Instituto TIM

Categoria: Programa

17
set

Workshop II: Primeiro dia teve foco em feedbacks 

O Workshop II de AWC 2018, começou em clima de descobrimento.  É que essa a primeira vez que os participantes, coachs e coordenadores do programa se conheceram presencialmente. A sala localizada na Fundação Vanzolini, em São Paulo, serviu de local de encontro para mais de 70 estudantes dos 26 grupos participantes desta edição,  que compareceram ao primeiro dia do encontro, que aconteceu em 15 de setembro de 2018. Nesta edição de AWC participam grupos de 8 Estados diferentes mais Distrito Federal. Antes dessa edição presencial, já tinha acontecido o Workshop I, que foi realizado em ambiente virtual, nos dias 5 e 6 de maio de 2018.
 
O workshop teve início com as boas-vindas do professor da Poli-USP, Marcos Barretto e por Rodrigo Franco, coordenadores de AWC. “Agora chegamos ao momento do nosso sprint final, e conhecer o que vamos fazer até dezembro para ter nossa primeira venda”, comentou Rodrigo iniciando as explicações de como seriam aqueles dois dias de trabalho intenso dos grupos. O professor Marcos Barreto também ressaltou que a ideia era que durante o fim de semana, os grupos revisassem várias vezes seus projetos e aproveitassem a oportunidade de discutir suas ideias com os coaches, mentores, professores, colegas e convidados.
 
“A gente aqui do AWC gosta de disciplina e entrega, e é isso que vai fazer a ideia de cada um sair do papel”, continuou Rodrigo no bate-papo inicial. Durante essa primeira conversa, o coach apresentou os tópicos que seriam abordados naquele dia. O tema seria o Design Sprint, que tem como metodologia entender as necessidades do usuário, divergir as ideias dentro dos grupos para poder focar naquela que aparecer como a mais adequada e depois um momento de entender tudo que foi falado nessa chuva de ideias e montar um pitch de até 5 minutos. Assim que essa primeira apresentação foi finalizada, os grupos foram separados em clusters, cada um liderado por um dos coaches ou mentores convidados. Artur Vilas Boas, Rodrigo Franco, André Dib, Isabela Modesto, Miguel Chaves, professor Marcos Barretto, Leonardo Monteiro e Jessica Tarasoff seguiram para as salas com os estudantes onde trabalhariam a partir daquele momento.
 
Ao longo da manhã, os participantes do programa conheceram na prática a dinâmica apresentada anteriormente. No meio das rodadas de conversa, eles eram levados a gerar ideias, não julgar as sugestões malucas que poderiam aparecer dos colegas, manterem foco no resultado e no problema que o projeto estava ajudando a resolver e a ter uma conversa individual com o mentor. Todos os feedbacks recolhidos pelos participantes eram repassados e usados para complementar a solução. Liderando um dos clusters, o mentor Leonardo Monteiro, cofundador da startup InfoPrice, aproveitou para contar aos estudantes sua história no empreendedorismo. “Além de termos uma ideia precisamos encontrar àquelas pessoas que sonham junto com a gente mas que também questionam o que fazemos, por isso é tão importante vocês utilizarem os recursos que AWC dão pra vocês de acesso a outras pessoas e a possíveis parceiros”, incentivou Leonardo. Ele também aproveitou para ouvir cada um dos grupos fazendo seus pitches individualmente e deu feedbacks verdadeiros e questionadores, que ajudaram muito na revisão das ideias. 
 
Logo após a pausa para o almoço, os estudantes retornaram para suas salas para prosseguir com os assuntos que haviam sido iniciados pela manhã. Agora, dentro de seus clusters, os grupos estavam reapresentando suas ideias já com as novas formulações pensadas anteriormente. O foco da tarde era preparar as ideias e materiais para serem apresentados no dia seguinte, na feira intermediária. Até o final do dia, eles deveriam coletar mais feedbacks que os mentores, coaches e colegas trariam, e repensar algumas ideias que tinham sobre seus projetos.
 

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Para finalizar, uma última palestra levou os participantes de volta à sala principal, o convidado era o empreendedor Maurício Villar, COO e co-founder da startup tembici. Maurício contou sua história pessoal, como a empresa surgiu e falou sobre os maiores aprendizados que teve na vida de empreendedor. “Para crescer é preciso sonhar grande e executar pequeno, é isso que faz a startup ir pra frente”, comentou o empreendedor sobre como conquistou seus primeiros grandes clientes mesmo antes de ter toda a estrutura física montada. Para inspirar ainda mais os participantes, Maurício trouxe a importância de ter resiliência e um propósito muito claro do que se quer ao empreender. Outro ponto de destaque em sua fala foi sobre como é fundamental ter pessoas excelentes ao lado para que o sonho seja conquistado. “Tenha pessoas com habilidades diferentes das suas mas que compartilhem dos mesmos valores”, completou. Por último, aconteceu uma rodada de perguntas ao convidado e a finalização do dia de trabalho.
 
O Workshop II continuou no dia 16 de setembro, com o segundo dia de trabalho e a feira intermediária de feedbacks.

 

23
jul

Interação online dá início ao teste da solução

Continuar investindo na solução atual ou recomeçar do zero? E, a partir dessa decisão, iniciar o teste da proposta de valor ou voltar para a fase de entrevistas. Essa foi a ideia que orientou as atividades da Interação Online I – Deep Into Insight, realizada neste sábado, 21/07, uma espécie de workshop reduzido que reuniu os grupos participantes de Academic Working Capital 2018. O evento marcou a mudança de fase, do teste do problema para o teste da solução ou proposta de valor: a partir de agora, as equipes começam a validar no mercado os protótipos de seus produtos.

A primeira parte do dia foi dedicada à tomada de decisão sobre continuar na solução atual ou reiniciar o ciclo de entrevistas (no jargão do empreendedorismo, pivotar). “Hoje a palavra proibida é ‘eu acho’”, brincou o professor da Universidade de São Paulo e coordenador acadêmico de AWC, Marcos Barretto. “Vocês foram a campo, entrevistaram seus usuários e agora é hora de defender, com fatos e dados, a decisão de manter ou pivotar”, explicou o coordenador de conteúdo Diogo Dutra. Nas salas online, cada equipe apresentou os motivos para a decisão, com estimativas de custos e retorno, dados do mercado e informações sobre o estágio atual da solução.
Para os que decidiram se manter no caminho atual, a fase seguinte é a validação por meio de experimentos – a criação do Minimum Viable Product (MVP) e os testes de hipótese. Na primeira palestra do dia, o coach Artur Vilas Boas lembrou da bolha pontocom para argumentar que arrogância custa caro, e mostrar a importância de primeiro descobrir o cliente, depois validar a solução, desenvolvê-la e só então partir para uma estrutura de empresa. O experimento de aprendizado, ou MVP, serve para entender se o mercado vai aderir ao produto com o menor trabalho possível. “O MVP é você dosar esse nível de esforço ou de gasto de recurso para validar a solução”, salientou.

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Com exemplos de startups conhecidas – EasyTaxi, Scipopulis, Village Laundry Service e Lean Survey –, Artur falou de experimentos simples, não muito trabalhosos, que possibilitam a validação de hipóteses. “Essa mentalidade de experimentos está por trás de muitos empreendedores de alto impacto.” A tarefa dos grupos, após a palestra, era pensar em cinco experimentos mínimos que pudessem ser feitos em 24h para validar a aderência do mercado.
A segunda palestra ficou a cargo de Diogo, que mostrou as ferramentas e rotinas que guiarão os grupos na próxima fase. “Vocês têm que conseguir, no final desse ciclo de experimentos, early adopters, o cara que tope testar, gastar energia usando a plataforma, te dando feedback, e primeiros clientes dispostos a pagar”, afirmou. Por meio de exemplos de edições anteriores de AWC – Road Labs, E-sporte e Mvisia –, Diogo apresentou os conceitos do protótipo de guardanapo (muito simples, pode ser só uma apresentação), de baixa fidelidade (com alguma tecnologia, mas de elaboração rápida) e de função crítica (operacional, com design e todas as funcionalidades mínimas).
Para finalizar, o engenheiro Pedro Fornari, da startup Road Labs, de AWC 2017, que fornece soluções de tecnologia e gestão aplicadas à conservação de rodovias, falou sobre sua experiência no programa. Ele explicou que a equipe continua fazendo entrevistas para descobrir novas demandas e que têm visitado os clientes com frequência para identificar oportunidades. Também comentou sobre a primeira venda, que eles conseguiram com um protótipo de guardanapo. “Foi muito no susto. A gente foi lá para fazer uma entrevista e os caras disseram ‘quando é que tu consegue me entregar isso?’ A gente voltou pra casa e falou ‘acho que fechou uma venda ali, nós vamos ter que entregar alguma coisa agora’”, brincou.

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O próximo encontro que reunirá todos os grupos será o Workshop II, presencial, nos dias 15 e 16/09, com foco em prototipagem. Até lá, as equipes deverão ter realizado dez experimentos de guardanapo e outros dez experimentos de baixa fidelidade.

13
jul

Liderança feminina inspira crescimento nos negócios

Existem mais mulheres na liderança de empresas. No levantamento do Cadastro Nacional de Pessoas Físicas (CNPJ), feito pelo IBGE, entre os anos de 2014 e 2016, o número de empresas lideradas por mulheres é de 86,1% frente a 80,2% de empreendimentos liderados por homens. De acordo com a publicação da agência de notícias do IBGE, as mulheres são as que mais buscam formalizar seus empreendimentos. No universo das startups o percentual de mulheres entre os fundadores é de 17%, de acordo com a Radiografia do Ecossitema Brasileiro das Startups, pesquisa realizada em 2017, pela Associação Brasileira de Starups, em parceria com a Accenture.

Academic Working Capital contribui para o aumento dessas lideranças. Em suas duas últimas edições, o percentual de projetos femininos no programa se manteve em 20%. Dezesseis startups foram constituídas sendo que 4 delas são lideradas ou possuem mulheres entre os fundadores.

Na edição de 2016, Camila Tavares liderou a criação da Turnit, uma ferramenta de monitoramento de pacientes acamados e que nesse momento está buscando investimento para adequar a solução as normas da Anvisa. Em 2017, Caroline Lobato criou um dispositivo wearable de geolocalização para pacientes com Alzheimer, o Dear Grand, que está em fase de evolução dos componentes internos. No mesmo ano, a Totmi, solução para controle de acesso em edifícios, foi fundada pelas estudantes Danielle Cohen e Luisa Paiva. E Fernanda Vilela, co-fundadora do Rodiebot, solução para controle a distância de amplificadores de guitarra, atua como desenvolvedora de software na startup de Brasília.

Caroline Lobato e o primeiro protótipo do Dear Grand, em 2017

Caroline Lobato e o primeiro protótipo do Dear Grand, em 2017

Fernanda Vilela apresenta o Rodiebot na Feira de Investimentos, em 2017

Fernanda Vilela apresenta o Rodiebot na Feira de Investimentos, em 2017

O potencial tecnológico da diversidade

Karina Piva, fundadora da Ela Líder, consultoria de liderança feminina e parceira de AWC, acredita que ainda há muito a ser feito. “No ambiente de startups ainda não há uma mudança relevante. Em eventos direcionados, por exemplo, há somente a preocupação em curto prazo, em conseguir investimento e fechar contratos. Ter mulheres nas lideranças ainda não é considerado algo que colabore com o sucesso”. Em contrapartida, grandes empresas já estão colhendo os benefícios por terem prestado atenção a esse fato. Karina cita um estudo da Catalyst sobre o desempenho das corporações internacionais com mulheres exercendo cargos de liderança. “Empresas como Microsoft e HP já equilibram seus cargos de lideranças com mulheres e estão tendo retorno em crescimento e inovação. Esse crescimento é potencializado não apenas por questão de gênero, mas pela diversidade”, completa.

Entre as startups é esperada maior reflexão sobre o assunto. As participantes de AWC também atribuem diferenças ao acesso à tecnologia. Camila afirma não ser comum encontrar mulheres na liderança de empresas de tecnologia. “Durante o tempo que tenho tido contato com o mundo empreendedor, sempre vejo número considerável de mulheres, mas não em empreendimentos tecnológicos”. Fernanda acredita que isso vem se transformando. “A tecnologia inevitavelmente tem tido uma penetração maior em várias áreas da sociedade, o que faz com que a familiarização e o ensino de tecnologia cresça de um modo geral. Algo que era mais específico em um setor da sociedade, no qual predominava-se homens, passou a permear o cotidiano das pessoas e também gerou um aumento de mulheres ligadas à tecnologia”.

Danielle Cohen concorda que o cenário está mudando, mas ainda precisa de incentivo: “Embora ainda exista um certo preconceito, vejo muitos programas que incentivam mulheres na tecnologia e na programação. Eu já fui mentora do ngGirls, uma iniciativa que ensina mulheres a programar, por exemplo. Essa diferença está justamente na mentalidade das pessoas, hoje em dia as mulheres não querem mais ser só donas de casa, mas querem trabalhar e fazer a diferença. Pelo menos no meu meio, não vejo ninguém querendo ser dona de casa”.

 

 

07
jun

Conheça os projetos participantes de 2018

A cada edição de AWC são selecionados projetos de diferentes partes do país e, cada um é analisado de acordo com os critérios sobre a equipe, a tecnologia e o possível impacto. Em uma segunda instância, as propostas são avaliadas sobre a viabilidade técnica, o grau de inovação, acessibilidade, oportunidade de mercado e o conhecimento da equipe sobre as caraterísticas do usuário e de soluções similares.  Os projetos são apoiados nos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) dos estudantes e ingressam no programa com uma ideia inicial de relevância de mercado. Os projetos participantes esse ano são:

Dispenser de Medicamentos

Belo Horizonte – MG
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
Engenharia Eletrônica e de Telecomunicações

Dispositivo eletrônico para uso doméstico que conta com reservatório para armazenamento de medicamentos e um display com touch screen. Oferece a possibilidade de sincronização dos horários e doses dos medicamentos utilizando o Google Agenda. A solução busca reduzir impactos da medicamentação, para melhorar a qualidade de vida das pessoas e a produtividade em serviços de saúde.

NextCam

Curitiba-PR
Universidade Federal do Paraná
Engenharia Elétrica com Ênfase em Sistema Eletrônicos e em Eletrônica e Telecomunicações

Câmera inteligente de processamento local para detecção de pedestres, capaz de reconhecer padrões humanos e oferecer informações essenciais para segurança e potencialmente, para marketing.

Gwen

São Paulo-SP
Escola Superior de Propaganda e Marketing
Sistemas de Informação em Comunicação e Gestão

Aplicativo de compra e venda de moedas estrangeiras entre pessoas físicas. A plataforma web peer to peer fará a coleta das cotações de compra e venda de casas de câmbio constituindo uma base de dados e fornecerá aos usuários o cálculo da melhor cotação no período.

Encaixa

Rio de Janeiro-RJ e Belo Horizonte
Pontíficia Universidade Católica do Rio e Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais
Arquitetura e Urbanismo, Design de Produto e Engenharia da Computação

Plataforma web para produção de peças de design. A plataforma visa valorizar a produção local de peças assinadas por designers a preços acessíveis. O sistema financia a confecção da peça e após a aprovação do protótipo, a peça passa a ser vendida na plataforma. O objetivo é valorizar os designers de produto, incentivar a produção local e proporcionar ao consumidor uma variedade de produtos de design a preços acessíveis.

Avallie

Curitiba-PR
Universidade Federal de Ponta Grossa e Universidade Evangélica do Paraná
Engenharia Civil
Plataforma web de banco de dados de fornecedores e produtos de construtoras de grande porte, que visa oferecer ao usuário a possibilidade de filtro de acordo com as necessidades e oferece cotações do mesmo produto de diferentes fornecedores.

Ecocups

São Carlos-SP
Universidade Federal de São Paulo (campus São Carlos)
Engenharia Mecatrônica, Engenharia Elétrica e Engenharia de Produção

Máquina semi-automatizada e compacta que realizará a transformação de garrafas de vidro em utensílios domés$cos. A transformação ocorrerá através dos processos de corte e polimento da borda cortada com maçaricos, realizando ambos os processos de maneira concnua e totalmente automatizada. A startup tem a missão de aprimorar métodos e processos para o reaproveitamento de garrafas de vidro.

Máquina Lava-Copos

São Paulo-SP
Universidade de São Paulo
Engenharia Mecânica

Máquina automática de lavar copos, de tamanho próximo ao de um filtro de água ou forno de microondas, que oferece aos usuários a facilidade de higienizar seus copos após o uso. Basta depositar os copos sujos na máquina e ela realizará sua higienização. O objetivo é oferecer ao usuário e clientes a substituição de copos descartáveis por reutilizáveis.

HeliDrop

São Carlos-SP
Universidade de São Paulo (campus São Carlos)
Engenharia Mecatrônica e Engenharia Elétrica

Equipamento autônomo para aplicação de defensivos agrícolas. A Hellidrop oferece serviço de pulverização utilizando VANTs de alta capacidade de carga para melhorar o combate às pragas. A solução busca oferecer melhor uniformidade na aplicação de defensivos em cada parte do terreno e com velocidade média para o tratamento de determinada área.

DataScience

Rio de Janeiro-RJ
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
Engenhria da Computação e Ciência da Computação

Solução Legal Intelligence, que visa otimizar procedimentos jurídicos, em que o usuário interage om um chatbot. O usuário e autor submete a reclamação e os documentos solicitados e recebe em tempo recorde uma proposta de resolução para o conflito, pré-aprovada pela outra parte do processo. O objetivo é otimizar negociações judiciais de caráter simples.

Promo7

São Paulo-SP
Universidade de São Paulo e Fatec
Engenharia Mecatrônica e Tecnólogo em Logística

Aplicativo de compras de supermercado que permite o usuário realizar suas compras, de qualquer lugar e a qualquer momento, sem precisar de ajuda. A solução irá interligar diferentes tecnologias, como o reconhecimento de voz e de padrões de compras, com a praticidade do smartphone para que qualquer pessoa possa utilizar esse produto sem restrição.

Tulltech

São Paulo-SP
Universidade de São Paulo-SP
Engenharia Elétrica com Ênfase em Telecomunicações e Engenharia Agronômica

Ferramenta de sensoriamento remoto com o objetivo de oferecer ao agricultor diversos tipos de dados sobre temperatura, umidade, pressão, pH, entre outros, captados pelo sensores instalados na área de cultivo.

Energia Eólica por Oscilação

São Paulo-SP
Anhembi Morumbi
Engenharia Mecânica e Ciências Biológicas

Turbina eólica de cristais piezo-cerâmicos que converte energia eólica, da vibração dos vórtices dentro da estrutura, em elétrica com baixo custo. A turbina eólica apresenta vantagens em relação às torres eólicas convencionais no custo de fabricação e instalação, uma vez que a torre e o equipamento gerador da energia são o mesmo objeto.

Aqualuz

Salvador-BA e Fortaleza-CE
Universidade Federal da Bahia e Universidade Federal do Ceará
Biotecnologia, Ciência da Computação e Engenharia Ambiental

Dispositivo de potabilização de água de poços ou cisternas utilizando a radiação solar de uma maneira prática, barata, sustentável, eficiente e durável. O equipamento é formado por um encanamento que se adequa a entrada de bombas que utilizam canos de PVC (policloreto de polivinila), um reservatório de polietileno, além do Ecofiltro de sisal e o sistema de monitoramento em tempo real.

Muunitora

Divinópolis-MG
Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais

Engenharia Mecatrônica

Conjunto de equipamentos para o uso na pecuária, que permitem avaliar em um determinado período de tempo, a evolução do ganho de peso do gado em relação a quantidade de alimento consumido. O sistema mede o peso de cada animal e seu consumo alimentar, através de células de carga e circuitos condicionadores de sinal que enviarão os dados para microprocessadores. A ferramenta tem por objetivo oferecer ao produtor dados para tomadas de decisão visando um mercado crescente.

Ultraguia

Uberlândia-MG
Universidade Federal de Uberlândia
Engenharia Biomédica

Dispositivo eletrônico de mobilidade inteligente para portadores de deficiência visual. O dispositivo de sensores ultrasônicos é acoplável na bengala articulável e tem por objetivo captar obstáculos acima do solo e alertar o usuário.

Monitoramento Cardíoco em tempo real

São Paulo-SP
Universidade de São Paulo
Engenharia Elétrica e Engenharia de Prpdução

Sistema de monitoramento possibilita que pacientes cardíacos sejam atendidos e tenham segurança sem precisar ir até um hospital. Com o sistema, o paciente consegue realizar exercícios à distância e manter a equipe e saúde informada sobre a sua atual condição. O dispositivo é composto por tecnologias de coleta de dados, servidores em nuvem, algorítmos de interpretação de dados e interfaces com paciente e profissionais de saúde.

Speed Performance

Divinópolis-MG e Jataí-GO
Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais e Universidade Federal de Góias
Engenharia Mecatrônica e Educação Física
Sistema de monitoramento de tempo e velocidade de corridas. O sistema visa auxiliar treinadores e atletas com informações sobre velocidade, aceleração e tempo do atleta num Sprint, relacionando seu desempenho a cada prova.

Automação Residencial de Baixo Custo

São João Del Rei-MG
Universidade Federal de São João Del Rei e Centro Universitário Internacional
Engenharia Mecatrônica e Gestão de Tecnologia da Informação

Sistema de monitoramento central de comunicação com módulos de gerenciamento de energia elétrica, sistemas de segurança e diversos tipos de acionamentos em ambiente residencial. O sistema utiliza tecnologias já existentes no mercado de baixo custo proporcionando conforto e acesso ao usuário.

Centrics

Florianópolis-SC
Universidade Federal de Santa Catarina
Engenharia de Controle e Automação

Aplicação web direcionada para o analistas de relacionamento com clientes para o gerenciamento de satisfação e para o aprimoramento de etapas de monitoramento e vendas base apoiados no histórico de atendimento. Cada CSM (Customer Success Manager) terá acesso a um perfil de dados de cada cliente, constituindo uma carteira de clientes.

Tecnologias Blockchain e RFID aplicados na automação comercial

São Paulo-SP
Universidade de São Paulo
Engenharia Elétrica com Ênfase em Eletrônica e Sistemas da Informação

Automação comercial apoiada em tecnologia Blockchain direcionada a supermercados. O sistema tem por objetivo automarizar o processo de cobrança dentro de supermercados de modo seguro atrelando o registro Blockchain a leitura de Tags RFID (Radio Frequency Identifier).O cliente do supermercado passará com o carrinho de compras no caixa e o sensor RFID fará imediatamente a leitura de todos os produtos. Após o pagamento, o registro da compra é adicionado ao Blockchain.

Máquina Automática de Milk-Shake

São Caetano do Sul-SP
Instituto Mauá de Tecnologia
Engenharia de Controle e Automação

Máquina automática de milk-shakes acionada por aplicativo em tablet, onde o cliente poderá escolher o sabor do sorvete e todos os tipos de coberturas. Após a escolha do pedido, o cliente realizará o pagamento via cartão de crédito ou débito e automa$camente, a máquina inicia o preparo do milk-shake.

Silk Digital

Divinópolis-MG
Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais e Universidade Federal de Góias
Engenharia Mecatrônica
Impressora de silk digital de baixo custo com objetivo de automatizar o processo de estamparia em tecidos, dispensando trabalho manual e diminuindo o tempo gasto e desperdício de tintas.

Concretando

São Paulo-SP
Universidade de São Paulo
Engenharia Química e Engenharia Mecatrônica

Composição cimenccida para método de impressão 3D e impressora de materiais de construção com extrusores adaptados. O composto tem por objetivo integrar manufatura aditiva com materiais de construção proporcionando a produção de protótipos personalizados rapidamente.

Smart Aging

Curitiba-PR
Universidade Federal do Paraná
Engenharia Elétrica com Ênfase em Sistemas Embarcados

Dispositivo wearable para monitoramento remoto de idosos, detectando quedas e anomalias cardíacas enviando alertas para o próprio idoso, familiares e médicos. O foco está no cuidado e qualidade de vida para a crescente população idosa.

Modular

Curitiba-PR
Universidade Federal do Paraná
Engenharia Civil

Módulos de construções habitacionais com design autêntico e soluções alternativas de infraestrutura como aquecimento da água por energia solar e captação de água da chuva. A tecnologia modular tem potencial de atender diversos segmentos dentro do mercado imobiliário, como residências, escolas, hospitais, escritórios e comércio em geral devido a possibilidade de fabricação e comercialização em curto prazo.

Movu

São Paulo-SP
Fatec, Fundação Getúlio Vargas e Mackenzie
Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Administração e Ciências Contábeis

Plataforma de gerenciamento de corridas de vans. O aplicativo permitirá a motoristas de vans escolares, motoristas particulares em geral e até mesmo qualquer cidadão poder catalogar suas corridas, ordená-las de acordo com distância e horário, receber lembretes e notificações e fornecer status em tempo real da sua viagem para o passageiro compartilhando um link temporário.

Dispositivo de tração para cadeiras de rodas manuais

Belo Horizonte-MG
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
Engenharia Mecânica

Dispositivo direcionado a melhorar a experiência dos cadeirantes em ambientes comuns, garantindo interação social do usuário. O sistema consiste em unidade de tração do tipo “reboque”, com roda complementar e sistema de tração elétrico, apoiado em um sistema de direção simples e intuitivo utilizando as tecnologias comumente aplicadas em bicicletas e patinetes.

Classificação de lesões de pele a partir de imagens clínicas

Brasília-DF
Universidade de Brasília
Engenharia de Software

Aplicativo que ajuda pessoas a detectar doenças de pele e encaminhá-las à especialistas, assim como auxiliar especialistas a fornecer um diagnós$co preciso. O aplica$vo de smartphone é capaz de identificar com precisão, de forma não invasiva, lesões de pele via fotografias.

Hexenergy

Montes Claros-MG
Universidade Estadual de Montes Claros e Faculdade Santo Agostinho
Sistemas da Informação e Engenahria Elétrica

Sistema web para gerenciamento de produção de energia elétrica de sistema fotovoltáico que visa diminuir o tempo de retorno de investimento, identificando a quantidade de créditos de energia do consumo local, onde está instalada a usina, e propõe um modelo de Geração Compartilhada a partir da venda de crédito para outras unidades consumidoras.

Conexão IOT

Rio de Janeiro-RJ
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Engenharia Eletrônica e da Computação e Engenahria Química

Sistema de iluminação residencial comandado remotamente pelo celular. A solução visa também a conectividade para dispositivos periféricos por meio de uma central chamada gateway/hub que intergrará esses dispositivos da residência e não apenas o sistema de iluminação.

16
abr

AWC: a trajetória e as metas do programa

Em maio de 2015, o Instituto TIM se desafiou a proporcionar aos estudantes da graduação uma experiência real em criar produtos e inovação no Brasil. Esse desafio foi inspirado por outra iniciativa de aceleração da TIM, feito na Itália, WCapital Aceleretor (wcap.tim.it). O programa da Europa é direcionado a empreendedores que já possuem experiência de mercado e em algum tipo de aplicação e tecnologia.

Com a missão de contribuir para a democratização da tecnologia e da inovação no Brasil, o IT adaptou o programa original e convidou o professor e engenheiro eletrônico, Marcos Pereira Barretto para formatar a trilha e a nomeou de Academic Working Capital.

O professor, que possui 30 anos de atuação em sala de aula, colecionava histórias sobre trabalhos de conclusão de curso com potencial de se tornarem negócios, porém acabavam engavetados sem apoio ou orientação para darem continuidade a ideia.

“Como engenheiro e professor, me entristecia ver que os projetos eram realizados sem aplicar técnicas de engenharia. Como educador e empreendedor, me entristecia perceber que o percurso de execução não gerou benefício para o estudante e não demonstrava o potencial de transformar aquilo em um produto real, com utilidade para pessoas reais”, conta.

A trilha

Assim como a criação de um negócio com objetivo de solucionar um problema real, direcionado a um perfil de pessoas reais exige a superação de dificuldades e potenciais enganos; um programa com objetivo de criar negócios a partir de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) reais, de estudantes universitários reais, de diversas universidades do país, também exige uma série de tentativas e a superação dos enganos para encontrar o modelo ideal.

O caminho da consolidação da trilha foi feito com a ajuda de parceiros. Entre eles, um ex-aluno e parceiro de laboratório, Diogo Dutra, também engenheiro mecatrônico pela POLI-USP. Diogo também já havia sentido em sua própria trajetória a frustração por ter dispendido um grande esforço para fazer o TCC e após a entrega do projeto, o material ir parar na gaveta. E a partir dessa troca, ambos reconheceram que as possibilidades de estudantes universitários, beirando os 20 e poucos anos, transformarem essas ideias em soluções reais está em ter conhecimento de mercado e suporte para empreender. E assim, como bons engenheiros, foram pensar em como oferecer isso a esses estudantes.

“O piloto em 2015 foi um grande aprendizado, mas com muitas dificuldades. Criar a trilha, a didática de aplicação do conteúdo e como coletar impactos foi como o processo empreendedor por si só. E como qualquer processo empreendedor nós agíamos, recebíamos feedback, avaliávamos e evoluíamos”, completa Diogo.

Entre as longas reuniões nas salas da USP e almoços com outros parceiros da POLI, o professor Marcos e o Diogo, convidaram outros colaboradores entusiastas do empreendedorismo que também são, principalmente, preocupados em contribuir com a disseminação de produtos criados na ainda universidade. Pela experiência desses colaboradores, para que a trilha desse certo ela deveria possuir alguns requisitos mínimos: (i) suporte financeiro para a prototipagem, (ii) orientação com mentores especializados, (iii) workshops com capacitação presencial e (iv) uma feira de investimento no final do programa de 1 ano. Desse modo AWC foi consolidado: com a participação de pessoas e experiências reais sobre o que é empreender, sobre que é criar um produto ou negócio que vai solucionar um problema real e ter real valor para os usuários e clientes.

Diogo conta que “a grande maturidade surgiu em 2017, quando implementamos um modelo inspirado nos programas I-Corps, do professor Steve Blank. Incorporamos ferramentas e metodologias mais pragmáticas, com uma equipe mais afinada e com uma experiência de 2 anos, os times voaram”.

O objetivo

Em 2018 AWC chega a sua 4ª edição. Durante esses anos, 211 estudantes que receberam apoio, 16 empresas foram criadas, gerando 1,5 milhão em faturamento. Esse percurso acumulou uma série de histórias sobre sucessos e sobre fracassos. E, a superação desses fracassos coloca o AWC como um dos principais programas de apoio a estudantes universitários do país. A premissa do programa está alinhada com o pensamento do investidor e ensaísta Paul Graham, que afirma que a graduação é o momento ideal para poder falhar.  E a cada erro dos participantes AWC consolidou uma equipe de coaches experientes e com a responsabilidade de fazer valer a missão do Instituto TIM, que é criar e potencializar recursos e estratégias para a democratização da ciência, tecnologia e inovação, que promovam o desenvolvimento humano no Brasil.

Para conhecer outros projetos do Instituto TIM, acesse: https://institutotim.org.br/