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01
set

Horus: da pivotagem à conquista de um contrato em poucos meses

Solicitação de contrato, inserção de nova tecnologia e planos para ampliar o mercado. Os estudantes de Engenharia Mecatrônica William Soares Souza e Havilah Vasconcelos Ramos estão decolando em Academic Working Capital 2017 com seu projeto Horus, que envolve a produção de tours virtuais em imóveis para imobiliárias. Após incertezas sobre a ideia inicial e uma pivotagem, a dupla do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG), de Divinópolis-MG, chegou a uma solução que já atraiu o interesse de possíveis clientes.

Os estudantes conheceram AWC por meio de outros dois alunos do CEFET que participaram do programa em 2016: Leandro Rodrigues e Pedro Morais, do grupo Fusion. “Eles elogiaram muito o programa, o que trouxe para eles e como melhorou a ideia inicial da startup”, conta William. O grupo decidiu participar em 2017 com um produto composto por um drone e óculos de realidade virtual conectados – os movimentos com a cabeça de quem estivesse usando os óculos movimentariam a câmera do drone. Por meio das entrevistas feitas em AWC, eles perceberam que não havia um público tão grande para o produto.

“Então a gente foi, por meio das entrevistas, descobrir novos problemas. E a partir desse problema nós desenvolvemos uma solução tecnológica”, diz William. A solução criada foi elaborar tours virtuais com imagens em 360° para que os clientes possam visitar imóveis para venda e locação sem precisar ir até os locais, utilizando o computador, celular ou óculos de realidade virtual – como se estivessem andando pelo imóvel. Isso economizará tempo para os clientes e ajudará na escolha de quais imóveis eles querem visitar pessoalmente.

A dupla conversou com várias imobiliárias que tiveram interesse no produto, e receberam uma solicitação da maior imobiliária de Divinópolis de um contrato de exclusividade no município para testar o MVP. “Fechar um contrato sem ter um protótipo é uma validação extrema do market fit da nossa solução. A gente tinha uma proposta que não estava encaixando, identificou uma dor – depois de pivotar, inclusive –, mudou para onde as entrevistas, os feedbacks, os insights nos levaram. E validar isso por meio de um contrato de exclusividade, alguém querendo nosso produto sem mesmo apresentar algo, é muito gratificante”, relata Havilah.

O grupo aguarda o recebimento de uma câmera importada que registra imagens em 360° para finalizar o MVP e fechar o contrato. A ideia é testar a solução primeiro com os funcionários da imobiliária e depois com os clientes, para coletar os feedbacks e fazer os ajustes necessários. E os estudantes já planejam incrementar o produto. Com o apoio financeiro de AWC, eles participaram em agosto do Conecta Imobi, maior evento imobiliário da América Latina. Lá conheceram concorrentes e possíveis clientes, se aprofundaram no mercado e viram uma opção de tour por meio de vídeos. Agora, a dupla pretende oferecer também essa solução para que as imobiliárias possam disponibilizar tours aos clientes nas redes sociais e YouTube.

William e Havilah já miram novos mercados para ampliar o negócio, como agências de turismo, hotéis, incorporadoras e estabelecimentos como restaurantes e casas de shows. Para a dupla, AWC proporciona a oportunidade de usar a tecnologia e o conteúdo aprendidos no curso de Engenharia para solucionar problemas e demandas reais. “AWC ajuda muito na nossa formação ao dar um novo caminho para a gente. Muitas pessoas que fazem Engenharia veem o caminho da indústria ou de dar aulas. E agora a gente tem o caminho de fazer a diferença, fazer produtos inovadores, conseguir aplicar a Engenharia para empreender e desenvolver uma startup”, acrescenta William.

 

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