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06
set

AWC 2017: impacto em professores e estudantes de Etecs

Compartilhar o apoio ao empreendedorismo e a abordagem de Academic Working Capital com alunos e professores do ensino técnico é um dos objetivos do programa em 2017. Neste ano, pela primeira vez, alunos de Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) de São Paulo participam em formato piloto. Além disso, cerca de 20 professores de sete Etecs e uma Faculdade de Tecnologia (Fatec) participaram de uma formação promovida por AWC para ampliar o conhecimento em empreendedorismo, modelagem de negócios e mentoria no desenvolvimento de produtos de base tecnológica.

Maristela de Carvalho Gamba, da Etec Aristóteles Ferreira, é uma das professoras mais envolvidas no programa. Além de acompanhar o desempenho dos grupos da Etec de Santos-SP, Self Up e Loc.Device, ela participou de todos os dias do Workshop II, realizado entre 17 e 19 de julho. Para a professora, o programa mudou sua forma de orientar os projetos dos alunos. “A gente focava muito no currículo do aluno e hoje eu olho de outra forma: que o projeto dele na Etec, muito mais do que um currículo, é um produto com o qual ele pode ganhar dinheiro, ele pode montar sua própria empresa”, diz.

A professora explica que explorar o empreendedorismo nas escolas técnicas é explorar uma realidade do mercado de trabalho. “A relação com o trabalho tem mudado muito, e o estudante tem que estar pronto para enfrentar isso também”, afirma. “Acho bacana que eles já saiam de lá com esse olhar de que têm que encarar o mercado às vezes por conta própria, e que esse pode ser um caminho muito mais feliz”, completa.

Para os estudantes do grupo Self Up, o convívio e a troca de ideias e experiências com universitários de outras cidades e estados é um dos aspectos mais interessantes de AWC. “Eu não esperava que fosse ser uma experiência tão incrível de compartilhar suas ideias com outras pessoas e elas oferecerem feedbacks que tornam sua ideia melhor ainda”, relata Micael Cid Oliveira dos Santos, aluno de Informática para Internet da Etec Aristóteles Ferreira e coordenador do grupo.

Junto com Lucas Tonon Rodrigues, Gabriel Agostinho e Evandro da Silva Santos, Micael está desenvolvendo um aplicativo que ajuda coaches a organizarem seu trabalho de forma mais eficiente e a se relacionarem melhor com os coachees, gerenciando informações como tarefas, habilidades e gráficos de desempenho. O grupo está na fase de realização de experimentos para validar hipóteses sobre o produto e, depois, iniciar a construção do protótipo. “AWC trouxe essa visão de negócio, de saber lidar com as pessoas, com o investidor. Sair do prédio, realmente entender os problemas das pessoas e solucioná-los”, acrescenta Lucas.

Maristela conta que sua visão sobre empreendedorismo mudou. “AWC me fez ver que, mesmo não tendo um lado empreendedor muito forte, existem técnicas e ferramentas que podem te orientar quando você tem uma ideia, e que ela pode ser testada e se transformar em um bom projeto”, comenta. “Espero que ao final desse ciclo os estudantes saiam acreditando que eles têm capacidade e possibilidade de enfrentar o mercado de trabalho com ideias próprias.”

 

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10
jul

Papel do monitor fecha formação de AWC com professores de Etecs e Fatecs

Na última quinta-feira, 06 de julho, aconteceu a 4ª e última formação do programa Academic Working Capital para professores de Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) e de Faculdades de Tecnologia (Fatec) de São Paulo. O encontro foi realizado no Centro Paula Souza e focou no papel do mentor e no compartilhamento das experiências que os professores acumularam até aqui. Eles foram convidados a continuar participando de AWC como monitores, comparecendo aos workshops presenciais e online e às reuniões quinzenais com os grupos de 2017.

Saiba como foram a primeira, a segunda e a terceira formação de AWC para professores de Etecs

O coordenador de conteúdo de AWC, Diogo Dutra, relembrou os temas dos encontros anteriores e recapitulou as ferramentas e ideias centrais do programa – que empreendedorismo é muito trabalho com pouco dinheiro; que quanto mais cedo você falhar, melhor; que o foco deve estar no processo, não na ideia; que o teste do problema, da solução e do modelo de negócios são fundamentais; que ir a campo e fazer entrevistas é essencial; que as hipóteses relacionadas à solução e ao produto devem ser testadas, revisadas e repetidas. “Vocês estão aqui: já entenderam um pouco como é o processo, agora é o olhar-meta: ‘vou ajudar outras pessoas a desenvolver esse processo’”, afirmou.

Os professores apresentaram os trabalhos das últimas semanas e a evolução do deck de slides. A ideia era que eles reunissem fatos e dados para tomar a decisão de manter ou pivotar sua solução. Desde a 1ª formação, os professores trabalham com uma solução fictícia que poderia se tornar um produto, simulando o que seus alunos fazem em AWC (neste ano, o programa está apoiando alunos de Etecs em formato piloto).

Depois, Diogo deu uma palestra sobre o papel do mentor, baseado em três pilares conceituais: empreendedorismo científico, cultura de ação sobre o caos e práticas orientadas ao desafio e à reflexão. “Contornar os medos e fazer eles saírem da zona de conforto é papel do mentor”, resumiu Diogo. “Não são só as ferramentas, é trabalhar também com essa emoção, que é inerente à ideia de startup.” O papel do monitor é lidar com todas essas emoções de não saber qual é o caminho certo.

Para complementar, uma dinâmica levou os professores a testarem como se comportariam no papel de mentores. Diogo levou ao grupo algumas situações que são comuns em AWC – “minha equipe não fez nenhuma entrevista”, “minha ideia inicial se mostrou zero útil para os segmentos”, “todos os entrevistados estão validando a ideia”. Os professores foram convidados a dar seus feedbacks e depois todos discutiram possíveis orientações.

No encerramento, o coordenador de Projetos do Departamento de Gestão e Negócios do Centro Paula Souza, G. Monteiro, falou que AWC tem tudo a ver com a política estratégica do centro, que é não só trabalhar em um projeto para o mercado, mas trabalhar em competências empreendedoras. Os professores também compartilharam suas impressões sobre a formação. “O que eu levo de ganho para a escola, o que ficou forte, foi o Canvas e a pesquisa. Jornada e persona ainda é meio confuso. A pesquisa a gente sentiu na pele como é importante”, opinou Salomão Choueri Júnior, da Etec Jorge Street. “Quando você está sentado do outro lado, ouvindo o aluno, é uma coisa diferente. Você para pra pensar, você vai e corre atrás. E eles chegam à conclusão, não precisa você dizer ‘não, isso é ruim‘”, afirmou Adriana Mariko Yonamine Nakatani, da Etec Júlio de Mesquita.

Participaram da formação professores das Etecs Bento Quirino, Jorge Street, Júlio de Mesquita, Rosa Perrone Scavone, Getúlio Vargas e Aristóteles Ferreira e da Fatec São Bernardo do Campo.

 

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