Instituto TIM

Tag: dispositivo

25
out

Dear Grand desenvolve solução para famílias de pessoas com Alzheimer

Estima-se que cerca de 1,2 milhão de brasileiros sejam portadores de Alzheimer – a maioria deles idosos. Existem diversos tratamentos, atividades e até aplicativos criados para melhorar a qualidade de vida das pessoas que sofrem com essa doença, que ainda não tem cura. Neste ano, um dos grupos de Academic Working Capital está desenvolvendo uma solução voltada para um público que poucas iniciativas contemplam: os cuidadores dos portadores de Alzheimer.

O Dear Grand consiste em um dispositivo conectado a um aplicativo que transmite informações como a localização do paciente, a frequência cardíaca, a agitação e a qualidade do sono, facilitando o monitoramento e o cuidado por parte dos familiares. “Hoje não tem nada no Brasil que seja voltado para o familiar, que muitas vezes sofre com estresse e abre mão de sua vida para cuidar do paciente”, afirma Caroline Lobato Vilhena, estudante de Engenharia Biomédica da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e criadora do Dear Grand junto com o colega Pablo Assis Borges.

Inicialmente, o produto contemplará apenas mulheres, já que o dispositivo será acoplado ao sutiã da paciente. Posteriormente, a dupla fará testes para saber qual a melhor forma de acoplar o dispositivo em homens. O primeiro early adopter já foi conquistado: uma moradora de Uberlândia-MG se colocou à disposição para adquirir e testar a versão beta (que deve ser finalizada em novembro) com sua mãe, diagnosticada recentemente com a doença.

Além dos familiares dos pacientes, o grupo está apresentando o projeto a diversos profissionais da área de saúde para fechar parcerias. “É muito mais fácil entrar no mercado por meio de indicação”, explica a estudante. Caroline teve um espaço para falar sobre o Dear Grand em um circuito de palestras sobre Alzheimer realizado em Uberlândia no final de setembro, atraindo o interesse de muitos profissionais. Ela também irá apresentar a solução no X Simpósio de Engenharia Biomédica da UFU, que ocorre entre 23 e 26 de outubro.

Nesta etapa final de AWC 2017, a dupla está construindo o protótipo de função crítica e definindo o modelo de negócios e a precificação. Caroline sempre quis ter uma startup, mas nunca teve contato com noções de empreendedorismo na universidade. “Mesmo se o nosso negócio não der certo, vou encontrar outro problema a ser resolvido e já sei que caminho preciso seguir.”

 

 

Notícias relacionadas:
Early adopter e parceria com e-commerce impulsionam RoadieBot
Horus: da pivotagem à conquista de um contrato em poucos meses
Nova solução da MVisia para cana-de-açúcar conquista prêmios

19
out

Early adopter e parceria com e-commerce impulsionam RoadieBot

O que começou como um projeto de TCC pensado para ajudar um amigo guitarrista, se tornou um produto que já conquistou um early adopter e vem atraindo a atenção do mercado musical. O RoadieBot é um dispositivo que permite o controle automático e a distância de amplificadores analógicos de guitarra e baixo. Quem idealizou o equipamento foi Wagner Mourthé, recém-formado em Engenharia Elétrica pela Universidade de Brasília (UnB). Ele convidou a colega de curso Fernanda Vilela e seu irmão, Marcos – aluno de Engenharia de Produção na UnB –, para desenvolvê-lo na edição deste ano de Academic Working Capital.

Wagner trabalha na E-sporte, startup que participou de AWC 2016, e decidiu se inscrever no programa ao ouvir os comentários positivos de João Macêdo e João Victor Romualdo. Durante suas pesquisas para o TCC, percebeu que o RoadieBot poderia atender a uma necessidade comum entre músicos e engenheiros de som. “Para um músico, possibilita que ele armazene configurações e as acesse enquanto toca. Isso permite que ele explore mais esse equipamento que é dos mais caros no set dele”, explica. Já os engenheiros de som não precisam ir a todo instante na sala onde ficam os amplificadores para ajustar as configurações, um processo cansativo e que pode causar fadiga auditiva. “O que a gente faz, por meio da automatização, é que ele possa controlar o amplificador sentado, da cadeira dele”, diz Fernanda.

O grupo realizou diversos testes em Brasília-DF com um protótipo de baixa fidelidade para coletar feedbacks – inclusive com o engenheiro de som Daniel Félix, indicado ao Grammy Latino em 2013 pela gravação do álbum “Acústico”, do Natiruts. Em uma viagem a São Paulo-SP para conhecer a feira Expomusic, eles conseguiram visitar dois grandes estúdios para apresentar o RoadieBot. O responsável por um dos estúdios solicitou quatro unidades para uma nova sala de gravação que está sendo construída. “Ele falou que queria o RoadieBot como um diferencial para o estúdio e que poderia atrair mais bandas”, conta Marcos. O estúdio também deixou as portas abertas para a realização de testes e o lançamento do RoadieBot.

O trio está desenvolvendo agora um protótipo de função crítica para apresentar em dezembro ao estúdio e aos convidados da Feira de Investimentos de AWC. A intenção é ter as primeiras unidades prontas para entrega ao estúdio em março de 2018. Além disso, eles conquistaram uma parceria com um site de e-commerce de instrumentos e equipamentos musicais para comercializar o RoadieBot. Na fase atual de AWC, o grupo também está realizando testes do modelo de negócios, pensando na precificação e buscando mais early adopters.

Wagner apresentou o TCC no final do primeiro semestre e conta que os avaliadores da banca elogiaram bastante não apenas os aspectos técnicos do RoadieBot, mas o desenvolvimento do produto como um todo. “AWC nos dá uma série de ferramentas que permitem moldar o nosso produto para satisfazer o usuário. E são ferramentas que gente pode usar em qualquer projeto que fizer”, afirma.

 

 

Notícias relacionadas:
Horus: da pivotagem à conquista de um contrato em poucos meses
Nova solução da MVisia para cana-de-açúcar conquista prêmios
Road Labs fecha parceria com concessionária para testar protótipo

29
maio

E-sporte pretende faturar R$ 500 mil até o final do ano

Um pequeno dispositivo para monitorar o desempenho de participantes em provas de corrida e caminhada trouxe grandes planos e metas ambiciosas de faturamento para João Macêdo e João Victor Romualdo. Eles criaram o equipamento E-xpert como trabalho de conclusão de curso (TCC) da graduação em Engenharia Elétrica na Universidade de Brasília (UnB) e o desenvolveram com apoio do programa Academic Working Capital em 2016. O produto hoje faz parte do portfólio da empresa E-sporte Soluções Esportivas, que nasceu na UnB e tem João Macêdo e a educadora física Fernanda Teles como sócios, João Victor como gerente de Projeto do E-xpert e mais cinco funcionários.

Ainda quando participava de AWC, a equipe conseguiu fechar contrato com um grande cliente para utilizar o E-xpert em avaliações de corrida em pista olímpica. “Passamos o ano de 2016 inteiro conversando com clientes, então já tínhamos algumas metas de contratação até o início do ano. E foi isso que aconteceu”, conta João Macêdo. Após finalizar a participação em AWC, a dupla realizou mais ajustes no dispositivo para que ele estivesse pronto para uso no mercado. A previsão é que, ao final do primeiro semestre, o primeiro cliente já esteja com o produto em operação.

Mas a meta da equipe vai além: até o final de 2018, a expectativa é que o E-xpert esteja sendo utilizado em todo o país, seja por um ou mais clientes. “Este cliente gostaria de ter exclusividade de uso do produto, então tem a possibilidade de ele ser o único cliente para aplicá-lo em todo o Brasil”, explica o sócio da E-sporte. Mesmo se esse cenário acontecer de fato, a equipe já estuda utilizar a tecnologia do E-xpert para outras finalidades, como para rastreamento de frotas e de pessoas e para acompanhamento de cargas. “Estamos nos preparando para encontrar novas aplicações e conseguir clientes dessas áreas.”

whatsapp-image-2017-03-22-at-17-54-04

Escritório da E-sporte Soluções Esportivas, localizado na Multincubadora da UnB.

A startup ainda conta com outros produtos em seu portfólio voltados a esporte e saúde e faz projetos sob demanda para clientes de diversos setores. “A gente fica no papel de indústria, que realiza a produção, e o cliente fica responsável pela comercialização. Para nós, isso é muito bom, estamos sempre criando coisas novas”, afirma João Macêdo. O próximo lançamento oficial da empresa é o E-lastic, voltado para clinicas de fisioterapia, reabilitação e pilates. O equipamento já começou a ser comercializado e consiste em um dispositivo portátil que é acoplado a elásticos para monitorar a intensidade dos movimentos e o desempenho do usuário.

Com diversos projetos e planos a todo vapor, a meta da E-sporte de alcançar um faturamento de R$ 500 mil até o final do ano já está próxima de ser atingida. “Queremos aumentar esse faturamento em quatro vezes para o próximo ano, chegando a R$ 2 milhões”, revela João Macêdo. O engenheiro compartilhou sua experiência como empreendedor no terceiro dia do Workshop Online I de AWC 2017. Ele explicou como o protótipo do E-xpert foi decisivo na conquista do primeiro cliente e aconselhou os estudantes a aproveitarem ao máximo o apoio oferecido por AWC. “As decisões que a gente toma no dia a dia são muito baseadas no que a gente aprendeu em AWC”, diz. Confira a palestra na íntegra no vídeo abaixo.

 

Notícias relacionadas:
2ª formação mostra ferramentas para entender o usuário
Periodiza: feedbacks positivos e planos para crescer
NanoTropic inicia em dois programas de aceleração