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Tag: flipped classroom

20
jul

Workshop II: investidores conhecem projetos de AWC 2017 em Feira

O último dia do Workshop II de Academic Working Capital 2017, em 19 de julho, iniciou com uma sessão de flipped classroom. Divididos em duas salas de aula do prédio de Engenharia Mecânica e Naval da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), os grupos se reuniram com seus respectivos coordenadores de AWC para apresentar hipóteses sobre suas soluções e os testes e experimentos que pretendem fazer com potenciais clientes e usuários para validá-las. Os coordenadores e colegas também contribuíram com sugestões e feedbacks.

Saiba o que aconteceu no primeiro e no segundo dia do Workshop II

De volta ao auditório, os estudantes assistiram a uma palestra de André Ghion, co-fundador da aceleradora Move2, que mencionou características de um negócio que atraem investidores. “O investidor está, basicamente, atrás de gente que faça, que consiga executar um sonho, uma ideia, um projeto de alguém, que não precisa ser o seu, e transformar em realidade”, disse. Dentre os pontos destacados, estão a inovação, a escalabilidade e a sustentabilidade do negócio. Além disso, uma startup precisa ter a demanda e o modelo de negócio minimamente validados e conquistar os primeiros clientes para ter mais chances com os investidores. “O mais importante é a sustentação da história da sua startup, se ela tem consistência. Toda vez que um investidor olha uma inconsistência, ele dá um passo para trás.”

As próximas horas do dia foram dedicadas ao preparo dos materiais para apresentação dos grupos na Feira Intermediária de Investimentos. Cartazes, protótipos, imagens, vídeos e desenhos dos projetos foram expostos em totens no hall de entrada do prédio de Engenharia Mecânica e Naval. Os grupos puderam apresentar suas soluções a investidores, professores da USP e outros profissionais convidados. Dentre eles, compareceram Roberto Sekiya, subsecretário de Empreendedorismo e da Micro e Pequena Empresa do Estado de São Paulo; Rafaela Herrera, analista de Operações da Startup Farm; Marco De Biasi, sócio-diretor da Latin American Angels Society (LAAS); Marco Poli, investidor-anjo da Anjos do Brasil; e Manoel Horacio, presidente do Instituto TIM.

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“Eu acompanho AWC desde o ano passado, e a gente está vendo uma evolução e o quão importante é esse programa, porque todo o projeto tem incentivado e até instigado mais os jovens a descobrir soluções inovadoras”, disse o subsecretário. “Eu acho que é um papel muito importante, porque no Brasil a gente tem um gap muito grande ainda entre o que é produzido dentro das universidades e as necessidades do mercado. Então é muito legal ver como a gente já tem projetos que estão tentando fomentar essa ponte e ensinar os alunos desde já a pensar em tecnologias e soluções que ajudem a resolver problemas reais do mercado”, comentou Rafaela.

Após a Feira, os coordenadores de AWC, Marcos Barretto e Diogo Dutra, agradeceram a todos os presentes e explicaram quais serão os próximos passos do programa. Roberto Sekiya e Manoel Horacio também deram depoimentos durante o encerramento. “Vocês estão começando e já têm ideias fabulosas, ideias algumas que eu até falei que em curto prazo são mais difíceis, mas vocês têm uma visão de futuro fabulosa, que a minha geração não teve”, afirmou o presidente do Instituto TIM.

Os grupos continuarão tendo monitorias semanais até dezembro, quando ocorrerá o Workshop III e a Feira de Investimentos. O Workshop Online II será realizado em outubro.

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27
jun

3ª formação de AWC foca em pivotagem e mercado

Na tarde de 27 de junho aconteceu a 3ª formação sobre a abordagem de Academic Working Capital para professores de Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) de São Paulo. O encontro foi realizado no Centro de Formação do Centro Paula Souza, parceiro do Instituto TIM nesta iniciativa, e contou com a participação de professores da Etec Aristóteles Ferreira, de Santos; da Etec Bento Quirino, de Campinas; das Etecs Getúlio Vargas e Jorge Street, de São Paulo; da Etec Júlio de Mesquita, de Santo André; e da Etec Rosa Perrone Scavone, de Itatiba.

Saiba como foi a primeira e a segunda formação de AWC para professores de Etecs

O tema principal da 3ª formação foi novamente o modelo de negócios que os professores desenvolvem desde o primeiro encontro – assim como seus alunos (além dos 25 grupos de universidades, participam de AWC 2017 7 grupos de Etecs), os educadores foram convidados a criar uma solução capaz de se tornar um produto inovador e vendável. Em um primeiro momento, os coordenadores de AWC Marcos Barretto e Diogo Dutra falaram sobre os bastidores de AWC, o estágio atual do programa e mostraram exemplos de frases e feedbacks dos alunos para mostrar seus avanços.

“O que eu noto neles é o amadurecimento”, afirmou Regina Kawakami, professora da Etec Bento Quirino, se referindo ao projeto Sistema de Segurança em Carros. “Eles têm batido bastante a cabeça. Dá aqueles vieses de desânimo, mas aí depois eles dão uma estimulada”, completou. “Eles estão empolgados. Você vê a mudança no perfil, eles entenderem que o processo é muito maior e sair correr atrás”, acrescenta Adriana Nakatani, professora da Etec Júlio Mesquita e uma das orientadoras do projeto Touring Baby.

Os professores comentaram que as formações trazem novas perspectivas e que todos avançam e aprendem juntos. “Não tem porque não pôr junto aluno de Etec e do 5º ano de Engenharia. A gente bate e eles respondem”, brincou Marcos Barretto. Todos os grupos fizeram mais de 60 entrevistas e, do total de 32 equipes, 27 estão indo para a fase de teste da solução – as outras continuarão fazendo entrevistas para definir o problema que sua solução vai resolver (fase de teste do problema).

No segundo momento, os grupos de professores mostraram os decks de slides que montaram para suas soluções e receberam feedbacks de Marcos, Diogo e de Raul Javales, formador de AWC e professor de Economia de Fundação Getulio Vargas. Os grupos falaram de seus produtos, das entrevistas que realizaram, das personas que criaram e discutiram cases de sucesso. Essa atividade – conhecida como flipped classroom (sala de aula invertida) – é muito frequente nos workshops de AWC e serviu para que os professores entendessem melhor o processo pelo qual seus alunos estão passando.

A formação continuou com uma palestra de Diogo sobre “como pensar mercado em startup?”, que explorou conceitos como beachhead market e mapa de stakeholders e ferramentas que podem ser usadas para entender o mercado. Depois, Diogo e Marcos falaram sobre a decisão de manter ou pivotar (go/no go), momento em que o empreendedor decide se vai insistir na ideia ou mudar de direção. “A nossa cultura tem um lado de esconder as falhas ou de ir até o final fingindo que não viu aquilo. Por isso que o no go é muito valorizado”, afirmou Diogo.

O dia foi encerrado com uma explicação sobre os próximos passos do programa e da formação. O próximo e último encontro acontece em 06 de julho, também no Centro Paula Souza.

 

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