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09
out

Backstage do negócio é tema do último dia do Workshop Online II

O segundo dia do Workshop Online II de Academic Working Capital 2017, realizado em 7 de outubro, reuniu os 25 grupos para falar sobre o tema “Backstage, operação e estimativa dos custos”. O workshop contou com duas palestras, um painel de discussão e momentos de apresentação e atualização dos decks e planilhas entre os grupos. A abertura foi realizada pelo coordenador de conteúdo de AWC, Diogo Dutra, que ressaltou a importância de manter o foco no propósito de seu negócio para conseguir superar as dificuldades que surgem pelo caminho.

Confira como foi o primeiro dia do Workshop Online II de AWC 2017

As palestras e o painel foram mediados por Diogo e pelo coordenador acadêmico de AWC, Marcos Barretto. O investidor, empreendedor e profissional de vendas e marketing Bruno Neiva apresentou diferentes estratégias para definir o preço de um produto. De acordo com Bruno, analisar os preços estabelecidos pelos concorrentes é primordial, mas não se deve esquecer de olhar para os fatores que podem afetar a disposição do cliente a pagar por ele: benefícios, conveniência, poder do fornecedor, entre outros. “Conforme você vai aumentando seu mercado, entendendo melhor seu consumidor, seu preço pode e deve mudar”, afirmou.

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No início da tarde, foi realizado um painel de discussão sobre o backstage dos negócios, com Karina Piva, head de Operações da empresa de recrutamento Contratado; e João Macêdo, sócio da startup E-sporte e participante de AWC 2016. Ambos compartilharam processos fundamentais para a operação de seus negócios, como fabricação do produto, escolha de fornecedores e seleção da equipe. João ressaltou que os objetivos e a motivação devem ser passados para todos os colaboradores, inclusive no momento da entrevista. “Isso influencia definitivamente no processo de contratação, porque as pessoas se sentem parte da empresa e compram o sonho do negócio com você.” Outro ponto destacado foi a necessidade de criar e gerenciar processos. “Não necessariamente vou criar uma burocracia, mas vou garantir que escrevi tudo aquilo que fiz e deu certo para outra pessoa poder consultar ou para pessoas novas saberem que já foi documentado”, disse Karina.

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Guilherme Parente, um dos criadores do aplicativo Apptite, contou para os grupos a trajetória de seu negócio: uma plataforma para fazer pedidos de refeições caseiras a cozinheiros e chefs cadastrados. Guilherme e seu sócio começaram com um MVP simples, utilizando o Facebook, para realizar testes com clientes e fechar as primeiras vendas. Quando viram que havia demanda e oferta, gastaram o próprio dinheiro para fazer o primeiro protótipo. “Sou um entusiasta do bootstrap. Acho que você tem que começar o negócio sozinho, tentando encontrar uma oportunidade, começando a vender de uma forma ou de outra. Aí depois você vai pedir dinheiro.” Agora, com um ano de operação, a empresa está buscando investimentos.

Diogo encerrou o dia e explicou o que é esperado dos grupos até a Feira de Investimentos (13 de dezembro): um modelo de negócios, testes e dados consolidados, estratégias de operação e monetização, um plano para os próximos seis meses e pelo menos um cliente pagante.

 

 

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15
set

Os desafios e as vantagens de empreender na universidade

Uma das recomendações mais comuns dadas às pessoas que querem se tornar empreendedoras é a necessidade de se dedicar ao máximo ao negócio. Quando se está na universidade, essa tarefa fica um pouco mais difícil – mas não impossível. Conversamos com dois empreendedores que participaram de Academic Working Capital em 2016 para saber mais sobre a experiência deles em conciliar a faculdade e um negócio próprio: João Macêdo, sócio da E-sporte Soluções Esportivas, e João Paulo Soares, sócio da Periodiza.

Os dois tiveram um contato inicial com conceitos de empreendedorismo em aulas na Universidade de Brasília (UnB), no caso de João Macêdo, e na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no caso de João Paulo. E ambos relatam que a maior dificuldade para empreender durante a faculdade era conseguir administrar o tempo para fazer as duas atividades – sendo necessário priorizar a faculdade ou o negócio em alguns momentos. Já a questão financeira, ao contrário do que muitos pensam, é um obstáculo menos complicado de ultrapassar, mesmo para quem não conta com o suporte de familiares.

“Nós procuramos maneiras de monetizar nossa ideia antes mesmo de estar pronta”, conta João Macêdo. Ele explica que em AWC os grupos são incentivados a buscar clientes enquanto estão desenvolvendo a solução – dessa forma, o próprio cliente pode financiar a construção do produto. “Não tiramos dinheiro nenhum do bolso para vender nosso produto”, diz. João Paulo cita ainda o exemplo da chilena Emilia Diaz, vencedora de 2015 da competição International Business Model Competition. Ela construiu um MVP simples utilizando testes de gravidez para apresentar sua solução (que detecta se moluscos e crustáceos foram contaminados pelo fenômeno da maré vermelha) a empresas do Chile e de outros países e conseguir os primeiros clientes, parceiros e financiamento. “Ela não precisou de muito dinheiro. Ela precisou de seu conhecimento, alguns testes de gravidez, papel, caneta e atitude”, ressalta.

O ambiente acadêmico traz muitos benefícios para quem está começando a empreender. Um deles é estar próximo de especialistas nas mais diferentes áreas que podem contribuir para o negócio. “A diversidade do conhecimento é tão grande quanto a profundidade. É o momento em que tudo isso está ao alcance de uma conversa de corredor ou alguma festa”, afirma João Paulo. Esse aspecto é bastante útil para encontrar colaboradores qualificados, que querem crescer junto com a startup, segundo João Macêdo. “O nome da universidade também dá uma credencial forte para os investidores”, diz.

Além de ampliar o conhecimento por meio das aulas e suporte oferecidos pelos professores e núcleos de empreendedorismo, é fundamental buscar outras fontes de informação sobre o assunto. “Apesar de ter mentores e um lugar para discutir conceitos fazer uma grande diferença, tão importante quanto é mergulhar na literatura. Por isso, também considero meus professores os autores Alexander Osterwalder, Steve Blank, Eric Ries, Paul Graham, entre outros”, afirma João Paulo.

Outra dica que o sócio da Periodiza dá para quem quer empreender ainda na universidade é entender, de fato, o que é um MVP. “Acho que o maior aprendizado foi ver que, para chamar a atenção de clientes, não é preciso ter um produto brilhando, cheio de funcionalidades e um marketing com atores de novela. O que é preciso é resolver um problema real. Se o usuário vir valor na sua solução, ele vai dar o valor que você está pedindo.” João Macêdo ressalta que estabelecer metas e acreditar no produto faz toda a diferença. “A persistência continua sendo o fator mais importante do sucesso da empresa.”

 

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29
maio

E-sporte pretende faturar R$ 500 mil até o final do ano

Um pequeno dispositivo para monitorar o desempenho de participantes em provas de corrida e caminhada trouxe grandes planos e metas ambiciosas de faturamento para João Macêdo e João Victor Romualdo. Eles criaram o equipamento E-xpert como trabalho de conclusão de curso (TCC) da graduação em Engenharia Elétrica na Universidade de Brasília (UnB) e o desenvolveram com apoio do programa Academic Working Capital em 2016. O produto hoje faz parte do portfólio da empresa E-sporte Soluções Esportivas, que nasceu na UnB e tem João Macêdo e a educadora física Fernanda Teles como sócios, João Victor como gerente de Projeto do E-xpert e mais cinco funcionários.

Ainda quando participava de AWC, a equipe conseguiu fechar contrato com um grande cliente para utilizar o E-xpert em avaliações de corrida em pista olímpica. “Passamos o ano de 2016 inteiro conversando com clientes, então já tínhamos algumas metas de contratação até o início do ano. E foi isso que aconteceu”, conta João Macêdo. Após finalizar a participação em AWC, a dupla realizou mais ajustes no dispositivo para que ele estivesse pronto para uso no mercado. A previsão é que, ao final do primeiro semestre, o primeiro cliente já esteja com o produto em operação.

Mas a meta da equipe vai além: até o final de 2018, a expectativa é que o E-xpert esteja sendo utilizado em todo o país, seja por um ou mais clientes. “Este cliente gostaria de ter exclusividade de uso do produto, então tem a possibilidade de ele ser o único cliente para aplicá-lo em todo o Brasil”, explica o sócio da E-sporte. Mesmo se esse cenário acontecer de fato, a equipe já estuda utilizar a tecnologia do E-xpert para outras finalidades, como para rastreamento de frotas e de pessoas e para acompanhamento de cargas. “Estamos nos preparando para encontrar novas aplicações e conseguir clientes dessas áreas.”

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Escritório da E-sporte Soluções Esportivas, localizado na Multincubadora da UnB.

A startup ainda conta com outros produtos em seu portfólio voltados a esporte e saúde e faz projetos sob demanda para clientes de diversos setores. “A gente fica no papel de indústria, que realiza a produção, e o cliente fica responsável pela comercialização. Para nós, isso é muito bom, estamos sempre criando coisas novas”, afirma João Macêdo. O próximo lançamento oficial da empresa é o E-lastic, voltado para clinicas de fisioterapia, reabilitação e pilates. O equipamento já começou a ser comercializado e consiste em um dispositivo portátil que é acoplado a elásticos para monitorar a intensidade dos movimentos e o desempenho do usuário.

Com diversos projetos e planos a todo vapor, a meta da E-sporte de alcançar um faturamento de R$ 500 mil até o final do ano já está próxima de ser atingida. “Queremos aumentar esse faturamento em quatro vezes para o próximo ano, chegando a R$ 2 milhões”, revela João Macêdo. O engenheiro compartilhou sua experiência como empreendedor no terceiro dia do Workshop Online I de AWC 2017. Ele explicou como o protótipo do E-xpert foi decisivo na conquista do primeiro cliente e aconselhou os estudantes a aproveitarem ao máximo o apoio oferecido por AWC. “As decisões que a gente toma no dia a dia são muito baseadas no que a gente aprendeu em AWC”, diz. Confira a palestra na íntegra no vídeo abaixo.

 

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16
maio

Workshop Online I termina com uma importante decisão

Manter ou pivotar? Essa foi a grande decisão que os grupos da turma 1 (1ª chamada) tiveram que tomar ao final do último dia do Workshop Online I de Academic Working Capital 2017, realizado em 13 de maio. A questão também foi apresentada aos grupos da 2ª chamada (turma 2), que terão que fazer essa escolha futuramente. Diretamente de suas cidades, os 35 grupos de AWC 2017 participaram das atividades do workshop em tempo real, por meio de plataformas online como Google Hangouts, Google Drive e Slack.

Confira como foi o primeiro e o segundo dia do Workshop Online I

O dia começou com apresentações dos grupos da turma 1 sobre o processo de tentar conseguir um early adopter, ou seja, uma pessoa que aceite testar e avaliar o experimento de valor do produto. Após os feedbacks, Miguel Chaves, da equipe de AWC, conversou com os estudantes sobre como evoluir os experimentos em protótipos que atendam às necessidades dos clientes. O sócio-fundador da empresa E-sporte João Macêdo, participante de AWC 2016, deu uma palestra sobre como o protótipo foi decisivo na conquista do primeiro cliente. João enfatizou que o apoio de AWC na construção dos protótipos foi um grande aprendizado, e que os grupos devem aproveitar ao máximo essa oportunidade. Em seguida, os grupos atualizaram suas ferramentas e apresentaram sua decisão: todos escolheram manter seus modelos de negócio. A meta dos estudantes agora é conseguir early adopters e firmar parcerias.

A turma 2 também iniciou o terceiro dia do workshop apresentando seus decks e personas e atualizando as ferramentas conforme os feedbacks. Artur Vilas Boas, da equipe de AWC, explicou como os grupos deverão fazer uma análise para conhecer o tamanho e as possibilidades de mercado de seu produto. Ele lembrou que até o Workshop II de AWC, que será realizado presencialmente entre 17 e 19 de julho, os grupos terão que tomar a decisão entre manter ou pivotar. Os estudantes conheceram e começaram a elaborar o diagrama Petal, uma ferramenta de análise de concorrência e mercado. Para fechar o dia, a equipe de AWC apresentou a estrutura e os próximos passos do programa. Os grupos da 2ª chamada irão dar continuidade às entrevistas para validar as personas, resolver as suposições e dúvidas e começar a pensar no desenvolvimento do produto.

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