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21
nov

Foco e sucesso do cliente são prioridades para Centrics

Participar do programa Academic Working Capital, como um dos grupos selecionados e já ter três clientes pagantes conquistados, antes do final de 2018, é o que estão vivendo os colegas Matheus Ambrosi e Vinicius Roberto Dall’Agnol, da equipe Centrics. Os estudantes estão na reta final do curso de engenharia de controle e automação na Universidade Federal de Santa Catarina, e vendendo seus serviços na cidade onde moram, Florianópolis.

Centrics é um SaaS, sigla em inglês par a software as a service, que significa software como um serviço, ou seja, uma aplicação online que pode ser usada no computador. O software nasceu para ser um gerenciador da jornada dos clientes das empresas, garantindo que eles estão atingindo os resultados esperados e que tenham um relacionamento de longo prazo e, com isso, mais rentável.

Na prática, a Centrics permite que as empresas definam os objetivos de seus clientes e construam uma série de etapas, atividades e indicadores para atingi-los. Assim, o time de relacionamento possui um único lugar para executar e gerenciar suas atividades, dando transparência as empresas sobre os riscos de cancelamento e oportunidades de negócio.

O foco é conquistar empresas que oferecem serviços B2B que priorizam o relacionamento para entrega de resultados de negócios. E, eles chegaram a esse segmento durante o processo de descobrimento de quem seriam seus usuários. Eles entrevistaram players de diversos segmentos e perceberam que os negócios que prestam serviços recorrentes eram os que mais sofriam com a saída de seus clientes.

A ideia de empreender já era algo antigo para Matheus e Vinicius, os dois sempre tiveram esse sonho e participaram de outros programas que só acentuaram essa vontade. “Eu fazia estágio na área de análise de negócios e fui cada vez mais me envolvendo com empreendedorismo. Logo depois fui morar no Egito e trabalhei numa das maiores aceleradoras do país, a partir dali sabia que era isso que gostaria de fazer quando voltasse ao Brasil”, falou Matheus sobre a vontade de ter sua própria startup.

Além de participar da edição de 2018 do AWC, a Centrics também participa do programa de inovação aberta Linklab, que oferece oportunidades para as startups conhecerem grandes empresas para conseguirem conectar suas dores e demandas do mercado. A aceleradora também fornece posições de trabalho no coworking Acate, em Florianópolis, atual endereço da startup. E por meio desse contato a equipe conheceu seu primeiro cliente: uma imobiliária que precisava melhorar seus números de retenção de clientes e queria aprimorar o relacionamento com eles.

Agora Matheus e Vinícius querem conquistar mais clientes e apresentar 5 contratos fechados na Feira de investimentos do AWC. Além disso, o foco está em finalizar os detalhes para que tenham propostas comerciais mais bem elaboradas para oferecer. “A gente quer ter 5 clientes até o fim do ano, e também estar prontos para propor para outras empresas um plano comercial fechado”, comenta Vinícius sobre os planos para dezembro de 2018.

 

 

23
jul

Interação online dá início ao teste da solução

Continuar investindo na solução atual ou recomeçar do zero? E, a partir dessa decisão, iniciar o teste da proposta de valor ou voltar para a fase de entrevistas. Essa foi a ideia que orientou as atividades da Interação Online I – Deep Into Insight, realizada neste sábado, 21/07, uma espécie de workshop reduzido que reuniu os grupos participantes de Academic Working Capital 2018. O evento marcou a mudança de fase, do teste do problema para o teste da solução ou proposta de valor: a partir de agora, as equipes começam a validar no mercado os protótipos de seus produtos.

A primeira parte do dia foi dedicada à tomada de decisão sobre continuar na solução atual ou reiniciar o ciclo de entrevistas (no jargão do empreendedorismo, pivotar). “Hoje a palavra proibida é ‘eu acho’”, brincou o professor da Universidade de São Paulo e coordenador acadêmico de AWC, Marcos Barretto. “Vocês foram a campo, entrevistaram seus usuários e agora é hora de defender, com fatos e dados, a decisão de manter ou pivotar”, explicou o coordenador de conteúdo Diogo Dutra. Nas salas online, cada equipe apresentou os motivos para a decisão, com estimativas de custos e retorno, dados do mercado e informações sobre o estágio atual da solução.
Para os que decidiram se manter no caminho atual, a fase seguinte é a validação por meio de experimentos – a criação do Minimum Viable Product (MVP) e os testes de hipótese. Na primeira palestra do dia, o coach Artur Vilas Boas lembrou da bolha pontocom para argumentar que arrogância custa caro, e mostrar a importância de primeiro descobrir o cliente, depois validar a solução, desenvolvê-la e só então partir para uma estrutura de empresa. O experimento de aprendizado, ou MVP, serve para entender se o mercado vai aderir ao produto com o menor trabalho possível. “O MVP é você dosar esse nível de esforço ou de gasto de recurso para validar a solução”, salientou.

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Com exemplos de startups conhecidas – EasyTaxi, Scipopulis, Village Laundry Service e Lean Survey –, Artur falou de experimentos simples, não muito trabalhosos, que possibilitam a validação de hipóteses. “Essa mentalidade de experimentos está por trás de muitos empreendedores de alto impacto.” A tarefa dos grupos, após a palestra, era pensar em cinco experimentos mínimos que pudessem ser feitos em 24h para validar a aderência do mercado.
A segunda palestra ficou a cargo de Diogo, que mostrou as ferramentas e rotinas que guiarão os grupos na próxima fase. “Vocês têm que conseguir, no final desse ciclo de experimentos, early adopters, o cara que tope testar, gastar energia usando a plataforma, te dando feedback, e primeiros clientes dispostos a pagar”, afirmou. Por meio de exemplos de edições anteriores de AWC – Road Labs, E-sporte e Mvisia –, Diogo apresentou os conceitos do protótipo de guardanapo (muito simples, pode ser só uma apresentação), de baixa fidelidade (com alguma tecnologia, mas de elaboração rápida) e de função crítica (operacional, com design e todas as funcionalidades mínimas).
Para finalizar, o engenheiro Pedro Fornari, da startup Road Labs, de AWC 2017, que fornece soluções de tecnologia e gestão aplicadas à conservação de rodovias, falou sobre sua experiência no programa. Ele explicou que a equipe continua fazendo entrevistas para descobrir novas demandas e que têm visitado os clientes com frequência para identificar oportunidades. Também comentou sobre a primeira venda, que eles conseguiram com um protótipo de guardanapo. “Foi muito no susto. A gente foi lá para fazer uma entrevista e os caras disseram ‘quando é que tu consegue me entregar isso?’ A gente voltou pra casa e falou ‘acho que fechou uma venda ali, nós vamos ter que entregar alguma coisa agora’”, brincou.

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O próximo encontro que reunirá todos os grupos será o Workshop II, presencial, nos dias 15 e 16/09, com foco em prototipagem. Até lá, as equipes deverão ter realizado dez experimentos de guardanapo e outros dez experimentos de baixa fidelidade.

27
nov

Fusion e NanoTropic: aprendizados na Feira de Investimentos 2016

A Feira de Investimentos é o evento final de Academic Working Capital – ao mesmo tempo, é o passo inicial para que os grupos entrem de vez no mercado. Os estudantes apresentam seus projetos em estandes, e os cinco grupos que se destacaram no ano fazem um pitch a uma banca de especialistas convidados. Para as startups Fusion e NanoTropic, participantes de AWC 2016, essa é uma experiência que traz muitos aprendizados.

Inscreva-se gratuitamente para participar da Feira de Investimentos AWC 2017

Leandro Rodrigues e Pedro Morais, da Fusion, contam que prepararam uma apresentação formal de três minutos para os visitantes de seu estande – mas a dupla de Divinópolis-MG foi surpreendida no evento. “Foi um bate-papo, as pessoas interrompiam para fazer perguntas. Foi muito melhor do que se tivéssemos falado por três minutos sem ter feedback”, relembra Pedro. “Mostra que houve interesse do pessoal, não foi algo robotizado. Nos sentimos mais preparados e empolgados ainda”, acrescenta Leandro.

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A maturidade que o grupo adquiriu com a Feira foi o que Gustavo Suckow, do NanoTropic (Curitiba-PR), considera um dos maiores aprendizados. “Foi a primeira interação desse tipo que tivemos e foi muito boa”, diz. “Vimos que era isso que queríamos fazer.” Por meio dos feedbacks recebidos, Gustavo e seus colegas Leonardo Kalinowski e Yuri Matos perceberam o que teriam que aprimorar no projeto para atrair mais investimentos.

As duas startups foram escolhidas para apresentar um pitch no evento. Gustavo comenta que essa oportunidade contribuiu bastante para que o NanoTropic melhorasse seu pitch. “Estamos bem mais profissionais”, afirma. Quando Leandro e Pedro souberam que eram um dos grupos selecionados durante o Workshop III, voltaram para o hotel e ensaiaram a apresentação por mais de 2 horas. “Tinha pessoas no programa de aceleração que participamos [FIEMG Lab] que nunca tiveram essa experiência na prática. O que a gente aprendeu lá não tem preço”, diz Leandro.

Para os grupos de 2017, Leandro e Pedro recomendam aproveitar a Feira para fazer o máximo de contatos possível. “Às vezes ficávamos com vergonha de chamar algumas pessoas para conversar, mas não tem que ter medo. Tem que chamar e pedir feedback”, aconselha Pedro. Fazer o pitch de uma forma clara, pontuando bem o problema a ser resolvido e a solução proposta, é a dica de Gustavo para os grupos que forem selecionados para se apresentar. “Os números do mercado e outros detalhes são importantes, mas tem que mostrar que a solução é boa, inovadora e que o mercado vai comprar.”

Neste ano, a Feira de Investimentos acontece no dia 13 de dezembro, a partir das 10h, no Parque Tecnológico do Estado de São Paulo (São Paulo-SP). Participe!

 

 

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21
nov

RT AirQual: plataforma de qualidade do ar é testada em pontos de Londrina

Cinco assessorias esportivas e grupos de corrida de Londrina-PR estão testando o protótipo do RT AirQual, uma plataforma que monitora a qualidade do ar desenvolvida em Academic Working Capital 2017. Além disso, uma empresa que organiza provas de corrida também está utilizando a solução em algumas de suas provas. Os feedbacks serão coletados pelo estudante de Engenharia Ambiental na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) Bruno Machado e pelo aluno de Engenharia Civil no Centro Universitário Filadélfia (UniFil) Rhuan Reis para aprimorar a solução e poder lançá-la no mercado.

A ideia inicial era que o produto fosse voltado a qualquer pessoa interessada em consultar as condições do ar. “Iniciando AWC, surgiu o questionamento de quem realmente necessitaria dessa solução ou quem futuramente pagaria por ela”, conta Bruno. Durante o processo de entrevistas, a dupla focou em cinco segmentos, e um deles se destacou como público-alvo: o esportivo. “A solução busca trazer o monitoramento de variáveis como temperatura, umidade e poluição, que afetam o desempenho do atleta, e indicar os locais urbanos mais adequados para a prática desse exercício, no sentido de trazer mais qualidade para o esporte”, explica Bruno.

Dentro desse segmento, o grupo está concentrando os contatos em assessorias esportivas e grupos de corrida de rua, que podem ser uma ponte para que o produto chegue a uma grande quantidade de atletas. O RT AirQual funciona por meio de um hardware (que coleta os dados), um software (que disponibiliza os dados) e pontos de monitoramento espalhados pela cidade. Até o momento, os estudantes implementaram sensores em quatro pontos de Londrina que costumam receber treinos e provas de corrida de rua. Para isso, eles fizeram parcerias com estabelecimentos locais, pois o equipamento demanda energia elétrica e internet sem fio.

Duas das assessorias já realizaram testes com o protótipo de baixa fidelidade, e o grupo conseguiu validar hipóteses e estabelecer um tempo médio de amostragem de dados. Os feedbacks sobre o novo protótipo devem começar a ser coletados em novembro – desta vez, os clientes irão pagar para utilizar o equipamento.

Bruno menciona que um dos aprendizados que teve em AWC foi em não pensar em escalabilidade logo no início: eles estão focando nesses primeiros early adopters para aprimorar a solução e, só depois, pensar em expandir. Para Rhuan, o método do empreendedorismo científico utilizado no programa traz um desafio e, ao mesmo tempo, uma segurança. “À medida que a gente dá cada passo aqui, a gente vê que está chegando mais perto de uma solução ideal.”

 

 

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01
nov

Solução do grupo Detec tem testes garantidos com dois parceiros

O grupo Detec conquistou um early adopter e um parceiro para realizar testes de sua solução: um sistema de monitoramento de vazamento de amônia em indústrias de refrigeração. Os alunos de Engenharia Mecatrônica no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG) Rafael Pinto, Alan Sousa e Emmanuel Fernandes estão desenvolvendo o produto na edição deste ano de Academic Working Capital e pretendem fazer a primeira entrega nos próximos meses.

Assim como o grupo Horus, o trio conheceu AWC por meio de dois colegas do CEFET-MG que participaram em 2016 com a startup Fusion. Eles ainda não tinham um projeto para desenvolver como TCC, e começaram a discutir ideias já pensando em participar do programa. A partir de experiências em seu trabalho, Emannuel sugeriu criar um sistema que monitorasse o vazamento de amônia. Por ser um gás tóxico e corrosivo, porém muito utilizado na indústria, a detecção de vazamento é obrigatória por lei. O diferencial do Detec é que, enquanto as soluções dos concorrentes detectam outros gases junto com a amônia, o sistema do grupo de Divinópolis-MG capta somente a amônia, evitando alertas falsos de vazamento.

Composto por sensores, software e um sistema de alarme visual e sonoro, o sistema tem o objetivo de dar um tempo de resposta mais rápido para os colaboradores da empresa reagirem ao vazamento e para a manutenção. “Tem a possibilidade de eles realizarem um plano de evacuação em caso de vazamento, evitando, assim, qualquer tipo de acidente com intoxicação dos colaboradores ou problemas ambientais”, explica Rafael.

Por enquanto, os testes do primeiro protótipo foram realizados apenas no CEFET-MG. Mas isso deve mudar nos próximos meses: um frigorífico mineiro voltado a exportação de carnes se interessou pela solução e colocou o espaço à disposição para testes, além de solicitar 13 dispositivos. Uma grande rede de supermercados também disponibilizou a sala de máquinas do centro de distribuição de alimentos para testes do equipamento. “A gente tem a possibilidade de conviver na parte industrial, ver a realidade do processo, instalar o nosso dispositivo e fazer o monitoramento em alguns meses para verificar uma resposta melhor, que não seja nos laboratórios”, diz Rafael.

O protótipo de função crítica deve ficar pronto para entrega até janeiro de 2018 – os testes serão realizados primeiro com o frigorífico e, depois, com a rede de supermercados. Os estudantes ainda contam com o auxílio de profissionais da área que estão os ajudando com questões como compra dos componentes e dicas para importação. “Conhecemos muitas pessoas nas entrevistas [realizadas em AWC] que se dispuseram a ajudar com as dúvidas mais práticas”, conta Rafael. Até o final do ano, o grupo também pretende abrir uma empresa.

 

 

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