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Tag: deck de slides

27
jun

3ª formação de AWC foca em pivotagem e mercado

Na tarde de 27 de junho aconteceu a 3ª formação sobre a abordagem de Academic Working Capital para professores de Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) de São Paulo. O encontro foi realizado no Centro de Formação do Centro Paula Souza, parceiro do Instituto TIM nesta iniciativa, e contou com a participação de professores da Etec Aristóteles Ferreira, de Santos; da Etec Bento Quirino, de Campinas; das Etecs Getúlio Vargas e Jorge Street, de São Paulo; da Etec Júlio de Mesquita, de Santo André; e da Etec Rosa Perrone Scavone, de Itatiba.

Saiba como foi a primeira e a segunda formação de AWC para professores de Etecs

O tema principal da 3ª formação foi novamente o modelo de negócios que os professores desenvolvem desde o primeiro encontro – assim como seus alunos (além dos 25 grupos de universidades, participam de AWC 2017 7 grupos de Etecs), os educadores foram convidados a criar uma solução capaz de se tornar um produto inovador e vendável. Em um primeiro momento, os coordenadores de AWC Marcos Barretto e Diogo Dutra falaram sobre os bastidores de AWC, o estágio atual do programa e mostraram exemplos de frases e feedbacks dos alunos para mostrar seus avanços.

“O que eu noto neles é o amadurecimento”, afirmou Regina Kawakami, professora da Etec Bento Quirino, se referindo ao projeto Sistema de Segurança em Carros. “Eles têm batido bastante a cabeça. Dá aqueles vieses de desânimo, mas aí depois eles dão uma estimulada”, completou. “Eles estão empolgados. Você vê a mudança no perfil, eles entenderem que o processo é muito maior e sair correr atrás”, acrescenta Adriana Nakatani, professora da Etec Júlio Mesquita e uma das orientadoras do projeto Touring Baby.

Os professores comentaram que as formações trazem novas perspectivas e que todos avançam e aprendem juntos. “Não tem porque não pôr junto aluno de Etec e do 5º ano de Engenharia. A gente bate e eles respondem”, brincou Marcos Barretto. Todos os grupos fizeram mais de 60 entrevistas e, do total de 32 equipes, 27 estão indo para a fase de teste da solução – as outras continuarão fazendo entrevistas para definir o problema que sua solução vai resolver (fase de teste do problema).

No segundo momento, os grupos de professores mostraram os decks de slides que montaram para suas soluções e receberam feedbacks de Marcos, Diogo e de Raul Javales, formador de AWC e professor de Economia de Fundação Getulio Vargas. Os grupos falaram de seus produtos, das entrevistas que realizaram, das personas que criaram e discutiram cases de sucesso. Essa atividade – conhecida como flipped classroom (sala de aula invertida) – é muito frequente nos workshops de AWC e serviu para que os professores entendessem melhor o processo pelo qual seus alunos estão passando.

A formação continuou com uma palestra de Diogo sobre “como pensar mercado em startup?”, que explorou conceitos como beachhead market e mapa de stakeholders e ferramentas que podem ser usadas para entender o mercado. Depois, Diogo e Marcos falaram sobre a decisão de manter ou pivotar (go/no go), momento em que o empreendedor decide se vai insistir na ideia ou mudar de direção. “A nossa cultura tem um lado de esconder as falhas ou de ir até o final fingindo que não viu aquilo. Por isso que o no go é muito valorizado”, afirmou Diogo.

O dia foi encerrado com uma explicação sobre os próximos passos do programa e da formação. O próximo e último encontro acontece em 06 de julho, também no Centro Paula Souza.

 

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19
jan

Apresentações dos projetos encerram Workshop I

O dia 19 de janeiro foi o último dia do Workshop I do programa Academic Working Capital – ao mesmo tempo, foi apenas o início de um intenso trabalho que os participantes realizarão em 2017. Na primeira atividade do dia, os grupos foram divididos em duas salas de aula do prédio da Engenharia Mecânica e Naval da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) para fazer uma apresentação de seus projetos, usando como base o deck de slides construído ao longo do workshop. Os estudantes explicaram suas propostas de valor, segmentos e personas de clientes, jornadas do usuário e o que aprenderam durante esse processo inicial.

Confira o que aconteceu no primeiro e no segundo dia do Workshop I

A equipe AWC deu orientações para os grupos aprimorarem suas apresentações e projetos e mais dicas para a realização das entrevistas, explicando como elas podem ser aproveitadas para solucionar as suposições e dúvidas da matriz CSD. Em seguida, os grupos fizeram as últimas entrevistas agendadas durante o workshop (pessoalmente, via Skype ou por telefone) e iniciaram contato com outros potenciais clientes e parceiros. O objetivo é que nos próximos três meses eles consigam realizar 100 entrevistas. Ao retornar, os estudantes puderam atualizar seus decks de slides conforme o feedback da equipe e o resultado das entrevistas.

Miguel Chaves, sócio da consultoria em inovação e design CAOS Focado, conversou com os participantes para retomar as principais ferramentas apresentadas durante o workshop: Value Proposition Canvas, matriz CSD, personas e jornada do usuário. Por meio de um esquema desenhado na lousa, ele mostrou como uma ferramenta está conectada a outra e que o funcionamento delas é um ciclo. “Essa é a maneira de fluxo que vocês vão trabalhar o ano todo. Isso é método científico. Vocês vão trabalhando, pesquisando, entrevistando, avaliando até saber se o que vocês têm é uma certeza”, disse.

O engenheiro mecatrônico e coordenador de AWC Diogo Dutra lembrou lições importantes aprendidas no workshop e explicou como será o fluxo de trabalho e as expectativas para os grupos nos próximos meses. “O mais importante nesse processo são as entrevistas. Não tomem decisões bruscas baseadas em uma entrevista só”, aconselhou. Até o primeiro Workshop Online, em 29 de abril, os estudantes continuarão as entrevistas e a atualização do deck de slides e participarão de reuniões de acompanhamento com a equipe de AWC. “Quem vai virar expert no cliente e na proposta de valor são vocês. Nós vamos assegurar que vocês estão falando com as pessoas certas, tomando as decisões certas e evoluindo nesse ciclo de aprendizado”, acrescentou Diogo.

Depois que Miguel explicou o funcionamento do suporte financeiro oferecido pelo programa, cada grupo teve 10 minutos para fazer uma nova apresentação de seu deck de slides atualizado. Diogo, Miguel, Marcos Barretto, coordenador acadêmico de AWC, e os membros da equipe do programa Artur Vilas Boas e André Dib se revezaram para comentar as apresentações.

No final, os estudantes compartilharam suas impressões sobre o Workshop I. “Vocês instigaram a gente, fizeram a gente pensar não só na tecnologia, mas em como vamos impactar a vida das pessoas”, comentou Rafael Cabral Pinto, estudante de Engenharia Mecatrônica do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG). Gabriel Ribeiro Reis, aluno de Engenharia Mecatrônica da USP, destacou como positivo o fato de que os membros da equipe de AWC têm expertises em áreas distintas (engenharia, administração e comunicação), o que contribui para o desenvolvimento de diferentes aspectos do projeto.

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13
dez

Começa o Workshop III de AWC 2016

O último workshop presencial do programa Academic Working Capital em 2016 teve início no dia 12 de dezembro. Treze grupos se reuniram com a equipe de AWC no prédio da Engenharia Mecânica e Naval da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) para um dia de palestras e atividades. O objetivo do Workshop III é que os grupos se preparem para apresentar seus projetos na Feira de Investimentos, que acontece em 14 de dezembro.

Acompanhe a cobertura do Workshop e da Feira de Investimentos pelo Twitter

A abertura do evento foi realizada pelo professor da USP Marcos Barretto, coordenador acadêmico de AWC, e pelo engenheiro mecatrônico Diogo Dutra, coordenador de conteúdo do programa. Eles deram as boas-vindas aos estudantes, relembraram o que aconteceu durante o ano e explicaram o foco do terceiro workshop. “Essa é a nossa grande conversa nos próximos dias: o que vamos fazer amanhã, depois que terminar AWC? Vamos finalizar esses dois dias preparados para a Feira de Investimentos e com um plano de ação estruturado para os próximos seis meses”, orientou Diogo.

As duas palestras do dia mostraram pontos de vista diferentes – porém, complementares – sobre o pitch, a apresentação que todos os grupos terão a oportunidade de realizar em seus estandes para os visitantes da Feira e que cinco grupos farão a uma banca de investidores no evento. José Marques, consultor da Escola de Negócios Sebrae-SP Alencar Burti, falou o que é necessário para elaborar um pitch “quase” perfeito. “Pitch é treino, cada momento é uma forma de você melhorar. Não existe perfeição, existe melhora contínua”, afirmou. Marques apresentou as cinco perguntas básicas que devem ser respondidas em todo pitch e ressaltou que cada contexto e público exige uma apresentação diferente. No final, dois participantes se arriscaram a fazer um “elevator pitch”, em que apresentaram seus projetos em 30 segundos.

No período da tarde, Marcos e Diogo disseram que o pitch é importante, mas que muitas vezes é supervalorizado. “A maioria das pessoas acha que vender é fazer o pitch, mas não é isso. Empreender é uma constante busca. Não é só falar, tem que ouvir muito para chegar à solução ideal”, declarou Diogo. Para os coordenadores, o pitch deve ser desenvolvido como uma narrativa que busca o envolvimento do ouvinte. “Quando a gente constrói uma narrativa, precisa primeiro saber para quem estamos construindo essa narrativa. O resto vem depois”, explicou Marcos. Eles mostraram como exemplo o pitch elaborado pelo grupo que criou uma seletora de mudas de eucalipto (atualmente, a empresa MVisia) e apresentado na Feira de Investimentos de AWC 2015 e no Prêmio Santander Universidades 2015.

Os grupos também se reuniram em uma das salas de aula do prédio ao longo do dia para revisar suas planilhas financeiras e decks de slides (documento que descreve detalhadamente os problemas que envolvem o projeto e qual é a solução apresentada) junto com os monitores e coordenadores de AWC. Essas ferramentas são a base para que os grupos construam os pitch decks que irão apresentar na Feira, e que começaram a desenvolver já no final do primeiro dia.

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