Instituto TIM

Tag: AWC 2016

07
abr

NanoTropic inicia em dois programas de aceleração

Quatro meses depois de encerrar a participação na segunda edição de Academic Working Capital, em 2016, o grupo NanoTropic já abriu empresa e está começando dois processos de aceleração. A equipe composta por Leonardo Kalinowski, Yuri Matos e Gustavo Suckow, formados em Engenharia Mecânica pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), desenvolveu um nanoaditivo bactericida que pode ser aplicado em embalagens e outros materiais para torná-los mais resistentes a micro-organismos.

Nos primeiros meses do ano, a equipe curitibana se dedicou a realizar melhorias tecnológicas para tornar o produto e o processo de produção ainda mais eficientes, além de começar a validá-lo com potenciais clientes. “Temos um primeiro cliente de Curitiba que aprovou e quer comprar o produto, inclusive nos mandou sua demanda inicial. Mas ainda não conseguimos produzir para ele, nossa capacidade de produção é pequena”, conta Leonardo. Esse foi mais um incentivo para que eles buscassem ajuda para expandir o negócio. “Quando saímos de AWC, vimos o quão bom é ter alguém nos ajudando, o quanto alavancou a empresa e o projeto”, diz.

A startup se inscreveu em programas de aceleração e foi aprovada em três. Eles escolheram dois deles para participar: ACE Start, da aceleradora ACE, e InovAtiva Brasil, do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e do Sebrae, com execução da Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (CERTI). O programa ACE Start começou no dia 3 de abril com uma semana de palestras e aulas sobre empreendedorismo em São Paulo (SP). Em Curitiba, a equipe receberá mentoria para estabelecer metas e validar o negócio. Se passar desse primeiro estágio, a startup poderá participar do programa ACE Growth, que oferece um investimento de até R$ 150 mil e acesso a outros investidores.

Já o programa InovAtiva Brasil oferece capacitação e mentoria para startups. A equipe já teve duas sessões online com seu mentor, e a próxima será presencial. Ao longo do programa, as startups que mais se destacarem irão apresentar seu projeto a investidores e poderão ser selecionadas para receber recursos e suporte do programa e de parceiros. “Isso dará uma visibilidade grande para nós”, acrescenta Leonardo.

A startup está construindo um plano de negócios mais detalhado e definindo estratégias para apresentar o produto da melhor maneira possível a investidores e clientes. O próximo passo é concluir a primeira venda e estabelecer uma produção viável do produto. “Ainda neste semestre ou no próximo queremos abrir uma fábrica e fechar com os primeiros clientes”, comenta Leonardo.

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Leonardo e Gustavo em uma das atividades do programa ACE Start.

 

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24
nov

Conselho Consultivo AWC se reúne pela primeira vez em SP

Na manhã de 23 de novembro, o Conselho Consultivo do programa Academic Working Capital se reuniu pela primeira vez, em uma sala da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, em São Paulo (SP). A instância, que reúne investidores, empreendedores e grandes nomes do mercado, tem como objetivo avaliar as trajetórias dos grupos de AWC e sugerir caminhos possíveis para o desenvolvimento dos negócios e do programa em si.

Além do presidente do Instituto TIM, Manoel Horacio, e da equipe do programa, participaram da reunião o investidor-anjo e sócio-diretor da Antera Gestão de Recursos André Massa; o fundador da Performa Investimentos e sócio-gerente do Fundo Mútuo de Investimento em Empresas Emergentes Inovadoras Eduardo Grytz; e a empreendedora Silvia Takey, responsável pela administração e gestão de projetos da DEV Tecnologia.

O professor da USP e consultor acadêmico de AWC, Marcos Barretto, abriu a reunião com as boas-vindas aos conselheiros. Depois, Manoel Horacio apresentou o Instituto TIM e suas iniciativas. Ele salientou que, com AWC, o Instituto TIM trabalha com o momento da “ovulação” de projetos que futuramente poderão se tornar startups. “Há uma discrepância entre a universidade e o mercado prático. Essa integração precisa ser feita”, afirmou o presidente do Instituto TIM. “Nossa missão é tentar ajudar o Brasil a se desenvolver.”

Marcos Barretto e o engenheiro mecatrônico Diogo Dutra, consultor de conteúdo de AWC, apresentaram o programa, suas etapas e princípios: os tipos de tecnologias apoiadas, como é feita a seleção das propostas, as ferramentas utilizadas durante o programa. “Nosso objetivo é transformar esse momento da vida do jovem em um momento de decisão de carreira. Prover aquilo que mais lhe falta: visão de dinheiro e orientação”, explicou Marcos.

Após ouvir sobre o programa, os conselheiros deram seus feedbacks. Silvia Takey disse que a parte que mais lhe chama a atenção em AWC é a segmentação entre hard tech (máquinas), meca tech (projetos que unem eletrônica e mecânica) e soft tech (softwares) − os grupos seguem trilhas diferentes de acordo com essa classificação. “Falta trilha hard e meca, que a engenharia exige, em todos os programas. Eu mesma senti falta disso”, contou. “O processo de seleção também é interessante, com foco na qualidade da equipe, na inovação, que é o que realmente precisa.”

André Massa comentou que o programa pode ser um catalisador se conseguir pegar o tempo de desenvolvimento de soft tech, que é de 6 meses a 1 ano, e replicar para outros segmentos. Já Eduardo Grytz sugeriu, entre outros aspectos, a colocação de metas internas. “Você precisa colocar o seu programa como O programa, e as suas ferramentas como AS ferramentas”, salientou. “Qual é o nosso objetivo, quem é o nosso concorrente em termos de programa?”

Após a coleta de feedbacks, Marcos e Diogo apresentaram 10 grupos participantes de AWC 2016. Depois, os conselheiros foram convidados a conversar com os estudantes, compartilhar orientações e dicas. “Todos os projetos com quem eu falei têm altíssimo nível, tem pegada”, afirmou Eduardo Grytz.

Para os estudantes, foi um momento importante de troca. Rodrigo França Soares, do grupo MBrace (seu produto é uma solução automatizada para gestão de homecare, que permite o monitoramento de pacientes, o controle de funcionários e a logística de material) recebeu um bom feedback de Eduardo. “Ele disse que o nosso grupo é o único que está preocupado com o cuidador e não só com o paciente e que vê futuro no negócio”, contou. “Disse para focar nos testes e que vai nos passar o contato de um homecare grande aqui de São Paulo.”

As reuniões do Conselho Consultivo AWC acontecerão duas vezes por ano.

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19
jul

AWC: Workshop II reúne 60 estudantes

Começou em São Paulo (SP), na manhã de 18 de julho, o Workshop II do programa Academic Working Capital em 2016. Cerca de 60 estudantes, dos 26 grupos que participam neste ano, estiveram reunidos para ouvir palestras, participar de dinâmicas e discutir seus modelos de negócio. O Workshop II acontece até 20 de julho no auditório e nas salas do prédio da Engenharia Elétrica na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).

Acompanhe a cobertura do Workshop II pelo Twitter

A programação começou com as boas-vindas do professor da USP Marcos Barretto, coordenador acadêmico de AWC. Depois, o engenheiro mecatrônico Diogo Dutra, coordenador de conteúdo de AWC, recapitulou a estrutura do programa, lembrando que o tema do Workshop I foi a obsessão pelo usuário e a necessidade de realizar experimentos reais. Citando o empreendedor norte-americano Steve Blank e o criador do jogo Pokemon GO, John Hanke, Diogo mostrou que, a partir de agora, os estudantes sairão de um modelo de solução para um modelo de negócio com o objetivo de estimar seu lucro.

No painel “De produto para negócio”, Diogo explicou rapidamente a ferramenta Business Model Canvas. “No final vocês vão olhar receita e custo e pensar: isso dá negócio ou não dá?” Ele contou a história da startup norte-americana Pair Eyewear, que produz óculos customizáveis para crianças. Depois de ir a campo e fazer pesquisas e entrevistas, os empreendedores da Pair Eyewear mudaram totalmente seu modelo de negócio. “Precisa manter esse olhar curioso, esse olhar que não aceita simplesmente a primeira entrevista, que faz testes rigorosos”, salientou.

Após as palestras iniciais, os grupos foram para as salas e trabalharam em seus modelos de negócio; depois, foram divididos em novos clusters, conforme proximidades de tecnologia ou mercado. Esta é a primeira vez que todos os grupos de 2016 se encontram pessoalmente, já que o Workshop I foi realizado online para os grupos da 2ª chamada.

Mais tarde, todos voltaram ao auditório e assistiram à palestra de Rogério Nogueira, CEO da Weka e sócio das startups Colaboradores e Captr. Rogério falou sobre estratégias de marketing e vendas e formas de adquirir e converter clientes. “Como eu vou atrair e qual vai ser a conversão real para essas pessoas? Isso vai estar no plano de negócios. E é importante testar esse plano de negócios”, afirmou. “Vender é algo que se aprende.” Rogério falou das competências que ele considera necessárias para ser um bom vendedor, como disciplina, habilidade de se comunicar, criatividade e capacidade investigativa. No final, os estudantes fizeram perguntas e o empreendedor deu dicas de livros e ferramentas.

O segundo painel do dia foi sobre mercados e modelos de receita. O coordenador de monitores de AWC, Artur Vilas Boas, que também é membro do Núcleo de Empreendedorismo da USP, mostrou exemplos de empresas com possibilidades de receitas diferentes do modelo de venda simples (aluguel ou venda com manutenção, licenciamento/franquias, freemium etc.). “Calcular o tamanho da oportunidade é precificação vezes dimensionamento”, explicou. Artur repassou alguns pontos de atenção para os estudantes refletirem. De volta às salas, os grupos se reuniram para pensar na estratégia de seus modelos de receita.

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02
maio

AWC seleciona 13 novos projetos na 2ª chamada para 2016

Mais 13 projetos foram selecionados na 2ª chamada para a edição de 2016 de Academic Working Capital. Os 34 novos universitários participantes (veja a lista completa) receberão apoio financeiro, técnico e de negócios para que possam transformar seus trabalhos de conclusão de curso (TCC) em um negócio de base tecnológica. Eles se juntam aos outros 15 grupos que já participam do programa desde o início do ano.

Os grupos selecionados na 2ª chamada são formados por estudantes de 13 instituições de Ensino Superior de 10 cidades: Bagé (RS), Campo Largo (PR), Curitiba (PR), Foz do Iguaçu (PR), Joinville (SC), Santo André (SP), São Caetano do Sul (SP), São Carlos (SP), São Paulo (SP) e Uberlândia (MG). Nos dias 7, 14 e 21 de maio, eles participarão de um workshop online que abordará conteúdos do Workshop I, realizado entre 18 e 20 de janeiro na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).

Os estudantes ainda participarão de mais dois workshops presenciais em julho e dezembro, além de apresentar seus projetos na Feira de Investimentos AWC, que acontece no final do ano. Todos os grupos recebem acompanhamento dos monitores de AWC ao longo do ano para a definição dos negócios e a construção dos protótipos.

15
fev

AWC abre 2ª chamada de inscrições para a edição de 2016

Estudantes na fase final da graduação têm mais uma chance de participar da edição de 2016 do programa Academic Working Capital. As inscrições para a 2ª chamada de AWC 2016 foram abertas nesta segunda-feira, 15 de fevereiro. O programa oferece apoio financeiro, técnico e de negócios para que universitários possam transformar seu trabalho de conclusão de curso (TCC) em um negócio de base tecnológica.

A pré-inscrição deve ser feita pelo site do programa. O representante do grupo precisa preencher o formulário disponível na página de inscrições para receber as instruções de como montar sua proposta, que pode ser enviada até 17 de abril. O resultado da seleção será divulgado no dia 25 de abril, e os estudantes participarão de um Workshop online em maio antes de começar o acompanhamento com os monitores de AWC.

Os grupos têm que ser compostos por 2 a 4 integrantes e pelo menos um deles deve estar matriculado na etapa de execução do TCC em um curso da área de Engenharia ou em cursos de graduação ligados à Computação. Serão aceitas inscrições de estudantes de universidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina e do Distrito Federal.

A edição de 2016 de AWC começou com o Workshop I, realizado entre os dias 18 e 20 de janeiro na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Os grupos já estão recebendo orientações dos monitores de AWC para a realização de seus projetos. Veja o edital de chamamento e mais informações aqui no site.