Instituto TIM

Tag: amônia

01
nov

Solução do grupo Detec tem testes garantidos com dois parceiros

O grupo Detec conquistou um early adopter e um parceiro para realizar testes de sua solução: um sistema de monitoramento de vazamento de amônia em indústrias de refrigeração. Os alunos de Engenharia Mecatrônica no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG) Rafael Pinto, Alan Sousa e Emmanuel Fernandes estão desenvolvendo o produto na edição deste ano de Academic Working Capital e pretendem fazer a primeira entrega nos próximos meses.

Assim como o grupo Horus, o trio conheceu AWC por meio de dois colegas do CEFET-MG que participaram em 2016 com a startup Fusion. Eles ainda não tinham um projeto para desenvolver como TCC, e começaram a discutir ideias já pensando em participar do programa. A partir de experiências em seu trabalho, Emannuel sugeriu criar um sistema que monitorasse o vazamento de amônia. Por ser um gás tóxico e corrosivo, porém muito utilizado na indústria, a detecção de vazamento é obrigatória por lei. O diferencial do Detec é que, enquanto as soluções dos concorrentes detectam outros gases junto com a amônia, o sistema do grupo de Divinópolis-MG capta somente a amônia, evitando alertas falsos de vazamento.

Composto por sensores, software e um sistema de alarme visual e sonoro, o sistema tem o objetivo de dar um tempo de resposta mais rápido para os colaboradores da empresa reagirem ao vazamento e para a manutenção. “Tem a possibilidade de eles realizarem um plano de evacuação em caso de vazamento, evitando, assim, qualquer tipo de acidente com intoxicação dos colaboradores ou problemas ambientais”, explica Rafael.

Por enquanto, os testes do primeiro protótipo foram realizados apenas no CEFET-MG. Mas isso deve mudar nos próximos meses: um frigorífico mineiro voltado a exportação de carnes se interessou pela solução e colocou o espaço à disposição para testes, além de solicitar 13 dispositivos. Uma grande rede de supermercados também disponibilizou a sala de máquinas do centro de distribuição de alimentos para testes do equipamento. “A gente tem a possibilidade de conviver na parte industrial, ver a realidade do processo, instalar o nosso dispositivo e fazer o monitoramento em alguns meses para verificar uma resposta melhor, que não seja nos laboratórios”, diz Rafael.

O protótipo de função crítica deve ficar pronto para entrega até janeiro de 2018 – os testes serão realizados primeiro com o frigorífico e, depois, com a rede de supermercados. Os estudantes ainda contam com o auxílio de profissionais da área que estão os ajudando com questões como compra dos componentes e dicas para importação. “Conhecemos muitas pessoas nas entrevistas [realizadas em AWC] que se dispuseram a ajudar com as dúvidas mais práticas”, conta Rafael. Até o final do ano, o grupo também pretende abrir uma empresa.

 

 

Notícias relacionadas:
Care Job desenvolve solução para famílias de pessoas com Alzheimer
Early adopter e parceria com e-commerce impulsionam RoadieBot
Horus: da pivotagem à conquista de um contrato em poucos meses