Instituto TIM
16
abr

AWC: a trajetória e as metas do programa

Em maio de 2015, o Instituto TIM se desafiou a proporcionar aos estudantes da graduação uma experiência real em criar produtos e inovação no Brasil. Esse desafio foi inspirado por outra iniciativa de aceleração da TIM, feito na Itália, WCapital Aceleretor (wcap.tim.it). O programa da Europa é direcionado a empreendedores que já possuem experiência de mercado e em algum tipo de aplicação e tecnologia.

Com a missão de contribuir para a democratização da tecnologia e da inovação no Brasil, o IT adaptou o programa original e convidou o professor e engenheiro eletrônico, Marcos Pereira Barretto para formatar a trilha e a nomeou de Academic Working Capital.

O professor, que possui 30 anos de atuação em sala de aula, colecionava histórias sobre trabalhos de conclusão de curso com potencial de se tornarem negócios, porém acabavam engavetados sem apoio ou orientação para darem continuidade a ideia.

“Como engenheiro e professor, me entristecia ver que os projetos eram realizados sem aplicar técnicas de engenharia. Como educador e empreendedor, me entristecia perceber que o percurso de execução não gerou benefício para o estudante e não demonstrava o potencial de transformar aquilo em um produto real, com utilidade para pessoas reais”, conta.

A trilha

Assim como a criação de um negócio com objetivo de solucionar um problema real, direcionado a um perfil de pessoas reais exige a superação de dificuldades e potenciais enganos; um programa com objetivo de criar negócios a partir de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) reais, de estudantes universitários reais, de diversas universidades do país, também exige uma série de tentativas e a superação dos enganos para encontrar o modelo ideal.

O caminho da consolidação da trilha foi feito com a ajuda de parceiros. Entre eles, um ex-aluno e parceiro de laboratório, Diogo Dutra, também engenheiro mecatrônico pela POLI-USP. Diogo também já havia sentido em sua própria trajetória a frustração por ter dispendido um grande esforço para fazer o TCC e após a entrega do projeto, o material ir parar na gaveta. E a partir dessa troca, ambos reconheceram que as possibilidades de estudantes universitários, beirando os 20 e poucos anos, transformarem essas ideias em soluções reais está em ter conhecimento de mercado e suporte para empreender. E assim, como bons engenheiros, foram pensar em como oferecer isso a esses estudantes.

“O piloto em 2015 foi um grande aprendizado, mas com muitas dificuldades. Criar a trilha, a didática de aplicação do conteúdo e como coletar impactos foi como o processo empreendedor por si só. E como qualquer processo empreendedor nós agíamos, recebíamos feedback, avaliávamos e evoluíamos”, completa Diogo.

Entre as longas reuniões nas salas da USP e almoços com outros parceiros da POLI, o professor Marcos e o Diogo, convidaram outros colaboradores entusiastas do empreendedorismo que também são, principalmente, preocupados em contribuir com a disseminação de produtos criados na ainda universidade. Pela experiência desses colaboradores, para que a trilha desse certo ela deveria possuir alguns requisitos mínimos: (i) suporte financeiro para a prototipagem, (ii) orientação com mentores especializados, (iii) workshops com capacitação presencial e (iv) uma feira de investimento no final do programa de 1 ano. Desse modo AWC foi consolidado: com a participação de pessoas e experiências reais sobre o que é empreender, sobre que é criar um produto ou negócio que vai solucionar um problema real e ter real valor para os usuários e clientes.

Diogo conta que “a grande maturidade surgiu em 2017, quando implementamos um modelo inspirado nos programas I-Corps, do professor Steve Blank. Incorporamos ferramentas e metodologias mais pragmáticas, com uma equipe mais afinada e com uma experiência de 2 anos, os times voaram”.

O objetivo

Em 2018 AWC chega a sua 4ª edição. Durante esses anos, 211 estudantes que receberam apoio, 16 empresas foram criadas, gerando 1,5 milhão em faturamento. Esse percurso acumulou uma série de histórias sobre sucessos e sobre fracassos. E, a superação desses fracassos coloca o AWC como um dos principais programas de apoio a estudantes universitários do país. A premissa do programa está alinhada com o pensamento do investidor e ensaísta Paul Graham, que afirma que a graduação é o momento ideal para poder falhar.  E a cada erro dos participantes AWC consolidou uma equipe de coaches experientes e com a responsabilidade de fazer valer a missão do Instituto TIM, que é criar e potencializar recursos e estratégias para a democratização da ciência, tecnologia e inovação, que promovam o desenvolvimento humano no Brasil.

Para conhecer outros projetos do Instituto TIM, acesse: https://institutotim.org.br/