Instituto TIM

Categoria: Empreendedorismo

15
jul

Mergulhando nos insights do mercado

Um dia intenso de trabalho, muita interação e novas provocações. Esse é o ritmo dos workshops AWC. No último dia 6 de julho, os times participantes trouxeram os principais resultados dos últimos ciclos de construção de suas startups para compartilhar e colaborar com os coachs e outros times do programa. Assim foi a Interação Online – Deep into Biz.Após fazerem dezenas de entrevistas e exploração de mercado, os participantes começam a discutir as soluções e o MVP (“Mimimum Viable Product”, ou produto mimimamente viável) a ser desenvolvido. A primeira fase do programa, de Teste de Problema, é fundamental para trazer o entendimento necessário para desenvolver uma solução desejável pelos clientes. Sempre com momentos de trabalho coletivo, as atividades são focadas em acelerar as decisões e voltar à campo com mais certezas e disposição.

O dia começou com uma decisão importante para as startups: manter o caminho construído até aqui ou “pivotar” para um novo mercado? Na construção de uma startup, não é raro mudar a trajetória para conseguir endereçar um novo mercado com mais potencial. Os times foram provocados a refletir sobre os aprendizados até o momento e tomar uma decisão. “Pivotar não é uma falha e sim uma decisão corajosa”, disse Diogo Dutra, coach AWC.

Time Beep Solutions trabalhando na Interação Online AWC

Depois disso, os coachs falaram sobre a construção do MVP e como conectar os aprendizados de mercado com a construção da solução de maneira lógica e baseada em evidências. Depois, foram trabalhados os experimentos de solução que vão pautar a criação dos produtos inovadores de cada startup. Ufa!

Mas não acabou: ao final, o RoadLabs, time participante do ACW 2017, falou num vídeo informal sobre a experiência do AWC nessa fase do programa. Fechamos o dia com uma mensagem de incentivo: empreender é um desafio, mas muito recompensador!

14
dez

Participantes expõem soluções e protótipos na Feira de Investimentos 2018



A Feira de Investimentos marcou o encerramento do Academic Working Capital 2018, que foi realizado no dia 14 de dezembro. O evento convidou investidores e empreendedores ao prédio de Engenharia Mecânica e Naval da Escola Politécnica da Universidade São Paulo (Poli- USP) para conhecer as soluções desenvolvidas pelos 22 grupos ao longo do programa. A programação também incluiu dois painéis sobre investimento anjo no Brasil e o início de uma startup.

O coordenador de conteúdo da AWC, Diogo Dutra, fez a abertura do evento e passou a palavra para Márcio Lino, Environmental, Social and Governance Director da Tim Brasil e Instituto TIM que ressaltou a importância do programa  desenvolver o espírito empreendedor e anunciou a continuação na realização do projeto em 2019. “Temos muito orgulho do Academic Working Capital, porque está atrelado ao nosso pilar de educação. Eu estou muito feliz de ver os resultados. Essa garra e brilho nos olhos das pessoas que agarram uma oportunidade que nós queremos fomentar. É isso que vai transformar esse país”, disse.

De 2015 a 2018, a AWC já acompanhou mais de 400 alunos e, atualmente, existem 14 startups ativas que surgiram com a orientação do programa e juntas movimentam mais de 2 milhões por ano.

Os cinco grupos que mais se destacaram tiveram a oportunidade de apresentar um pitch para uma banca de investidores convidados: Paula Salomão, gerente de novos negócios da Antera – Gestão de Recursos; Caio Bolognesi, diretor de investimentos na Monashees e Ricardo Kahn, executivo de inovação, marketing e estratégia na ISA CEETP. Cada startup teve quatro minutos para apresentar a solução e depois responder as perguntas e comentários dos especialistas.

Em seguida, aconteceu o painel sobre investimento anjo no Brasil mediado pelo coach Artur Vilas Boas e com os convidados: Ricardo di Lazzaro, co-fundador, CEO do laboratório Genera e investidor de empresas de tecnologia,  e Alessandro Tieppo, fundador da Lean Survey. Ambos dividiram suas experiências, aprendizados e dicas com os estudantes que também fizeram perguntas. “Um grande erro no investimento é não ter estratégia clara de funding da empresa. Se a sua ideia é pegar um investimento anjo, no dia seguinte precisa seguir o plano para equilibrar as contas e crescer a receita”, aconselhou Tieppo. Já Lazzaro considera importante o contato periódico com os empreendedores para compartilhar conhecimento e tirar dúvidas. “Alguns têm um perfil muito acadêmico, apesar de todos terem uma faísca empreendedora, mas nem todos tem a desenvoltura”, contou.

No período da tarde os convidados foram conferir os estandes com as soluções e protótipos desenvolvidos pelos grupos durante o ano. O painel de empreendedores sobre o início de uma startup encerrou as atividades e contou com a presença de Renato Freitas, fundador da Ebah, 99 e Yellow, e João Fornari, co-fundador da Road Labs e ex-participante do programa com mediação do coordenador acadêmico de AWC, Marcos Barretto. “Investidor pode ser uma coisa boa e pode abrir portas, só é ruim achar que é o único caminho. Às vezes é melhor gastar um pouco mais de sangue e suor para deixar a empresa numa situação melhor”, apontou Freitas. Eles partilharam suas vivências, desafios, conquistas com o início da startup e também responderam algumas perguntas do público. “Falta a cultura empreendedora. Você sai da faculdade com o pensamento de conseguir um emprego bom, passar num concurso e ter estabilidade financeira”, destacou João.

Clique na galeria abaixo para conferir como foi:

13
dez

Workshop III: treino de pitch prepara grupos para Feira de Investimentos

No período da manhã, a advogada Aline Quadros, da consultoria em propriedade intelectual HQ Advisory ministrou a palestra“Formalizando sua startup”. Ela explicou os motivos para formalizar e os tipos de empresas, orientou ter cautela com o contrato social, acordos de confidencialidade, entre outros pontos que são importantes para os jovens empreendedores. Na sequência, todos os grupos tiveram a oportunidade de praticar o pitch e receber feedback dos coachs da AWC e colegas via Slack.

O segundo dia do Workshop III, no dia 13 de dezembro, foi de trabalho intenso, ansiedade e expectativas para os grupos que concentraram esforços em ajustar os slides, materiais e treinar os pitches para a Feira de Investimento, que acontece no dia 14 de dezembro e encerra a jornada dos alunos no AWC 2018. A atividade aconteceu no prédio de Engenharia Mecânica e Naval da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).

À tarde foram revelados os cinco grupos selecionados para apresentar o pitch à banca de investidores: Helidrop, vant para pulverização agrícola; Homeshelf, plataforma para busca e especificação de móveis e produtos de decoração,otimizando a comparação de preços e representação gráfica para arquitetos; Aqualuz, equipamento para gerar água potável de cisternas ou poços utilizando a radiação solar; Nextcam, câmera inteligente de processamento local para detecção de padrões humanos e Centrics, sistema de análise de satisfação e aprimoramento de atendimento.

Diogo Dutra, coordenador de conteúdo da AWC, aconselhou que os grupos  continuem exercitando o pitch. “É um exercício de síntese para trabalhar a voz, imagem e colocar o produto da maneira mais clara, sem perder tempo. Quanto mais treino mais vocês vão melhorar”, destacou.Depois os grupos se reuniram para afinar os últimos detalhes para a Feira de Investidores, enquanto as startups selecionadas receberam mais feedbacks da equipe da AWC.

Para finalizar as atividades, aconteceu a apresentação de pitch dos 5 selecionados para a banca, que contaram com a plateia dos outros grupos e tinha um espectador especial, Márcio Lino, diretor do Instituto Tim. Segundo Lino, a educação é o pilar para o desenvolvimento do país. “Nós ficamos muitos felizes de apoiar uma iniciativa como essa, porque falta inovação e empreendedorismo associado a inovação. Ver os projetos, os pitches e que vocês estão começando a trabalhar com soluções viáveis é muito prazeroso pra gente. Todos estão de parabéns por conseguir realizar e mentorar trabalhos como esse”, ressaltou.

Com o certificado em mãos, os participantes e equipe da AWC compartilharam suas impressões sobre o programa e agradecimentos. “Vocês fomentam na gente o que perdemos ao longo da vida. Eu trabalhei por um tempo numa multinacional e para eles, sentia que eu era apenas uma ferramenta. Mas vocês mostram o que fazemos e acreditam no meu trabalho”, afirmou Alessandro Ricardo Ferreira, do grupo AhGreen.

Já Gabriel Delage do grupo ECGP destacou a importância de uma nova perspectiva. “Eu sou aluno da USP e durante a graduação ouvi várias palestras de consultores, pessoas que trabalham em banco e percebi que não era o que eu projetava. Um dia o Miguel Chaves fez uma palestra e contou como foi o processo de abertura da startup, fiquei motivado com o modelo de negócios que pode impactar a realidade. É muito bom ter essa oportunidade, correr atrás desse sonho e fazer algo que pode impactar a vida das pessoas”, disse.

13
dez

Estudantes discutem modelos de investimentos e criam pitches no Workshop III

O Workshop III de AWC reuniu 22 grupos no dia 12 de dezembro, no prédio de Engenharia Mecânica e Naval da Escola Politécnica da Universidade São Paulo (Poli- USP). O primeiro dia do evento preparatório para a Feira de Investimentos que acontece na próxima sexta, 14, promoveu discussões fundamentais para consolidar a solução desenvolvida ao longo do programa com foco nos modelos de investimento e formas de convencer o cliente a adquirir o produto.

O coordenador de conteúdo Diogo Dutra ministrou a palestra “Como acessar funding?”, apresentando todos os mecanismos existentes, vantagens e desvantagens. Dutra ressaltou a importância de entender o momento que a startup vive e refletir sobre a necessidade de buscar investidores. “Mais importante que o dinheiro é saber quem é o anjo. É importante conhecer quem está entrando para ajudar no seu negócio”, aconselhou.  Além de buscar outras alternativas como PIPE (Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas – FAFESP), Hack Brazil e outras premiações.

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Ainda durante a manhã, os alunos realizaram a primeira atividade prática que consistia em pesquisa de apoios, prêmios e competições para as startups pós-AWC. Rafael Silva Montes, que é um dos fundadores da tecnologia Wavis considera que o programa foi desafiador por mostrar os passos iniciais de formação da startup, a investigação do problema e a solução. “Empreender é movimentar-se sempre, agir rápido e investigar as soluções. Foi uma experiência muito válida e ano que vem vamos investir mais esforços para evoluir a tecnologia”, contou.

Para Matheus Ambrosi, desenvolvedor do Centrics, foi uma experiência completa já que ele desejava montar uma empresa. “Passamos por todas as etapas e o que mais agregou foi aprender com quem já passou por isso e as conexões que fazemos ao longo do programa”, destacou.

O principal tema do dia foi o pitch, apresentado pelo coach Artur Vilas Boas. Ele mostrou quatro tipos de pitches e compartilhou dicas para organizar o raciocínio e construir uma narrativa sólida que será apresentada em no máximo 4 minutos para os investidores. “É importante conquistar com clareza, objetividade e ter respostas para possíveis perguntas, porque mostra ao investidor que você está preparado”, disse.

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No período da tarde, o coach Rodrigo Franco falou do design nas apresentações e em seguida os estudantes criaram suas primeiras versões de pitch. Apresentaram e receberam feedback dos coachs.

Para encerrar o primeiro dia de Workshop III, os alunos assistiram a palestra de Marcus Roggero, engenheiro civil, co-fundador e CPO da InfoPrice. Roggero contou a trajetória da startup que surgiu em 2013 para mostrar as dificuldades e conquistas de um empreendedor. Ele também compartilhou as experiências com a criação do produto, negociação de contrato e investidores. “Empreender têm muitas situações difíceis e com o peso adicional da vida pessoal, pode ficar ruim, mas você não pode desistir, porque existem pessoas que contam com você e os fundadores precisam mostrar que estão fazendo o melhor”, declarou.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

21
nov

Foco e sucesso do cliente são prioridades para Centrics

Participar do programa Academic Working Capital, como um dos grupos selecionados e já ter três clientes pagantes conquistados, antes do final de 2018, é o que estão vivendo os colegas Matheus Ambrosi e Vinicius Roberto Dall’Agnol, da equipe Centrics. Os estudantes estão na reta final do curso de engenharia de controle e automação na Universidade Federal de Santa Catarina, e vendendo seus serviços na cidade onde moram, Florianópolis.

Centrics é um SaaS, sigla em inglês par a software as a service, que significa software como um serviço, ou seja, uma aplicação online que pode ser usada no computador. O software nasceu para ser um gerenciador da jornada dos clientes das empresas, garantindo que eles estão atingindo os resultados esperados e que tenham um relacionamento de longo prazo e, com isso, mais rentável.

Na prática, a Centrics permite que as empresas definam os objetivos de seus clientes e construam uma série de etapas, atividades e indicadores para atingi-los. Assim, o time de relacionamento possui um único lugar para executar e gerenciar suas atividades, dando transparência as empresas sobre os riscos de cancelamento e oportunidades de negócio.

O foco é conquistar empresas que oferecem serviços B2B que priorizam o relacionamento para entrega de resultados de negócios. E, eles chegaram a esse segmento durante o processo de descobrimento de quem seriam seus usuários. Eles entrevistaram players de diversos segmentos e perceberam que os negócios que prestam serviços recorrentes eram os que mais sofriam com a saída de seus clientes.

A ideia de empreender já era algo antigo para Matheus e Vinicius, os dois sempre tiveram esse sonho e participaram de outros programas que só acentuaram essa vontade. “Eu fazia estágio na área de análise de negócios e fui cada vez mais me envolvendo com empreendedorismo. Logo depois fui morar no Egito e trabalhei numa das maiores aceleradoras do país, a partir dali sabia que era isso que gostaria de fazer quando voltasse ao Brasil”, falou Matheus sobre a vontade de ter sua própria startup.

Além de participar da edição de 2018 do AWC, a Centrics também participa do programa de inovação aberta Linklab, que oferece oportunidades para as startups conhecerem grandes empresas para conseguirem conectar suas dores e demandas do mercado. A aceleradora também fornece posições de trabalho no coworking Acate, em Florianópolis, atual endereço da startup. E por meio desse contato a equipe conheceu seu primeiro cliente: uma imobiliária que precisava melhorar seus números de retenção de clientes e queria aprimorar o relacionamento com eles.

Agora Matheus e Vinícius querem conquistar mais clientes e apresentar 5 contratos fechados na Feira de investimentos do AWC. Além disso, o foco está em finalizar os detalhes para que tenham propostas comerciais mais bem elaboradas para oferecer. “A gente quer ter 5 clientes até o fim do ano, e também estar prontos para propor para outras empresas um plano comercial fechado”, comenta Vinícius sobre os planos para dezembro de 2018.