Instituto TIM
23
jun

MVisia investe em novos mercados e novas aplicações

A MVisia, startup criada pelos engenheiros mecatrônicos Fernando Lopes, Fernando Velloso e Henrique Oliveira, de São Paulo-SP, participantes de AWC 2015, já está consolidada no agribusiness. O trio continua trabalhando na máquina seletora de mudas de eucalipto com a qual se inscreveu em AWC, mas já desenvolveu equipamentos para outros três mercados: uma máquina seletora de tomates-cereja, uma para a seleção de mudas de flores e outra para determinar a qualidade da uva. O produto em que os empreendedores trabalham agora é uma máquina para selecionar mudas de alface para um cliente de Holambra-SP. O projeto está na fase de construção do protótipo.

O conceito das novas máquinas é o mesmo da seletora de mudas de eucalipto, mas com processos e adaptações diferentes para outras opções de produto. A primeira máquina vendida foi a seletora de mudas de flores para a empresa Van Kampen, também de Holambra. Depois, a Kano Tomates, de Piedade-SP, alugou uma seletora de tomates-cereja. No final do ano passado, a MVisia realizou mais duas vendas da máquina de selecionar tomares-cereja (ambas em Minas Gerais). Neste ano, a máquina que determina a qualidade da uva foi vendida para uma cooperativa do Rio Grande do Sul.

Em paralelo, a seletora de mudas de eucalipto – que também contou com financiamento do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) – está na fase final de testes e deve estar pronta para ser comercializada em julho. “AWC financiou o protótipo, a FAPESP financiou a primeira máquina. Já temos alguns clientes bastante interessados”, explica Fernando Lopes. Além dos três sócios originais, a equipe da MVisia é composta pelos programadores Nelson Gomes e Marlon Dyo e pelos estagiários Diego Gonçalves e Marcelo Pimentel.

Os próximos passos da MVisia são continuar desenvolvendo novas máquinas, continuar expondo em feiras, vender a seletora de mudas de eucalipto e a de mudas de alface e consolidar as vendas da máquina de uva. Além disso, os empreendedores estão desenvolvendo projetos fora da área agrícola em parceria com uma empresa do Cietec para, entre outras aplicações, detectar cáries em dente e fazer planograma em supermercados.

Para a equipe, AWC foi importante para tornar o projeto possível e para a aquisição de uma visão de negócio. “Conseguimos construir um protótipo e apresentar nas empresas e isso abriu muitas portas para nós”, diz Fernando Velloso.

 

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