números desta edição (até agora, foram feitas 1432 entrevistas e 62 experimentos e 2 grupos já têm early adopter), as ferramentas que estão sendo usadas e feedbacks de alunos sobre o processo.

Após a apresentação sobre o programa, os conselheiros foram convidados a discutir alternativas para sua escalabilidade dentro das universidades e em outros estados. Eduardo Grytz e Silvia Takey citaram experiências que já estão em andamento e propuseram o trabalho em rede e por meio de franquias. Eduardo sugeriu a realização de formações com multiplicadores das universidades, que depois seriam mandados a campo para fazer um primeiro piloto com interação via ferramentas digitais. “Você cria uma franquia dentro da universidade. E como vocês estão focando em tech de verdade, faz sentido estar dentro da universidade”, assinalou.

O professor Guilherme Ary Plonsky lembrou que é preciso pensar em questões de institucionalidade e não esquecer da figura do orientador. “Minha sensação é de que AWC é um trabalho de guerrilha. E guerrilha funciona e pode ser muito eficaz, mas um dia você quer tomar o poder. E quando você quer tomar o poder, o regime é diferente”, comparou. Ary também citou as forças internas da universidade, como os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs), que estão em fase de amadurecimento no Brasil.

O investidor-anjo Marco Poli falou de iniciativas nacionais e internacionais e sugeriu um modelo dividido em regionais e em semestres: no primeiro, a mentoria é feita remotamente; no segundo, o estudante trabalha presencialmente. “Para poder ter a profundidade [que AWC tem hoje], você usa a capilaridade e dá a profundidade nos últimos três meses”, aconselhou.

A próxima reunião do Conselho Consultivo AWC deve acontecer em outubro.

 

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27
jun

3ª formação de AWC foca em pivotagem e mercado

Na tarde de 27 de junho aconteceu a 3ª formação sobre a abordagem de Academic Working Capital para professores de Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) de São Paulo. O encontro foi realizado no Centro de Formação do Centro Paula Souza, parceiro do Instituto TIM nesta iniciativa, e contou com a participação de professores da Etec Aristóteles Ferreira, de Santos; da Etec Bento Quirino, de Campinas; das Etecs Getúlio Vargas e Jorge Street, de São Paulo; da Etec Júlio de Mesquita, de Santo André; e da Etec Rosa Perrone Scavone, de Itatiba.

Saiba como foi a primeira e a segunda formação de AWC para professores de Etecs

O tema principal da 3ª formação foi novamente o modelo de negócios que os professores desenvolvem desde o primeiro encontro – assim como seus alunos (além dos 25 grupos de universidades, participam de AWC 2017 7 grupos de Etecs), os educadores foram convidados a criar uma solução capaz de se tornar um produto inovador e vendável. Em um primeiro momento, os coordenadores de AWC Marcos Barretto e Diogo Dutra falaram sobre os bastidores de AWC, o estágio atual do programa e mostraram exemplos de frases e feedbacks dos alunos para mostrar seus avanços.

“O que eu noto neles é o amadurecimento”, afirmou Regina Kawakami, professora da Etec Bento Quirino, se referindo ao projeto Sistema de Segurança em Carros. “Eles têm batido bastante a cabeça. Dá aqueles vieses de desânimo, mas aí depois eles dão uma estimulada”, completou. “Eles estão empolgados. Você vê a mudança no perfil, eles entenderem que o processo é muito maior e sair correr atrás”, acrescenta Adriana Nakatani, professora da Etec Júlio Mesquita e uma das orientadoras do projeto Touring Baby.

Os professores comentaram que as formações trazem novas perspectivas e que todos avançam e aprendem juntos. “Não tem porque não pôr junto aluno de Etec e do 5º ano de Engenharia. A gente bate e eles respondem”, brincou Marcos Barretto. Todos os grupos fizeram mais de 60 entrevistas e, do total de 32 equipes, 27 estão indo para a fase de teste da solução – as outras continuarão fazendo entrevistas para definir o problema que sua solução vai resolver (fase de teste do problema).

No segundo momento, os grupos de professores mostraram os decks de slides que montaram para suas soluções e receberam feedbacks de Marcos, Diogo e de Raul Javales, formador de AWC e professor de Economia de Fundação Getulio Vargas. Os grupos falaram de seus produtos, das entrevistas que realizaram, das personas que criaram e discutiram cases de sucesso. Essa atividade – conhecida como flipped classroom (sala de aula invertida) – é muito frequente nos workshops de AWC e serviu para que os professores entendessem melhor o processo pelo qual seus alunos estão passando.

A formação continuou com uma palestra de Diogo sobre “como pensar mercado em startup?”, que explorou conceitos como beachhead market e mapa de stakeholders e ferramentas que podem ser usadas para entender o mercado. Depois, Diogo e Marcos falaram sobre a decisão de manter ou pivotar (go/no go), momento em que o empreendedor decide se vai insistir na ideia ou mudar de direção. “A nossa cultura tem um lado de esconder as falhas ou de ir até o final fingindo que não viu aquilo. Por isso que o no go é muito valorizado”, afirmou Diogo.

O dia foi encerrado com uma explicação sobre os próximos passos do programa e da formação. O próximo e último encontro acontece em 06 de julho, também no Centro Paula Souza.

 

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24
maio

2ª formação mostra ferramentas para entender o usuário

A 2ª formação de Academic Working Capital para professores de Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) e Faculdades de Tecnologia (Fatecs) aconteceu no dia 23 de maio. Seis Etecs e uma Fatec participaram da formação em São Paulo-SP na Administração Central do Centro Paula Souza, parceiro do Instituto TIM nesta iniciativa. Enquanto o tema da 1ª formação foi a descoberta dos clientes, desta vez a equipe de AWC falou sobre a obsessão pelo usuário, em conhecer suas necessidades e a melhor forma de atendê-las.

Os coordenadores de AWC, Marcos Barretto, professor da Universidade de São Paulo (USP), e Diogo Dutra, engenheiro mecatrônico, retomaram alguns pontos levantados no encontro anterior, como recomendações para realizar as entrevistas e quais são as funções dos monitores de AWC. Eles também elogiaram a participação dos alunos das Etecs no Workshop Online I. “O desempenho foi chocante e bárbaro. Foi impressionante vê-los usando as ferramentas e trabalhando, eles estão de parabéns”, comentou Marcos.

Na primeira parte da formação, os grupos de professores apresentaram os decks de slides de seus produtos e receberam feedbacks dos coordenadores de AWC e de Raul Javalis, sócio da consultoria The New Ventures Group. Os outros professores também fizeram comentários sobre as apresentações via Slack. Após a 1ª formação, os grupos começaram a realizar entrevistas com potenciais clientes e usuários de seus produtos e atualizaram as ferramentas Value Proposition Canvas e Matriz CSD. O objetivo é que eles passem pelo mesmo processo que os alunos para entender melhor a dinâmica de AWC.

Em seguida, Diogo explicou a estrutura de mais duas ferramentas que ajudam a entender melhor o segmento de clientes: as personas e a jornada do usuário. “Vamos usar as personas para definir padrões de comportamento das pessoas que vocês vão buscar”, explicou. A jornada do usuário pode ser criada para dois contextos, antes e depois que o usuário utiliza o produto. A intenção é identificar pontos de insatisfação do usuário e como o seu produto pode solucioná-los. Os grupos se reuniram até o final do dia para elaborar as duas ferramentas.

O professor Antônio Carlos da Silva, da Etec Bento Quirino, de Campinas-SP, comentou que faltava uma visão de empreendedorismo para alunos e professores da área de indústria. “A gente teve a oportunidade de ampliar o leque, mas ainda está em um grupo restrito, que é o nosso grupo, que está aqui experimentando isso. Nós pretendemos levar para a escola para trabalhar com os demais colegas professores, para que eles envolvam o maior número de alunos”, disse. “Para a gente está sendo muito gratificante, principalmente por poder dar a oportunidade aos alunos de vir até aqui e mostrar as habilidades que eles têm, os projetos deles. Isso para os alunos é muito grandioso”, acrescentou o professor da Etec Aristóteles Ferreira, de Santos-SP, Lindionete Verderi Rodrigues.

Também participaram da formação as Etecs Jorge Street (São Caetano do Sul), Júlio de Mesquita (Santo André), Getúlio Vargas (São Paulo) e Rosa Perrone Scavone (Itatiba) e da Fatec São Bernardo do Campo, todas localizadas no estado de São Paulo. Os professores continuarão realizando entrevistas, atualizando suas ferramentas e interagindo online com os outros grupos e a equipe de AWC até a próxima formação, no dia 26 de junho.

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