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Tag: empreendedorismo científico

22
set

Experimentos e protótipos são processo-chave para aprimorar solução

A prototipagem é uma etapa bem conhecida para quem está desenvolvendo uma nova solução. Mas o protótipo só faz sentido se estiver inserido em um contexto maior, que são os experimentos de valor. Desde o Workshop II, em julho, os grupos de Academic Working Capital estão realizando esses experimentos para testar e aprimorar seus produtos de acordo com a experiência do cliente.

Enquanto os protótipos são uma simulação do que seria o produto, os experimentos são diferentes interações com os protótipos sugeridas aos clientes para obter feedbacks sobre a solução. “Os experimentos são as conclusões que eu quero tirar e o que eu quero aprender com isso”, explica Diogo Dutra, coordenador de conteúdo de AWC. Um exemplo de experimento é deixar o usuário navegar livremente pelo protótipo de um site ou aplicativo e observar suas ações e reações ao longo da interação.

Diogo afirma que os experimentos e protótipos formam um processo de evolução do produto, em que é possível verificar a aderência do usuário, se o problema dele foi resolvido, se ele percebe valor na solução, se pagaria por ela, entre outras conclusões. “É um processo imprescindível para todas as startups”, ressalta. Para guiar os experimentos, os grupos de AWC utilizam a Matriz de Amarração, uma ferramenta na qual registram suas hipóteses, os experimentos realizados para testá-las e os aprendizados.

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Há diversos tipos de protótipos, todos com foco nos experimentos que serão realizados. Em AWC, os grupos são orientados a fazer três tipos: o protótipo de guardanapo é algo muito simples que pode ser criado em 24 horas para mostrar ao cliente, como um rascunho em um papel ou um modelo de papelão; o protótipo de baixa fidelidade é construído com materiais que os estudantes têm em casa, com recursos próprios, apenas para simular as principais funcionalidades do produto; e o protótipo de função crítica, que os grupos devem apresentar na Feira de Investimentos em dezembro, exige uma complexidade de engenharia maior para demonstrar a função primordial da solução – é para este protótipo que os grupos fazem o pedido de compras de materiais em AWC.

Em cada ciclo, os grupos percebem quais funcionalidades podem ser mantidas, acrescentadas ou retiradas do produto. Diogo conta que os participantes realizam cerca de 50 experimentos nos três níveis ao longo do programa, mas que não há um número exato que sirva de referência para todos os empreendedores. “Não existe uma regra mágica, mas uma sensação do empreendedor de que aquele resultado está se tornando repetitivo”, diz. A maior validação do experimento é quando o cliente está disposto a pagar pela solução.

Segundo Diogo, os experimentos de valor (que fazem parte da metodologia de empreendedorismo científico utilizada em AWC) não garantem um resultado exato, mas são uma forma sistemática e racional de mitigar riscos e guiar o empreendedor em um momento de tantas incertezas. “Se não dá uma certeza, permite que ele escolha bem os caminhos que irá seguir para fechar a primeira venda”, conclui.

 

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04
maio

Workshop Online I de AWC 2017 começa com novidades

Os 36 grupos participantes de Academic Working Capital 2017 participaram do primeiro dia do Workshop Online I, realizado em 29 de abril. Por meio de plataformas online como Google Hangouts, Google Drive e Slack, os estudantes interagiram, fizeram apresentações e assistiram a palestras diretamente de suas cidades. Ao contrário da edição de 2016, em que o Workshop Online era voltado apenas para os selecionados na 2ª chamada, nesta edição todos os grupos foram convidados a participar, divididos em duas turmas.

A turma 1 foi composta pelos cinco grupos da 1ª chamada, que estão em um momento decisivo do programa: manter seu modelo de negócio ou pivotar. O conteúdo dos três dias de workshop aprofunda essa questão e ajudará os estudantes a tomar uma decisão, que será apresentada à equipe de AWC no último dia do evento (13 de maio). As equipes que decidirem manter o modelo seguirão para o desenvolvimento do protótipo; as que decidirem pivotar retomarão o percurso iniciado em janeiro para pensar em uma nova possibilidade de negócio. No primeiro dia, os grupos foram orientados a pensar em estimativas de tamanho de mercado e preço do produto ou serviço e assistiram a uma palestra sobre a importância de pivotar cedo, conduzida pelo sócio-fundador da startup Lean Survey Fernando Salaroli.

A programação da turma 2, formada pelos 31 grupos da 2ª chamada, foi aberta pelos coordenadores de AWC, o professor da Universidade de São Paulo (USP) Marcos Barretto e o engenheiro mecatrônico Diogo Dutra. Os grupos conheceram conceitos de empreendedorismo científico e ferramentas utilizadas para a validação do negócio, como deck de slides, deck de entrevistas, Value Proposition Canvas (VPC), Matriz CSD, entre outras. As atividades do dia foram focadas em pensar no usuário e no valor que o produto irá agregar a ele. Os estudantes já fizeram as primeiras entrevistas e começaram a responder as principais questões do VPC. Até o próximo encontro, no dia 6 de abril, os grupos deverão subir no Drive o deck de entrevistas e o primeiro template do deck de slides, relacionado ao teste do problema.

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11
abr

AWC realiza 1ª formação para professores de Etecs e Fatecs

O Instituto TIM, em parceria com o Centro Paula Souza, promoveu a primeira formação de Academic Working Capital para professores de Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) e de uma Faculdade de Tecnologia (Fatec). O objetivo das formações é ampliar o conhecimento dos professores em empreendedorismo e modelagem de negócios e contribuir para que eles se tornem mentores dos estudantes no desenvolvimento de produtos de base tecnológica. Cerca de 20 professores de sete Etecs e uma Fatec participaram da formação, realizada no dia 10 de abril na Administração Central do Centro Paula Souza.

Marcos Barretto, professor da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador acadêmico de AWC, explicou que durante o período de formação os professores vão realizar as mesmas atividades que os estudantes fazem em AWC para testar o problema. “É importante que vocês entendam o processo como um todo, porque se a gente não fizer, não vai saber como é”, disse. As primeiras três formações, que serão realizadas de abril a junho, abordarão diferentes aspectos do teste do problema. A quarta formação, em julho, discutirá o papel do mentor. Até o final do ano, os professores ainda serão convidados a enviar materiais e interagir online, além de acompanhar as mentorias, workshops e a Feira de Investimento de AWC com os alunos.

O engenheiro mecatrônico e coordenador de conteúdo de AWC, Diogo Dutra, abordou as definições de empreendedorismo científico e startup e apresentou as ferramentas usadas por empreendedores para testar hipóteses e definir requisitos do projeto. Antes da formação, os professores de cada instituição elaboraram propostas nos moldes do regulamento de AWC de produtos de base tecnológica que irão utilizar como exemplo nas atividades – eles não precisarão construí-los para a formação. A primeira tarefa proposta por Diogo foi que os grupos preenchessem slides com as propostas de valor e os segmentos de clientes de seus produtos.

Divididos em duas salas, os grupos tiveram três minutos cada para apresentar seus produtos e os slides criados. Durante a apresentação, os outros grupos puderam fazer comentários por meio da plataforma Slack. Os feedbacks presenciais foram dados por Marcos e Diogo com a participação de Raul Javalis e Larissa Maçãs, sócios da consultoria The New Ventures Group. Ambos têm experiência de trabalho com startups e inovação e contribuirão em todas as formações para professores de Etecs e Fatecs.

Diogo contou como é a dinâmica de uso das ferramentas com os participantes de AWC e mostrou como são estruturados o Value Propostion Canvas, a Matriz CSD e o primeiro deck de slides que será elaborado pelos grupos. Ele lembrou que mais importante do que as ferramentas em si é o processo contínuo de validação das informações. “Não é sobre a ferramenta, é o ciclo de aprendizagem”, ressaltou. Todas essas ferramentas serão atualizadas pelos professores ao longo das formações.

Assim como os estudantes, os professores também terão que realizar entrevistas com potenciais clientes para validar seus produtos e registrar todas as informações em um deck de entrevistas. “Fazer esse processo economiza trabalho. Tem que fazer isso para evitar que o seu produto não seja útil para ninguém”, recomendou Diogo. O coordenador deu sugestões de como mapear e selecionar contatos, realizar a abordagem e elaborar um questionário. No final do dia, os grupos se dedicaram a atualizar seus slides a partir dos feedbacks, começar a desenvolver o Value Proposition Canvas e a Matriz CSD e pensar em como farão as entrevistas.

Participaram da formação as Etecs Tereza Nunes (São Paulo), Getúlio Vargas (São Paulo), Aristóteles Ferreira (Santos), Júlio de Mesquita (Santo André), Jorge Street (São Caetano do Sul), Bento Quirino (Campinas) e Rosa Perrone Scavone (Itatiba) e a Fatec São Bernardo do Campo.

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