Instituto TIM

Categoria: Eventos

23
jul

Interação online dá início ao teste da solução

Continuar investindo na solução atual ou recomeçar do zero? E, a partir dessa decisão, iniciar o teste da proposta de valor ou voltar para a fase de entrevistas. Essa foi a ideia que orientou as atividades da Interação Online I – Deep Into Insight, realizada neste sábado, 21/07, uma espécie de workshop reduzido que reuniu os grupos participantes de Academic Working Capital 2018. O evento marcou a mudança de fase, do teste do problema para o teste da solução ou proposta de valor: a partir de agora, as equipes começam a validar no mercado os protótipos de seus produtos.

A primeira parte do dia foi dedicada à tomada de decisão sobre continuar na solução atual ou reiniciar o ciclo de entrevistas (no jargão do empreendedorismo, pivotar). “Hoje a palavra proibida é ‘eu acho’”, brincou o professor da Universidade de São Paulo e coordenador acadêmico de AWC, Marcos Barretto. “Vocês foram a campo, entrevistaram seus usuários e agora é hora de defender, com fatos e dados, a decisão de manter ou pivotar”, explicou o coordenador de conteúdo Diogo Dutra. Nas salas online, cada equipe apresentou os motivos para a decisão, com estimativas de custos e retorno, dados do mercado e informações sobre o estágio atual da solução.
Para os que decidiram se manter no caminho atual, a fase seguinte é a validação por meio de experimentos – a criação do Minimum Viable Product (MVP) e os testes de hipótese. Na primeira palestra do dia, o coach Artur Vilas Boas lembrou da bolha pontocom para argumentar que arrogância custa caro, e mostrar a importância de primeiro descobrir o cliente, depois validar a solução, desenvolvê-la e só então partir para uma estrutura de empresa. O experimento de aprendizado, ou MVP, serve para entender se o mercado vai aderir ao produto com o menor trabalho possível. “O MVP é você dosar esse nível de esforço ou de gasto de recurso para validar a solução”, salientou.

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Com exemplos de startups conhecidas – EasyTaxi, Scipopulis, Village Laundry Service e Lean Survey –, Artur falou de experimentos simples, não muito trabalhosos, que possibilitam a validação de hipóteses. “Essa mentalidade de experimentos está por trás de muitos empreendedores de alto impacto.” A tarefa dos grupos, após a palestra, era pensar em cinco experimentos mínimos que pudessem ser feitos em 24h para validar a aderência do mercado.
A segunda palestra ficou a cargo de Diogo, que mostrou as ferramentas e rotinas que guiarão os grupos na próxima fase. “Vocês têm que conseguir, no final desse ciclo de experimentos, early adopters, o cara que tope testar, gastar energia usando a plataforma, te dando feedback, e primeiros clientes dispostos a pagar”, afirmou. Por meio de exemplos de edições anteriores de AWC – Road Labs, E-sporte e Mvisia –, Diogo apresentou os conceitos do protótipo de guardanapo (muito simples, pode ser só uma apresentação), de baixa fidelidade (com alguma tecnologia, mas de elaboração rápida) e de função crítica (operacional, com design e todas as funcionalidades mínimas).
Para finalizar, o engenheiro Pedro Fornari, da startup Road Labs, de AWC 2017, que fornece soluções de tecnologia e gestão aplicadas à conservação de rodovias, falou sobre sua experiência no programa. Ele explicou que a equipe continua fazendo entrevistas para descobrir novas demandas e que têm visitado os clientes com frequência para identificar oportunidades. Também comentou sobre a primeira venda, que eles conseguiram com um protótipo de guardanapo. “Foi muito no susto. A gente foi lá para fazer uma entrevista e os caras disseram ‘quando é que tu consegue me entregar isso?’ A gente voltou pra casa e falou ‘acho que fechou uma venda ali, nós vamos ter que entregar alguma coisa agora’”, brincou.

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O próximo encontro que reunirá todos os grupos será o Workshop II, presencial, nos dias 15 e 16/09, com foco em prototipagem. Até lá, as equipes deverão ter realizado dez experimentos de guardanapo e outros dez experimentos de baixa fidelidade.

28
out

AWC participa de painel no 3º Simpósio de Educação Empreendedora

O programa Academic Working Capital foi convidado para participar do 3º Simpósio de Educação Empreendedora, realizado em 27 de outubro pela Escola de Negócios Sebrae-SP Alencar Burti. O professor da USP Marcos Barretto, coordenador acadêmico do programa, fez parte do terceiro painel do evento, que teve como tema “Ecossistema empreendedor – Contribuição das empresas para a educação empreendedora”. O painel também foi composto por Renan Prado, da área de Atração e Seleção do setor de Recursos Humanos da Natura, e mediado por José Marques, consultor da Escola de Negócios do Sebrae-SP.

Marcos falou um pouco de sua experiência como empreendedor e apresentou o programa AWC. Ele comentou sobre reflexões que estão acontecendo no âmbito universitário sobre mudanças nas estruturas curriculares e como isso tem levado a ações de incentivo ao empreendedorismo, como aconteceu com AWC. “Nos cursos tradicionais, onde os currículos estão estruturados, a gente fala muito de análise e pouco de síntese. Isso significa que a gente pensa sobre o que acontece, mas não cria em cima, não sintetiza coisas novas”, afirmou.

O próprio trabalho de conclusão de curso (TCC) não é aproveitado pelos alunos para além da vida acadêmica, segundo o professor. Por isso, a ideia de AWC é oferecer uma experiência diferente para que o estudante possa transformar seu TCC em algo útil, sair dos projetos e fazer, de fato, um produto. Marcos explicou que o ano final da graduação é uma fase decisiva e cheia de incertezas para o aluno, portanto é necessário mostrar que ele pode acreditar em si mesmo e que seu projeto é possível de ser realizado. “Compreender esse momento do jovem é um dos diferenciais do nosso programa.”

Ao ser questionado sobre o que mais o atraiu para trabalhar no programa junto ao Instituto TIM, o professor disse que foi o fato do Instituto TIM entender que AWC é uma iniciativa que se constrói aos poucos, e que não gera resultados de um dia para o outro. Ele destacou ainda a abertura que tem para discutir com a equipe sobre questões relacionadas a como formar melhor os alunos para a vida profissional.

Para Marcos, a participação no simpósio é uma forma de inspirar as instituições de ensino a realizar iniciativas de educação empreendedora. “Ter esse reconhecimento é muito importante porque ajuda as pessoas a entender a mensagem e a proposta do programa e a necessidade que existe da universidade se transformar e educar seus alunos para o empreendedorismo.”

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31
ago

Equipe e grupos de AWC participam do evento SP Conecta

Em 30 de agosto, o programa Academic Working Capital participou da primeira edição do SP Conecta, evento realizado pela Investe São Paulo (Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade) com o intuito de aproximar startups e agentes do ecossistema de empreendedorismo, como aceleradoras, incubadoras, financiadoras, associações e empresas. Cerca de 700 pessoas estiveram na sede da Investe São Paulo para o evento, incluindo membros da equipe e grupos de AWC.

A equipe do programa contou com um espaço para apresentar a iniciativa e tirar dúvidas. Ao mesmo tempo, dois grupos que fizeram parte da edição de 2015 e três grupos da edição atual foram convidados a compartilhar suas experiências no estande e a aproveitar o evento para fazer contato com os mais de 40 players do setor que estavam presentes. “É um prazer enorme estar aqui e mostrar a nossa iniciativa não só para os estudantes, mas também para os nossos pares”, disse o coordenador de conteúdo de AWC, Diogo Dutra. “Estar com esses pares nos traz notoriedade no mundo do empreendedorismo.”

Os grupos de 2015 convidados para o evento já estão tocando suas startups. A equipe da Mvisia começou com o projeto de uma seletora de mudas de eucalipto. Neste ano, os integrantes se juntaram a outra startup e passaram a desenvolver máquinas voltadas à seleção de diferentes produtos, como mudas de flores e tomates. “Foi muito interessante [o convite para o evento], primeiro pelo reconhecimento do pessoal de AWC de, mesmo que a gente seja da edição passada, continuar o contato”, contou o engenheiro mecatrônico Fernando Lopes.

Já o grupo Tech Talk criou uma plataforma para empresas que facilita agendamentos e atendimentos ao cliente, e que vai começar a ser implementada em alguns clientes como piloto. “Uma das perguntas que muitas empresas incubadoras fazem é se nós vamos conseguir entregar o que estamos prometendo. Então agora é a hora da gente mostrar que sim, que a gente vai conseguir entregar e que vai dar tudo certo”, afirmou Edson Nakada, que junto à sua equipe buscou possíveis parceiros para o projeto durante o evento.

Os irmãos Gabriel e Lays Costa Faria estão entre os estudantes da edição de 2016. Eles já estão terminando o protótipo de uma impressora de metais em 3D que imprime joias em prata e ouro. “A gente ficou muito feliz em ser convidado, sabendo que o que estamos fazendo está dando certo e que estão vendo resultados. Dá um ânimo ainda maior para continuarmos nos empenhando cada vez mais”, disse Lays. A dupla Willian Beneducci e Henrique dos Santos se focou nas palestras do evento e em buscar incubadoras e locais físicos para desenvolver a startup Staat, que está produzindo um espectrofotômetro para realizar análises na área de odontologia. “Falei com algumas empresas, mostrei nossas ideias, colhi feedbacks e foi bastante proveitoso”, contou Henrique.

O grupo Periodiza conversou com financiadoras, aceleradoras e empresas de hardware sobre seu projeto: um aplicativo de periodização de treinos voltados para personal trainers e profissionais de academias. “Estamos conhecendo melhor quem são essas pessoas, o que elas precisam, os requisitos para as startups que entram em seus programas”, relatou Pedro Vitor Sanches. Para a equipe de AWC, o evento também proporcionou contatos que podem gerar novas oportunidades para o programa. “A gente conversou com alguns investidores-anjo que queriam entender como era o processo, o que já está gerando uma série de contatos posteriores que podem, eventualmente, fortalecer o programa e trazer mais resultados”, acrescentou Diogo Dutra. “O feedback está sendo muito positivo.”

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13
jun

AWC é apresentado como caso de sucesso em conferência na Grécia

O coordenador de conteúdo do programa Academic Working Capital, Diogo Dutra, apresentou AWC em um dos painéis realizados na 2ª Conferência Internacional Anual de Educação e Ensino de Engenharia, que aconteceu entre 5 e 8 de junho em Atenas, na Grécia. O evento foi promovido pelo Instituto para Educação e Pesquisa de Atenas e reuniu diretores, professores e alunos de universidades de diversos países para discussões relacionadas ao ensino de engenharia, com foco em inovação.

Diogo uniu um estudo de caso sobre o programa a um artigo que estava desenvolvendo para a conferência sobre o impacto de ações de educação empreendedora para estudantes de engenharia na fase final do curso. O artigo foi elaborado em conjunto com os professores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) Marcos Barretto, coordenador executivo de AWC, e José Reinaldo Silva. Durante o painel, realizado no dia 7, Diogo falou sobre a importância de aproveitar o trabalho de conclusão de curso (TCC) para se criar novos espaços de empreendedorismo para os estudantes e apresentou o trabalho realizado em AWC como um caso de sucesso.

“Apresentei o que fazemos em termos de workshop, trilhas de aceleração e o programa de mentoria. Fiz um paralelo com estudiosos de educação para o empreendedorismo que falam de aprendizado baseado em práticas”, explica Diogo. “Não é aquela discussão teoria X prática, mas é um aprendizado real.” O coordenador de conteúdo mostrou os resultados da primeira edição – quatro dos sete grupos finalistas continuaram investindo em seus projetos – e contou como está sendo a edição de 2016, inclusive os resultados positivos do Workshop Online, que aconteceu nos dias 7, 14 e 21 de maio.

Segundo Diogo, a participação no evento proporcionou uma troca de experiências e contatos com representantes de universidades de vários países, que podem gerar novas ideias para implementar no programa. “Estou muito feliz com a receptividade e elogios ao que estamos fazendo”, diz.

01
fev

AWC: bancada e tema de palestra na Campus Party Brasil

O programa Academic Working Capital participou da 9ª edição da Campus Party Brasil, uma das maiores maratonas internacionais de tecnologia, realizada entre os dias 26 e 31 de janeiro no Centro de Exposições Anhembi, em São Paulo (SP). Além de ter uma bancada fixa durante todo o evento, AWC foi tema de uma das palestras do palco Startups & Makers. No total, cerca de 120 mil pessoas visitaram os espaços destinados às palestras, workshops, painéis e atividades da Campus Party.

AWC levou ao evento 10 integrantes de quatro grupos que participaram em 2015: Tech Muda, Tech Talk, Loot Factory e Recicladora Portátil de Papel. A intenção era que os jovens compartilhassem com os campuseiros sua experiência no programa.

“A expectativa é que a gente consiga aumentar nossa divulgação para alguém de fora se interessar”, explicou Lucas Moraes Pinheiro, do Tech Talk. Ele e o colega Edson Nakada criaram um sistema que vocaliza tarefas mediante comandos por voz. A ideia inicial era vender a solução para pizzarias, mas agora eles estão mudando o foco para e-commerce. “Fizemos nossos primeiros contatos na fila”, contou Edson. “Estamos procurando alguém pra ser nosso cliente piloto.”

Os participantes de AWC 2015 também assistiram a palestras sobre empreendedorismo e startups e deram entrevistas à imprensa. “Pra gente fazer a divulgação está sendo muito bom”, afirmou Fernando Paes Lopes. Ele, Fernando Velloso e Henrique Martins criaram a Tech Muda, máquina que faz automaticamente a seleção de mudas de eucalipto e que foi vencedora do Prêmio Santander Universidades na categoria Empreendedorismo.

Palestra
AWC também foi tema de uma palestra dada pela representante do Instituto TIM Anna Carolina Meireles e pelo coordenador de conteúdo de AWC, Diogo Dutra, na noite do dia 27/01. Anna Carolina falou do Instituto e de algumas de suas iniciativas, especialmente AWC. “Se você não é universitário, você com certeza conhece alguém que é e que tem essa veia de empreendedorismo”, disse.

Na sequência, Diogo apresentou o programa. Ele comentou que o objetivo de AWC é levar para o mercado soluções que acabam engavetadas depois que os estudantes se formam. “É um momento da vida em que você está escolhendo a carreira e muitas vezes a opção do empreendedorismo não aparece. AWC mostra essa alternativa.” Diogo conversou sobre alguns dos projetos de 2015, como Tech Talk e Grape Truck, e falou da 2ª chamada de AWC 2016, que estará aberta entre 15/02 e 17/04.

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