Instituto TIM

Categoria: Cases

25
jul

Protótipo de solução da Tech Talk está em teste com clientes

Após um ano e meio de ajustes no produto, mudança de público-alvo e abertura de empresa, a Tech Talk colocou seu protótipo em teste. A startup de São Paulo-SP foi criada pelos engenheiros mecatrônicos Lucas Pinheiro e Edson Nakada, que participaram da edição de 2015 de Academic Working Capital, durante o último ano de graduação na Universidade de São Paulo (USP). A dupla criou um sistema de atendimento automatizado por telefone que, por meio de inteligência artificial, consegue dialogar de forma mais natural com quem está do outro lado da linha.

No início, os engenheiros planejavam focar as primeiras vendas em restaurantes delivery, mas agora apostam em call centers e empresas de e-commerce. “É um público mais interessante para a gente”, diz Lucas. Duas empresas de call center estão atualmente testando o protótipo da solução, e a startup está negociando a implementação em uma empresa de e-commerce e em uma agência de marketing que se interessou em oferecer a solução a seus clientes.

Edson e Lucas estão se dedicando totalmente ao negócio. A empresa agora está alocada no Núcleo de Empreendedorismo da USP (NEU) e conta com mais um sócio: Diogo Calipo, responsável pela área comercial e de marketing. “Durante AWC, vimos que faltavam certas habilidades que não tínhamos por causa da graduação. Éramos mais técnicos, e precisávamos de alguém mais voltado ao comercial”, conta Lucas. A Tech Talk também participou do Startup SP, programa do Sebrae que oferece mentorias presenciais para ajudar startups a validarem sua proposta de valor e modelo de negócio. “Entramos para validar se o modelo novo voltado a call centers valia a pena.”

Além do modelo de negócio, o produto também foi aprimorado após o final de AWC. “Tivemos que mudar bastante coisas, faltavam mais conexões com tecnologias voltadas para empresas, especialmente de telefonia”, explica. Nesse meio tempo, a startup tomou conhecimento de mais alguns concorrentes, mas o mercado ainda é muito pequeno. Segundo Lucas, os diferenciais da Tech Talk são a tecnologia que permite uma conversa mais natural e a possibilidade de customização do sistema.

Por enquanto, os testes com os protótipos estão sendo feitos internamente nas empresas. A intenção da startup é iniciar os testes com clientes ainda no segundo semestre de 2017 e fechar as primeiras vendas no final do ano ou no início de 2018. A expectativa também é ampliar a equipe futuramente, especialmente com desenvolvedores. Lucas comenta que a participação em AWC teve um papel muito importante para dar uma visão de negócios à equipe. “A gente achava que ia fazer um produto incrível, as pessoas iam gostar e já iríamos vender”, brinca. “Foi um choque de realidade.”

 

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23
jun

MVisia investe em novos mercados e novas aplicações

A MVisia, startup criada pelos engenheiros mecatrônicos Fernando Lopes, Fernando Velloso e Henrique Oliveira, de São Paulo-SP, participantes de AWC 2015, já está consolidada no agribusiness. O trio continua trabalhando na máquina seletora de mudas de eucalipto com a qual se inscreveu em AWC, mas já desenvolveu equipamentos para outros três mercados: uma máquina seletora de tomates-cereja, uma para a seleção de mudas de flores e outra para determinar a qualidade da uva. O produto em que os empreendedores trabalham agora é uma máquina para selecionar mudas de alface para um cliente de Holambra-SP. O projeto está na fase de construção do protótipo.

O conceito das novas máquinas é o mesmo da seletora de mudas de eucalipto, mas com processos e adaptações diferentes para outras opções de produto. A primeira máquina vendida foi a seletora de mudas de flores para a empresa Van Kampen, também de Holambra. Depois, a Kano Tomates, de Piedade-SP, alugou uma seletora de tomates-cereja. No final do ano passado, a MVisia realizou mais duas vendas da máquina de selecionar tomares-cereja (ambas em Minas Gerais). Neste ano, a máquina que determina a qualidade da uva foi vendida para uma cooperativa do Rio Grande do Sul.

Em paralelo, a seletora de mudas de eucalipto – que também contou com financiamento do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) – está na fase final de testes e deve estar pronta para ser comercializada em julho. “AWC financiou o protótipo, a FAPESP financiou a primeira máquina. Já temos alguns clientes bastante interessados”, explica Fernando Lopes. Além dos três sócios originais, a equipe da MVisia é composta pelos programadores Nelson Gomes e Marlon Dyo e pelos estagiários Diego Gonçalves e Marcelo Pimentel.

Os próximos passos da MVisia são continuar desenvolvendo novas máquinas, continuar expondo em feiras, vender a seletora de mudas de eucalipto e a de mudas de alface e consolidar as vendas da máquina de uva. Além disso, os empreendedores estão desenvolvendo projetos fora da área agrícola em parceria com uma empresa do Cietec para, entre outras aplicações, detectar cáries em dente e fazer planograma em supermercados.

Para a equipe, AWC foi importante para tornar o projeto possível e para a aquisição de uma visão de negócio. “Conseguimos construir um protótipo e apresentar nas empresas e isso abriu muitas portas para nós”, diz Fernando Velloso.

 

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13
jun

Fusion se prepara para criar empresa e finalizar a primeira máquina

A máquina de serigrafia automática desenvolvida pelos mineiros Leandro José Rodrigues e Pedro Henrique Borges Pires de Morais, do projeto Fusion, de AWC 2016, já está na fase final de testes. Formados em Engenharia Mecatrônica pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, em Divinópolis-MG, os dois já fecharam um contrato com uma fábrica de Guarulhos-SP e, após a entrega deste primeiro produto, vão iniciar o desenvolvimento de outras máquinas.

Atualmente, Leandro e Pedro estão no processo de abertura de CNPJ de sua empresa, que se chama Fusion Tecnologia, e participam do programa de aceleração FIEMG Lab na categoria Indústria.

A ideia da máquina surgiu quando o sogro de Pedro, que possui uma empresa de brindes, reclamou do demorado processo de serigrafia em canetas – para gravar 3 mil canetas são necessárias 5 horas e mão-de-obra com experiência, mesmo no processo semiautomático. As máquinas totalmente automáticas existentes no Brasil são importadas e muito caras.

Criar uma máquina de serigrafia em canetas automática, de baixo custo e que diminuísse o tempo de produção foi o projeto que Pedro e Leandro resolveram fazer como Trabalho de Conclusão de Curso – proposta que eles inscreveram em AWC 2016. “Nós desenvolvemos uma máquina automática que custaria um pouco mais que uma semiautomática”, diz Leandro.

Enquanto a semiautomática pode fazer a serigrafia em 600 canetas por hora, a automática projetada por Pedro e Leandro poderá fazer até 3 mil canetas no mesmo período. Outra vantagem é que o posicionamento automático dos objetos permite melhoria na qualidade da serigrafia com mais de uma cor. Com o produto, as empresas podem trabalhar com os mais variados modelos, salvar configurações na memória da máquina e diminuir o custo pela metade, já que a máquina é fabricada no Brasil.

Os próximos planos da Fusion são desenvolver uma máquina semiautomática até 2018, com preço inferior, para atender a empresas com demandas menores. O terceiro produto, que realizará o processo em canecas, copos, squeezes e tecidos, deverá estar pronto até 2019.

 

08
jun

Aceleração e parceria estão nos planos da Turnit Healthcare

Validação com usuários, aceleração e busca por parceria. Estas são as etapas que estão nos planos da startup Turnit Healthcare, de Patos de Minas-MG, para comercializar seu produto ainda este ano. Os participantes de Academic Working Capital em 2016 desenvolveram um sistema formado por sensores fixados em pacientes acamados que enviam informações para uma central gerenciadora, com o objetivo de monitorar a posição dos pacientes para evitar lesões por pressão – um problema sério e comum em hospitais, especialmente nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

A ideia inicial era construir um curativo inteligente para monitoramento das feridas, mas a equipe modificou o projeto para focar na prevenção. “É muito mais barato prevenir do que remediar”, afirma Camila Tavares Mota, diretora presidente da empresa. Ela percebeu a necessidade de uma solução para esse problema durante sua experiência trabalhando em hospitais quando cursava a graduação em Enfermagem. No curso de Engenharia Eletrônica e de Telecomunicações da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), encontrou a oportunidade para desenvolver uma solução junto com os colegas Euller Moreira de Santana, Rafael Caixeta da Silva e Willian Caixeta Nunes.

Camila explica que a equipe de enfermagem muda os pacientes acamados de posição a cada duas horas, em média, para evitar lesões por pressão. “Quando a equipe está sobrecarregada ou ocorre algum imprevisto no setor, tem paciente que chega a ficar na mesma posição por mais de quatro horas. Com esse sistema, essa checagem será automática”, diz. Em 2016, o projeto conquistou o 1º lugar dentre 120 inscritos no 8º Prêmio UNIPAM de Empreendedorismo, promovido pelo Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM), Farol Incubadora de Empresas, Núcleo de Inovação Tecnológica e Sebrae/MG.

Após o encerramento de AWC, a startup se inscreveu em três programas de aceleração e foi aceita no InovAtiva Brasil, do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e do Sebrae, com execução da Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (CERTI) – assim como a empresa NanoTropic, também participante de AWC 2016. A equipe está recebendo monitoria online e participou do Bootcamp Regional em Belo Horizonte-MG. Eles esperam ser aprovados para o próximo ciclo do programa e apresentar seu projeto para investidores.

O intuito da equipe era validar o protótipo em hospitais, mas devido à burocracia e aos cuidados adicionais para um ambiente tão restrito, o produto será validado inicialmente com pacientes em home care. “Nos hospitais precisa de homologação, assistência técnica, instalação de centrais… Resolvemos simplificar para ir passo a passo”, conta Camila. Os pacientes em home care receberão uma versão adaptada do equipamento, apenas com sensores e aplicativo. Para os hospitais, o produto ainda contará com um software e uma plataforma.

A startup já iniciou contato com grandes empresas da área hospitalar em busca de uma parceria para lançar o produto após a validação, que deve terminar em julho. De acordo com Camila, a parceria com uma grande empresa torna mais fácil a inserção e distribuição do produto no mercado. A equipe também pretende comercializar a versão mais simples do produto para home care e asilos, públicos identificados ao longo das atividades em AWC. “AWC fez toda a diferença na pesquisa de mercado. Nossa formação em Engenharia não abre os nossos olhos para empreendedorismo e desenvolvimento de startups”, diz Camila.

 

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29
maio

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Um pequeno dispositivo para monitorar o desempenho de participantes em provas de corrida e caminhada trouxe grandes planos e metas ambiciosas de faturamento para João Macêdo e João Victor Romualdo. Eles criaram o equipamento E-xpert como trabalho de conclusão de curso (TCC) da graduação em Engenharia Elétrica na Universidade de Brasília (UnB) e o desenvolveram com apoio do programa Academic Working Capital em 2016. O produto hoje faz parte do portfólio da empresa E-sporte Soluções Esportivas, que nasceu na UnB e tem João Macêdo e a educadora física Fernanda Teles como sócios, João Victor como gerente de Projeto do E-xpert e mais cinco funcionários.

Ainda quando participava de AWC, a equipe conseguiu fechar contrato com um grande cliente para utilizar o E-xpert em avaliações de corrida em pista olímpica. “Passamos o ano de 2016 inteiro conversando com clientes, então já tínhamos algumas metas de contratação até o início do ano. E foi isso que aconteceu”, conta João Macêdo. Após finalizar a participação em AWC, a dupla realizou mais ajustes no dispositivo para que ele estivesse pronto para uso no mercado. A previsão é que, ao final do primeiro semestre, o primeiro cliente já esteja com o produto em operação.

Mas a meta da equipe vai além: até o final de 2018, a expectativa é que o E-xpert esteja sendo utilizado em todo o país, seja por um ou mais clientes. “Este cliente gostaria de ter exclusividade de uso do produto, então tem a possibilidade de ele ser o único cliente para aplicá-lo em todo o Brasil”, explica o sócio da E-sporte. Mesmo se esse cenário acontecer de fato, a equipe já estuda utilizar a tecnologia do E-xpert para outras finalidades, como para rastreamento de frotas e de pessoas e para acompanhamento de cargas. “Estamos nos preparando para encontrar novas aplicações e conseguir clientes dessas áreas.”

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Escritório da E-sporte Soluções Esportivas, localizado na Multincubadora da UnB.

A startup ainda conta com outros produtos em seu portfólio voltados a esporte e saúde e faz projetos sob demanda para clientes de diversos setores. “A gente fica no papel de indústria, que realiza a produção, e o cliente fica responsável pela comercialização. Para nós, isso é muito bom, estamos sempre criando coisas novas”, afirma João Macêdo. O próximo lançamento oficial da empresa é o E-lastic, voltado para clinicas de fisioterapia, reabilitação e pilates. O equipamento já começou a ser comercializado e consiste em um dispositivo portátil que é acoplado a elásticos para monitorar a intensidade dos movimentos e o desempenho do usuário.

Com diversos projetos e planos a todo vapor, a meta da E-sporte de alcançar um faturamento de R$ 500 mil até o final do ano já está próxima de ser atingida. “Queremos aumentar esse faturamento em quatro vezes para o próximo ano, chegando a R$ 2 milhões”, revela João Macêdo. O engenheiro compartilhou sua experiência como empreendedor no terceiro dia do Workshop Online I de AWC 2017. Ele explicou como o protótipo do E-xpert foi decisivo na conquista do primeiro cliente e aconselhou os estudantes a aproveitarem ao máximo o apoio oferecido por AWC. “As decisões que a gente toma no dia a dia são muito baseadas no que a gente aprendeu em AWC”, diz. Confira a palestra na íntegra no vídeo abaixo.

 

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