Instituto TIM
25
out

HeliDrop cria solução para pulverização de áreas agrícolas

Já pensou em usar a tecnologia atual para revolucionar um mercado que há anos se mantém parecido? A ideia de um dos grupos participantes de AWC 2018 é exatamente essa. Os amigos de faculdade Bruno Bagarini, que cursa o último semestre de Engenharia Elétrica na USP de São Carlos, e Victor Hugo Turcato, que também está na reta final do curso de Engenharia Mecatrônica na USP, foi usar o interesse de ambos em aeronáutica e inovação agrícola para desenvolver uma nova forma de controlar pestes nas plantações. Foi assim que nasceu a HeliDrop, empresa responsável por criar helicópteros não tripulados para pulverização inteligente.

A proposta da HeliDrop consiste em um helicóptero do tipo VANT (veículo aéreo não tripulado) com diâmetro de 2,5 metros, que consegue carregar até 15 quilos de carga e tem a autonomia de 2 horas de voo sem precisar de reabastecimento. “A HeliDrop realiza o controle de pragas utilizando VANTs para garantir maior uniformidade da aplicação e redução de desperdícios de produto”, explica Victor sobre o que é solução. A dupla não apenas está desenvolvendo o helicóptero como quer oferecer a seus futuros clientes a solução completa: a aplicação já com o controle automático do aparelho e relatórios detalhados.

Embora tecnicamente os VANTs sejam como os drones, possuem uma ou mais hélices e são veículos não tripulados – podem ser controlados à distância automaticamente, eles se diferenciam pelo seu propósito de uso. O VANT possui uma carga útil embarcada no aparelho. “O drone é movido a gasolina, então é fácil de reabastecer quando for necessário e estamos programando para que ele tenha autonomia de até 2 horas no ar com tanque cheio, o que garante a pulverização de grandes áreas”, explica Bruno. No caso da HeliDrop, o VANT também possui um recipiente de 15 litros para carregar pesticida e consegue pulverizar o produto em terrenos irregulares com precisão.

O ano de 2018 está sendo de muito trabalho para a dupla. Além de participarem de AWC, eles estão pré-incubados na EsalqTec, estrutura de escritório e experimentação agrícola para empreendedores do agronegócio na USP de Piracicaba. A dupla também participou do programa STARTUP SP, do escritório regional do SEBRAE, também em Piracicaba, voltado especialmente para startups do agronegócio. Neste programa eles tiveram quatro meses de capacitação, mentoria e acompanhamento para evoluírem com suas ideias.

“Agora vamos montar nosso protótipo! Até o fim do ano queremos já ter realizado nosso primeiro voo com o drone e para isso vamos utilizar os recursos de AWC, desde o financeiro para de fato construir o helicóptero, mas também as conexões e feedbacks que os mentores nos trazem”, afirma Victor sobre quais são suas expectativas para a Feira de investimentos, que acontece em dezembro. Além de realizar o primeiro voo, os meninos estão em busca do primeiro cliente, e para isso vão se empenhar em finalizar a construção e definir melhores as estratégias de seu negócio.