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Tag: AWC 2017

21
ago

Participação de mulheres dobra em Academic Working Capital

Já há mais mulheres empreendendo do que homens. Essa foi uma das conclusões da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor 2016, realizada pelo Sebrae e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP). Quase metade dessas novas empreendedoras (com negócios de até 3,5 anos) está concentrada em atividades de serviços domésticos, cabelereiros e beleza, comércio de roupas e cosméticos e serviços de bufê e comida preparada. Mas, aos poucos, elas estão apostando mais em áreas que costumam ser dominadas por homens – e em Academic Working Capital não é diferente.

A porcentagem de mulheres participantes do programa dobrou na edição de 2017 em relação aos outros anos: enquanto em 2015 e 2016 a participação feminina em AWC foi em torno de 10%, neste ano subiu para 20%. Para Sílvia Takey, sócia da startup DEV Tecnologia e membro do Conselho Consultivo de AWC, esse aumento é reflexo de uma tendência que ela vem observando no mundo das startups. “É interessante notar que houve esse aumento sem ter nenhuma ação específica para chamar as mulheres, aconteceu naturalmente”, comenta.

Danielle Cohen, recém-formada em Engenharia de Produção pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), é uma das participantes de AWC 2017 e conta que sempre teve vontade de empreender. Sua primeira experiência foi no 4º semestre da graduação, quando começou a participar do BEPiD – um programa do Laboratório de Engenharia de Software da PUC-Rio em colaboração com a Apple voltado a desenvolvimento de aplicativos e empreendedorismo. Como projeto final do programa, ela criou o Nobi, um sistema para gestão de condomínios residenciais que virou sua primeira startup.

A partir de algumas entrevistas realizadas para criar o Nobi, Danielle percebeu outra oportunidade de negócio: reduzir as filas da recepção de prédios comerciais. Junto com sua colega de curso Luisa Paiva, ela está desenvolvendo em AWC um sistema de atendimento automatizado por meio de totens, o Totmi. O número de mulheres participando do programa a surpreendeu. “Achei que ia ter menos mulheres. Umas são mais técnicas, outras menos, mas todas elas querem botar a mão na massa e aprender”, diz. O que ela considera mais importante em AWC é a colaboração e os feedbacks compartilhados entre os grupos.

Desafios a superar

Sílvia explica que há preconceitos e questões a serem superados para ampliar a quantidade de empreendedoras em tecnologia. Além da tecnologia ainda ser vista por muitos como uma área masculina, há mulheres que têm receio de se dedicar à startup e não ter tempo para a família. “Hoje as funções estão mais divididas entre homens e mulheres, então as mulheres estão arriscando mais”, afirma. Infelizmente, há ainda uma preferência de investidores por negócios liderados por homens. Sílvia menciona uma pesquisa publicada na Harvard Business Review que revela que até as perguntas feitas por investidores são diferentes para cada sexo – para as mulheres, são mais relacionadas ao risco do negócio; para os homens, ao potencial de valor.

“As mulheres se posicionarem e se colocarem de forma mais agressiva e convincente para o investidor pode ajudar a mudar isso. É um desafio maior, mas que está cada vez mais sendo superado com o nosso trabalho”, diz Sílvia. Danielle já sofreu alguns episódios de preconceito por ser uma mulher na área de tecnologia, mas não se deixou abalar. “As mulheres têm que mostrar que são boas tecnicamente, têm que mostrar que podem fazer tanto quanto os homens. Às vezes elas ficam acanhadas de falar na frente deles, mas elas têm que falar sim e mostrar todo o potencial que têm.”

 

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09
ago

Road Labs fecha parceria com concessionária para testar protótipo

O grupo Road Labs – que antes se chamava A Hole Map – ainda está na metade de sua trajetória em Academic Working Capital 2017, mas já conquistou uma grande parceria para seu projeto. Os estudantes de Engenharia Eletrônica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Pedro Fornari, Lucas Pereira e Marcos Hollerweger e o aluno de Relações Internacionais da UFSC João Fornari estão desenvolvendo um sistema composto por sensores e um software que irá mapear automaticamente irregularidades nas pistas de rodovias. E uma das concessionárias contatadas pelo grupo se interessou em testar o protótipo da solução.

A empresa, localizada na região Sul, fechou um contrato de parceria para cobrir os custos do grupo de Florianópolis-SC com a construção do primeiro protótipo e colocá-lo em teste. Em contrapartida, o Road Labs irá personalizar o produto de acordo com as necessidades da concessionária e oferecer um desconto na compra, quando estiver finalizado. Atualmente, o procedimento para monitorar irregularidades nas pistas é feito manualmente: funcionários das concessionárias dirigem pelas rodovias e, ao avistarem alguma irregularidade, têm que parar o carro no acostamento e preencher as informações em uma prancheta.

O primeiro protótipo do Road Labs consiste em um botão acoplado no painel do veículo – dessa forma, os funcionários não precisam parar o carro para fazer anotações, basta apertar o botão que a localização é registrada em um sistema que gera uma tabela com todas as irregularidades referenciadas. O mercado de concessionárias foi escolhido como público-alvo por elas terem a necessidade por lei de identificar e resolver irregularidades nas pistas, sob risco de multa. “Essa é a proposta de solução que foi encontrada graças à metodologia científica que a gente seguiu dentro do programa para poder já entrar no mercado. É o nosso beachhead market”, conta Pedro.

A primeira visita de instalação ocorrerá no dia 21 de agosto. Depois, quinzenalmente, o grupo fará visitas à concessionária para coletar feedbacks e realizar ajustes no produto. “Nosso estágio agora é resolver essa primeira dor para poder, a partir disso, voltar para a ideia inicial do projeto”, explica João. Até o final do ano, os estudantes esperam ter o produto final pronto, com sensores instalados embaixo dos carros para que os funcionários não precisem nem identificar as irregularidades visualmente: os sensores as detectarão automaticamente ao passar pela pista. A expectativa é também finalizar neste ano o desenvolvimento do software que faz a gestão desses dados para gerar relatórios.

Inicialmente, a proposta do grupo era voltada para órgãos públicos mapearem irregularidades nas ruas, mas ela foi modificada durante o trabalho em AWC. “Foi nas concessionárias que a gente conseguiu achar esse mercado mais urgente”, diz Lucas. Os estudantes entrevistaram representantes das 57 concessionárias operantes no Brasil e fizeram uma visita técnica na empresa que fechou a parceria, o que os ajudou muito no aprimoramento da solução. “AWC mudou, principalmente, nossa forma de pensar em cliente e desenvolvimento. A gente nunca chegou a desenvolver alguma coisa pensando no cliente. Ter um contato, uma conversa antecipada, muda muita coisa no que você pretende desenvolver”, acrescenta Pedro.

 

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31
jul

Equipe de AWC se reúne para discutir desempenho dos grupos

No dia 28 de julho, a equipe de Academic Working Capital realizou a primeira reunião de avaliação dos projetos após o Workshop II, que aconteceu entre 17 e 19 de julho. Participaram da reunião Diogo Dutra, André Dib, Artur Vilas Boas, Miguel Chaves e Rodrigo Franco. Os coordenadores fizeram uma avaliação bastante positiva do evento, destacando que os grupos foram muito participativos, contribuíram com várias ideias para seus colegas e ficaram ainda mais engajados em seus projetos. Durante a reunião, cada um expôs o andamento dos projetos pelos quais são responsáveis – a equipe realiza monitorias quinzenais com os grupos – e os desafios a serem solucionados.

A cada quinzena, aos sábados, os grupos apresentam os projetos no formato flipped classroom (sala de aula invertida) aos seus respectivos coordenadores, que conferem uma pontuação a eles. Uma vez por mês, a equipe de AWC se reúne para discutir o desempenho dos grupos e organizá-los em uma lista dividida em faixas que vão de A a D – sendo A os grupos com melhor desempenho e D aqueles que precisam dar um gás maior em seus projetos. Os grupos não têm acesso à lista, para que não se crie um clima de competição, mas os coordenadores avisam individualmente em que faixa eles estão e o que eles precisam fazer para evoluir.

Diogo Dutra, coordenador de conteúdo de AWC, explica que o objetivo da avaliação não é a pontuação em si, mas o processo, que contribui tanto para os grupos quanto para a equipe. “Essa comparação é muito boa porque a gente consegue, no final das contas, entender os nossos grupos em relação ao movimento dos outros, e isso acaba balizando as orientações na sequência. Sem o processo de avaliação, a gente não teria como ter essa percepção”, afirma. “Não é para deixar ninguém chateado ou colocar uma nota, a gente até evita muito a nota. Mas é uma noção, principalmente, do que eles têm que fazer para melhorar.”

Os grupos são avaliados em dois eixos: participação e performance. O eixo de performance é mais subjetivo, e depende da avaliação de cada coordenador em relação ao desempenho esperado para os grupos nos diferentes momentos do programa. Já o eixo de participação envolve três critérios: se o grupo está fazendo as entrevistas e experimentos, se está entregando as demandas solicitadas e o entendimento que ele tem de seus clientes.

“AWC não é para falar só de negócios, mas é o quanto em termos de participação e engajamento os grupos estão tendo e o quanto eles estão seguindo as orientações. São as orientações que vão fazer eles aprenderem mais. Então, os grupos que ainda não encontraram o negócio mais genial do mundo, mas que estão colocando uma superenergia, estão acompanhando e vindo, a gente valoriza também e eles sobem nessa classificação”, diz Diogo. Logo no Workshop I, os grupos são informados sobre como funciona o processo de avaliação e que os grupos com melhor desempenho serão convidados a participar de eventos e reuniões de mentoria com especialistas, além de apresentar seus projetos em formato de pitch para investidores e convidados da Feira de Investimentos no final do ano.

Um fato bem interessante é que a coordenação de AWC também está utilizando a metodologia do programa para fazer uma autoavaliação. Na última reunião com o Conselho Consultivo de AWC, os membros do Conselho indicaram pessoas e instituições para Diogo e o coordenador acadêmico do programa, Marcos Barretto, conversarem e pensarem em como o programa pode melhorar e se expandir. “O que a gente está fazendo é indo a campo conversar com as pessoas, fazendo entrevistas para evoluir o nosso próprio modelo”, conta Diogo.

 

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20
jul

Workshop II: investidores conhecem projetos de AWC 2017 em Feira

O último dia do Workshop II de Academic Working Capital 2017, em 19 de julho, iniciou com uma sessão de flipped classroom. Divididos em duas salas de aula do prédio de Engenharia Mecânica e Naval da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), os grupos se reuniram com seus respectivos coordenadores de AWC para apresentar hipóteses sobre suas soluções e os testes e experimentos que pretendem fazer com potenciais clientes e usuários para validá-las. Os coordenadores e colegas também contribuíram com sugestões e feedbacks.

Saiba o que aconteceu no primeiro e no segundo dia do Workshop II

De volta ao auditório, os estudantes assistiram a uma palestra de André Ghion, co-fundador da aceleradora Move2, que mencionou características de um negócio que atraem investidores. “O investidor está, basicamente, atrás de gente que faça, que consiga executar um sonho, uma ideia, um projeto de alguém, que não precisa ser o seu, e transformar em realidade”, disse. Dentre os pontos destacados, estão a inovação, a escalabilidade e a sustentabilidade do negócio. Além disso, uma startup precisa ter a demanda e o modelo de negócio minimamente validados e conquistar os primeiros clientes para ter mais chances com os investidores. “O mais importante é a sustentação da história da sua startup, se ela tem consistência. Toda vez que um investidor olha uma inconsistência, ele dá um passo para trás.”

As próximas horas do dia foram dedicadas ao preparo dos materiais para apresentação dos grupos na Feira Intermediária de Investimentos. Cartazes, protótipos, imagens, vídeos e desenhos dos projetos foram expostos em totens no hall de entrada do prédio de Engenharia Mecânica e Naval. Os grupos puderam apresentar suas soluções a investidores, professores da USP e outros profissionais convidados. Dentre eles, compareceram Roberto Sekiya, subsecretário de Empreendedorismo e da Micro e Pequena Empresa do Estado de São Paulo; Rafaela Herrera, analista de Operações da Startup Farm; Marco De Biasi, sócio-diretor da Latin American Angels Society (LAAS); Marco Poli, investidor-anjo da Anjos do Brasil; e Manoel Horacio, presidente do Instituto TIM.

Confira a cobertura do Workshop II também pelo Twitter

“Eu acompanho AWC desde o ano passado, e a gente está vendo uma evolução e o quão importante é esse programa, porque todo o projeto tem incentivado e até instigado mais os jovens a descobrir soluções inovadoras”, disse o subsecretário. “Eu acho que é um papel muito importante, porque no Brasil a gente tem um gap muito grande ainda entre o que é produzido dentro das universidades e as necessidades do mercado. Então é muito legal ver como a gente já tem projetos que estão tentando fomentar essa ponte e ensinar os alunos desde já a pensar em tecnologias e soluções que ajudem a resolver problemas reais do mercado”, comentou Rafaela.

Após a Feira, os coordenadores de AWC, Marcos Barretto e Diogo Dutra, agradeceram a todos os presentes e explicaram quais serão os próximos passos do programa. Roberto Sekiya e Manoel Horacio também deram depoimentos durante o encerramento. “Vocês estão começando e já têm ideias fabulosas, ideias algumas que eu até falei que em curto prazo são mais difíceis, mas vocês têm uma visão de futuro fabulosa, que a minha geração não teve”, afirmou o presidente do Instituto TIM.

Os grupos continuarão tendo monitorias semanais até dezembro, quando ocorrerá o Workshop III e a Feira de Investimentos. O Workshop Online II será realizado em outubro.

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18
jul

Cerca de 70 alunos participam do Workshop II de AWC 2017

O Workshop II do programa Academic Working Capital em 2017 começou em um auditório cheio no prédio da Engenharia Mecânica e Naval da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Cerca de 70 estudantes dos 28 grupos participantes desta edição compareceram no primeiro dia do encontro, que aconteceu em 17 de julho. Neste ano, participam grupos de sete estados e do Distrito Federal, sendo 22 grupos compostos por universitários e seis, por alunos de Escolas Técnicas Estaduais de São Paulo.

O workshop teve início com as boas-vindas dadas pelo professor da Poli-USP Marcos Barretto e pelo engenheiro mecatrônico Diogo Dutra, coordenadores de AWC. “É muito bom ver o trabalho de vocês e o amadurecimento de vocês até agora”, comentou Diogo. Cada membro da equipe do programa se apresentou aos grupos, que, em sua maioria, participavam pela primeira vez do workshop presencial – os grupos da 2ª chamada iniciaram em AWC em abril, com o Workshop Online I. Diogo mencionou o feedback positivo que o programa recebeu na reunião do Conselho Consultivo de AWC, realizada no início do mês. “O que vocês estão vivendo, o que estamos fazendo com esse programa é algo único no Brasil.”

Após apresentar os números gerais das edições anteriores e da atual de AWC, Diogo parabenizou os grupos pelo trabalho no primeiro semestre, que já resultou em mais de 1,4 mil entrevistas com potenciais clientes e usuários e 62 experimentos de valor realizados. Além disso, dois grupos já têm contratos prestes a serem fechados com um cliente cada. Com a fase de teste de problema já consolidada, o Workshop II deu início à fase de teste de solução. O objetivo é pensar em como o produto será desenvolvido para, após o workshop, fazer o pedido de compra dos materiais necessários e criar um protótipo de função crítica.

Para isso, os grupos vivenciaram as quatro primeiras fases da metodologia Design Sprint, desenvolvida pelo Google Ventures, que reúne profissionais de diversas áreas para analisar a solução e propor melhorias. A equipe de AWC convidou um time de profissionais para contribuir com os grupos nesse processo: o cofundador da startup InfoPrice, Leonardo Monteiro; o fundador da empresa Tegris, Rafael Gonçalves; o professor do Insper Marcelo Hashimoto; o consultor da empresa Nave à Vela Rafael Sanchez; e a designer UX/UI da Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE), Jessica Tarasoff.

Os grupos foram divididos em cinco crews, de acordo com os desafios tecnológicos de seus produtos. Na primeira fase, “Entender”, cada grupo apresentou seu produto para sua crew, e os colegas, junto com a equipe de AWC e os convidados, levantaram dúvidas e pontos críticos do projeto. Na fase “Definir”, os grupos organizaram e escolheram os pontos críticos mais relevantes para discutir com os colegas. Em seguida, na fase “Divergir”, os estudantes pensaram em oito ideias cada para ajudar os grupos de sua crew a solucionar os desafios selecionados. Fora das crews, os grupos elaboraram três estratégias diferentes para resolver os pontos críticos e desenvolver um protótipo. Na fase final, “Decidir”, as crews se reuniram novamente para ajudar os grupos a escolher a estratégia que será adotada.

O Workshop II continua nos dias 18 e 19 de julho – acompanhe a cobertura pelo site e pelo Twitter.

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