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27
nov

Fusion e NanoTropic: aprendizados na Feira de Investimentos 2016

A Feira de Investimentos é o evento final de Academic Working Capital – ao mesmo tempo, é o passo inicial para que os grupos entrem de vez no mercado. Os estudantes apresentam seus projetos em estandes, e os cinco grupos que se destacaram no ano fazem um pitch a uma banca de especialistas convidados. Para as startups Fusion e NanoTropic, participantes de AWC 2016, essa é uma experiência que traz muitos aprendizados.

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Leandro Rodrigues e Pedro Morais, da Fusion, contam que prepararam uma apresentação formal de três minutos para os visitantes de seu estande – mas a dupla de Divinópolis-MG foi surpreendida no evento. “Foi um bate-papo, as pessoas interrompiam para fazer perguntas. Foi muito melhor do que se tivéssemos falado por três minutos sem ter feedback”, relembra Pedro. “Mostra que houve interesse do pessoal, não foi algo robotizado. Nos sentimos mais preparados e empolgados ainda”, acrescenta Leandro.

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A maturidade que o grupo adquiriu com a Feira foi o que Gustavo Suckow, do NanoTropic (Curitiba-PR), considera um dos maiores aprendizados. “Foi a primeira interação desse tipo que tivemos e foi muito boa”, diz. “Vimos que era isso que queríamos fazer.” Por meio dos feedbacks recebidos, Gustavo e seus colegas Leonardo Kalinowski e Yuri Matos perceberam o que teriam que aprimorar no projeto para atrair mais investimentos.

As duas startups foram escolhidas para apresentar um pitch no evento. Gustavo comenta que essa oportunidade contribuiu bastante para que o NanoTropic melhorasse seu pitch. “Estamos bem mais profissionais”, afirma. Quando Leandro e Pedro souberam que eram um dos grupos selecionados durante o Workshop III, voltaram para o hotel e ensaiaram a apresentação por mais de 2 horas. “Tinha pessoas no programa de aceleração que participamos [FIEMG Lab] que nunca tiveram essa experiência na prática. O que a gente aprendeu lá não tem preço”, diz Leandro.

Para os grupos de 2017, Leandro e Pedro recomendam aproveitar a Feira para fazer o máximo de contatos possível. “Às vezes ficávamos com vergonha de chamar algumas pessoas para conversar, mas não tem que ter medo. Tem que chamar e pedir feedback”, aconselha Pedro. Fazer o pitch de uma forma clara, pontuando bem o problema a ser resolvido e a solução proposta, é a dica de Gustavo para os grupos que forem selecionados para se apresentar. “Os números do mercado e outros detalhes são importantes, mas tem que mostrar que a solução é boa, inovadora e que o mercado vai comprar.”

Neste ano, a Feira de Investimentos acontece no dia 13 de dezembro, a partir das 10h, no Parque Tecnológico do Estado de São Paulo (São Paulo-SP). Participe!

 

 

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A máquina de serigrafia automática desenvolvida pelos mineiros Leandro José Rodrigues e Pedro Henrique Borges Pires de Morais, do projeto Fusion, de AWC 2016, já está na fase final de testes. Formados em Engenharia Mecatrônica pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, em Divinópolis-MG, os dois já fecharam um contrato com uma fábrica de Guarulhos-SP e, após a entrega deste primeiro produto, vão iniciar o desenvolvimento de outras máquinas.

Atualmente, Leandro e Pedro estão no processo de abertura de CNPJ de sua empresa, que se chama Fusion Tecnologia, e participam do programa de aceleração FIEMG Lab na categoria Indústria.

A ideia da máquina surgiu quando o sogro de Pedro, que possui uma empresa de brindes, reclamou do demorado processo de serigrafia em canetas – para gravar 3 mil canetas são necessárias 5 horas e mão-de-obra com experiência, mesmo no processo semiautomático. As máquinas totalmente automáticas existentes no Brasil são importadas e muito caras.

Criar uma máquina de serigrafia em canetas automática, de baixo custo e que diminuísse o tempo de produção foi o projeto que Pedro e Leandro resolveram fazer como Trabalho de Conclusão de Curso – proposta que eles inscreveram em AWC 2016. “Nós desenvolvemos uma máquina automática que custaria um pouco mais que uma semiautomática”, diz Leandro.

Enquanto a semiautomática pode fazer a serigrafia em 600 canetas por hora, a automática projetada por Pedro e Leandro poderá fazer até 3 mil canetas no mesmo período. Outra vantagem é que o posicionamento automático dos objetos permite melhoria na qualidade da serigrafia com mais de uma cor. Com o produto, as empresas podem trabalhar com os mais variados modelos, salvar configurações na memória da máquina e diminuir o custo pela metade, já que a máquina é fabricada no Brasil.

Os próximos planos da Fusion são desenvolver uma máquina semiautomática até 2018, com preço inferior, para atender a empresas com demandas menores. O terceiro produto, que realizará o processo em canecas, copos, squeezes e tecidos, deverá estar pronto até 2019.