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Tag: Dear Grand

13
jul

Liderança feminina inspira crescimento nos negócios

Existem mais mulheres na liderança de empresas. No levantamento do Cadastro Nacional de Pessoas Físicas (CNPJ), feito pelo IBGE, entre os anos de 2014 e 2016, o número de empresas lideradas por mulheres é de 86,1% frente a 80,2% de empreendimentos liderados por homens. De acordo com a publicação da agência de notícias do IBGE, as mulheres são as que mais buscam formalizar seus empreendimentos. No universo das startups o percentual de mulheres entre os fundadores é de 17%, de acordo com a Radiografia do Ecossitema Brasileiro das Startups, pesquisa realizada em 2017, pela Associação Brasileira de Starups, em parceria com a Accenture.

Academic Working Capital contribui para o aumento dessas lideranças. Em suas duas últimas edições, o percentual de projetos femininos no programa se manteve em 20%. Dezesseis startups foram constituídas sendo que 4 delas são lideradas ou possuem mulheres entre os fundadores.

Na edição de 2016, Camila Tavares liderou a criação da Turnit, uma ferramenta de monitoramento de pacientes acamados e que nesse momento está buscando investimento para adequar a solução as normas da Anvisa. Em 2017, Caroline Lobato criou um dispositivo wearable de geolocalização para pacientes com Alzheimer, o Dear Grand, que está em fase de evolução dos componentes internos. No mesmo ano, a Totmi, solução para controle de acesso em edifícios, foi fundada pelas estudantes Danielle Cohen e Luisa Paiva. E Fernanda Vilela, co-fundadora do Rodiebot, solução para controle a distância de amplificadores de guitarra, atua como desenvolvedora de software na startup de Brasília.

Caroline Lobato e o primeiro protótipo do Dear Grand, em 2017

Caroline Lobato e o primeiro protótipo do Dear Grand, em 2017

Fernanda Vilela apresenta o Rodiebot na Feira de Investimentos, em 2017

Fernanda Vilela apresenta o Rodiebot na Feira de Investimentos, em 2017

O potencial tecnológico da diversidade

Karina Piva, fundadora da Ela Líder, consultoria de liderança feminina e parceira de AWC, acredita que ainda há muito a ser feito. “No ambiente de startups ainda não há uma mudança relevante. Em eventos direcionados, por exemplo, há somente a preocupação em curto prazo, em conseguir investimento e fechar contratos. Ter mulheres nas lideranças ainda não é considerado algo que colabore com o sucesso”. Em contrapartida, grandes empresas já estão colhendo os benefícios por terem prestado atenção a esse fato. Karina cita um estudo da Catalyst sobre o desempenho das corporações internacionais com mulheres exercendo cargos de liderança. “Empresas como Microsoft e HP já equilibram seus cargos de lideranças com mulheres e estão tendo retorno em crescimento e inovação. Esse crescimento é potencializado não apenas por questão de gênero, mas pela diversidade”, completa.

Entre as startups é esperada maior reflexão sobre o assunto. As participantes de AWC também atribuem diferenças ao acesso à tecnologia. Camila afirma não ser comum encontrar mulheres na liderança de empresas de tecnologia. “Durante o tempo que tenho tido contato com o mundo empreendedor, sempre vejo número considerável de mulheres, mas não em empreendimentos tecnológicos”. Fernanda acredita que isso vem se transformando. “A tecnologia inevitavelmente tem tido uma penetração maior em várias áreas da sociedade, o que faz com que a familiarização e o ensino de tecnologia cresça de um modo geral. Algo que era mais específico em um setor da sociedade, no qual predominava-se homens, passou a permear o cotidiano das pessoas e também gerou um aumento de mulheres ligadas à tecnologia”.

Danielle Cohen concorda que o cenário está mudando, mas ainda precisa de incentivo: “Embora ainda exista um certo preconceito, vejo muitos programas que incentivam mulheres na tecnologia e na programação. Eu já fui mentora do ngGirls, uma iniciativa que ensina mulheres a programar, por exemplo. Essa diferença está justamente na mentalidade das pessoas, hoje em dia as mulheres não querem mais ser só donas de casa, mas querem trabalhar e fazer a diferença. Pelo menos no meu meio, não vejo ninguém querendo ser dona de casa”.

 

 

25
out

Dear Grand desenvolve solução para famílias de pessoas com Alzheimer

Estima-se que cerca de 1,2 milhão de brasileiros sejam portadores de Alzheimer – a maioria deles idosos. Existem diversos tratamentos, atividades e até aplicativos criados para melhorar a qualidade de vida das pessoas que sofrem com essa doença, que ainda não tem cura. Neste ano, um dos grupos de Academic Working Capital está desenvolvendo uma solução voltada para um público que poucas iniciativas contemplam: os cuidadores dos portadores de Alzheimer.

O Dear Grand consiste em um dispositivo conectado a um aplicativo que transmite informações como a localização do paciente, a frequência cardíaca, a agitação e a qualidade do sono, facilitando o monitoramento e o cuidado por parte dos familiares. “Hoje não tem nada no Brasil que seja voltado para o familiar, que muitas vezes sofre com estresse e abre mão de sua vida para cuidar do paciente”, afirma Caroline Lobato Vilhena, estudante de Engenharia Biomédica da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e criadora do Dear Grand junto com o colega Pablo Assis Borges.

Inicialmente, o produto contemplará apenas mulheres, já que o dispositivo será acoplado ao sutiã da paciente. Posteriormente, a dupla fará testes para saber qual a melhor forma de acoplar o dispositivo em homens. O primeiro early adopter já foi conquistado: uma moradora de Uberlândia-MG se colocou à disposição para adquirir e testar a versão beta (que deve ser finalizada em novembro) com sua mãe, diagnosticada recentemente com a doença.

Além dos familiares dos pacientes, o grupo está apresentando o projeto a diversos profissionais da área de saúde para fechar parcerias. “É muito mais fácil entrar no mercado por meio de indicação”, explica a estudante. Caroline teve um espaço para falar sobre o Dear Grand em um circuito de palestras sobre Alzheimer realizado em Uberlândia no final de setembro, atraindo o interesse de muitos profissionais. Ela também irá apresentar a solução no X Simpósio de Engenharia Biomédica da UFU, que ocorre entre 23 e 26 de outubro.

Nesta etapa final de AWC 2017, a dupla está construindo o protótipo de função crítica e definindo o modelo de negócios e a precificação. Caroline sempre quis ter uma startup, mas nunca teve contato com noções de empreendedorismo na universidade. “Mesmo se o nosso negócio não der certo, vou encontrar outro problema a ser resolvido e já sei que caminho preciso seguir.”

 

 

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