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31
jul

Equipe de AWC se reúne para discutir desempenho dos grupos

No dia 28 de julho, a equipe de Academic Working Capital realizou a primeira reunião de avaliação dos projetos após o Workshop II, que aconteceu entre 17 e 19 de julho. Participaram da reunião Diogo Dutra, André Dib, Artur Vilas Boas, Miguel Chaves e Rodrigo Franco. Os coordenadores fizeram uma avaliação bastante positiva do evento, destacando que os grupos foram muito participativos, contribuíram com várias ideias para seus colegas e ficaram ainda mais engajados em seus projetos. Durante a reunião, cada um expôs o andamento dos projetos pelos quais são responsáveis – a equipe realiza monitorias quinzenais com os grupos – e os desafios a serem solucionados.

A cada quinzena, aos sábados, os grupos apresentam os projetos no formato flipped classroom (sala de aula invertida) aos seus respectivos coordenadores, que conferem uma pontuação a eles. Uma vez por mês, a equipe de AWC se reúne para discutir o desempenho dos grupos e organizá-los em uma lista dividida em faixas que vão de A a D – sendo A os grupos com melhor desempenho e D aqueles que precisam dar um gás maior em seus projetos. Os grupos não têm acesso à lista, para que não se crie um clima de competição, mas os coordenadores avisam individualmente em que faixa eles estão e o que eles precisam fazer para evoluir.

Diogo Dutra, coordenador de conteúdo de AWC, explica que o objetivo da avaliação não é a pontuação em si, mas o processo, que contribui tanto para os grupos quanto para a equipe. “Essa comparação é muito boa porque a gente consegue, no final das contas, entender os nossos grupos em relação ao movimento dos outros, e isso acaba balizando as orientações na sequência. Sem o processo de avaliação, a gente não teria como ter essa percepção”, afirma. “Não é para deixar ninguém chateado ou colocar uma nota, a gente até evita muito a nota. Mas é uma noção, principalmente, do que eles têm que fazer para melhorar.”

Os grupos são avaliados em dois eixos: participação e performance. O eixo de performance é mais subjetivo, e depende da avaliação de cada coordenador em relação ao desempenho esperado para os grupos nos diferentes momentos do programa. Já o eixo de participação envolve três critérios: se o grupo está fazendo as entrevistas e experimentos, se está entregando as demandas solicitadas e o entendimento que ele tem de seus clientes.

“AWC não é para falar só de negócios, mas é o quanto em termos de participação e engajamento os grupos estão tendo e o quanto eles estão seguindo as orientações. São as orientações que vão fazer eles aprenderem mais. Então, os grupos que ainda não encontraram o negócio mais genial do mundo, mas que estão colocando uma superenergia, estão acompanhando e vindo, a gente valoriza também e eles sobem nessa classificação”, diz Diogo. Logo no Workshop I, os grupos são informados sobre como funciona o processo de avaliação e que os grupos com melhor desempenho serão convidados a participar de eventos e reuniões de mentoria com especialistas, além de apresentar seus projetos em formato de pitch para investidores e convidados da Feira de Investimentos no final do ano.

Um fato bem interessante é que a coordenação de AWC também está utilizando a metodologia do programa para fazer uma autoavaliação. Na última reunião com o Conselho Consultivo de AWC, os membros do Conselho indicaram pessoas e instituições para Diogo e o coordenador acadêmico do programa, Marcos Barretto, conversarem e pensarem em como o programa pode melhorar e se expandir. “O que a gente está fazendo é indo a campo conversar com as pessoas, fazendo entrevistas para evoluir o nosso próprio modelo”, conta Diogo.

 

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29
maio

E-sporte pretende faturar R$ 500 mil até o final do ano

Um pequeno dispositivo para monitorar o desempenho de participantes em provas de corrida e caminhada trouxe grandes planos e metas ambiciosas de faturamento para João Macêdo e João Victor Romualdo. Eles criaram o equipamento E-xpert como trabalho de conclusão de curso (TCC) da graduação em Engenharia Elétrica na Universidade de Brasília (UnB) e o desenvolveram com apoio do programa Academic Working Capital em 2016. O produto hoje faz parte do portfólio da empresa E-sporte Soluções Esportivas, que nasceu na UnB e tem João Macêdo e a educadora física Fernanda Teles como sócios, João Victor como gerente de Projeto do E-xpert e mais cinco funcionários.

Ainda quando participava de AWC, a equipe conseguiu fechar contrato com um grande cliente para utilizar o E-xpert em avaliações de corrida em pista olímpica. “Passamos o ano de 2016 inteiro conversando com clientes, então já tínhamos algumas metas de contratação até o início do ano. E foi isso que aconteceu”, conta João Macêdo. Após finalizar a participação em AWC, a dupla realizou mais ajustes no dispositivo para que ele estivesse pronto para uso no mercado. A previsão é que, ao final do primeiro semestre, o primeiro cliente já esteja com o produto em operação.

Mas a meta da equipe vai além: até o final de 2018, a expectativa é que o E-xpert esteja sendo utilizado em todo o país, seja por um ou mais clientes. “Este cliente gostaria de ter exclusividade de uso do produto, então tem a possibilidade de ele ser o único cliente para aplicá-lo em todo o Brasil”, explica o sócio da E-sporte. Mesmo se esse cenário acontecer de fato, a equipe já estuda utilizar a tecnologia do E-xpert para outras finalidades, como para rastreamento de frotas e de pessoas e para acompanhamento de cargas. “Estamos nos preparando para encontrar novas aplicações e conseguir clientes dessas áreas.”

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Escritório da E-sporte Soluções Esportivas, localizado na Multincubadora da UnB.

A startup ainda conta com outros produtos em seu portfólio voltados a esporte e saúde e faz projetos sob demanda para clientes de diversos setores. “A gente fica no papel de indústria, que realiza a produção, e o cliente fica responsável pela comercialização. Para nós, isso é muito bom, estamos sempre criando coisas novas”, afirma João Macêdo. O próximo lançamento oficial da empresa é o E-lastic, voltado para clinicas de fisioterapia, reabilitação e pilates. O equipamento já começou a ser comercializado e consiste em um dispositivo portátil que é acoplado a elásticos para monitorar a intensidade dos movimentos e o desempenho do usuário.

Com diversos projetos e planos a todo vapor, a meta da E-sporte de alcançar um faturamento de R$ 500 mil até o final do ano já está próxima de ser atingida. “Queremos aumentar esse faturamento em quatro vezes para o próximo ano, chegando a R$ 2 milhões”, revela João Macêdo. O engenheiro compartilhou sua experiência como empreendedor no terceiro dia do Workshop Online I de AWC 2017. Ele explicou como o protótipo do E-xpert foi decisivo na conquista do primeiro cliente e aconselhou os estudantes a aproveitarem ao máximo o apoio oferecido por AWC. “As decisões que a gente toma no dia a dia são muito baseadas no que a gente aprendeu em AWC”, diz. Confira a palestra na íntegra no vídeo abaixo.

 

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