Instituto TIM

Academic Working Capital – o que é e quem pode participar?

O programa Academic Working Capital (AWC) é uma iniciativa do Instituto TIM que visa apoiar novos negócios de base tecnológica a partir da criação de um produto durante a realização do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Oferece apoio financeiro a estudantes universitários que estejam na fase final da graduação para a aquisição de materiais de consumo e orientação para a formatação de seus negócios com base no produto desenvolvido.
AWC é direcionado a estudantes que estejam na fase final da graduação em cursos de universidades dos estados de Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e do Distrito Federal. Para participar, os candidatos precisam ter mais de 18 anos. Pelo menos um dos integrantes do grupo deve comprovar que está realizando o TCC – por exemplo, por meio de histórico escolar ou ficha de inscrição no TCC assinada pelo orientador.
O objetivo do programa AWC é mostrar uma alternativa profissional de empreendedorismo para quem está se formando. Para isso, consultores especialistas e monitores acompanham os grupos durante todo o ano, a fim de ajudá-los a desenvolverem produtos e negócios com alto potencial de inovação. Alguns projetos terão mais sucesso do que outros, mas todos os participantes aprendem o que é preciso para ser um empreendedor.

Os grupos selecionados participam de:
• Workshop I “Caracterização do negócio”;
• Workshop Online I;
• 6 meses de acompanhamento semanal com Monitores AWC – “Design detalhado”;
• Workshop II “Prototipação”;
• Workshop Online II;
• 5 meses de acompanhamento semanal com Monitores AWC – “Preparo para apresentação”;
• Workshop III “Construção”;
• Feira de Investimentos.

O programa fornecerá:
• Recursos financeiros para a aquisição de materiais de consumo (ex: sensores, microcontroladores, baterias, componentes eletrônicos, rolamentos, rodas, motores, juntas, peças para estrutura mecânica, etc.) e contratação de serviços profissionais relacionados ao projeto (ex: construção de peças mecânicas ou circuitos impressos);
• Orientação para estruturação do plano de negócios, realizada por especialistas no assunto;
• Recursos e ocasião para a apresentação do produto a investidores, aceleradoras e outras entidades do ecossistema de empreendedorismo, com o objetivo de levar o produto ao mercado.
A parte técnica do projeto deve ser inteiramente criada e desenvolvida pelos responsáveis pela proposta. Ou seja, serviços como programação, webdesign e ações ligadas a computação; projeto de placas e circuitos eletrônicos; e projeto mecânico não receberão apoio por serem de responsabilidade da equipe. Não está prevista nenhuma intervenção ou ajuda por parte da organização do programa e nenhum pagamento a nenhum membro do grupo pela realização desse tipo de serviço.

Não. Por outro lado, se o orientador souber ele pode se tornar um parceiro da equipe e ajudar a melhorar o projeto.
Infelizmente, não. O foco do AWC é apoiar a concepção de produtos a partir do TCC.
Sim. Desde que a universidade esteja localizada nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul ou no Distrito Federal.
O ideal é que o programa AWC acompanhe o ano durante o qual o aluno está fazendo seu TCC – pois é nesse momento que ele terá, ao mesmo tempo, o apoio do programa e o apoio de seu orientador na universidade. A soma desses dois apoios é que resultará em grandes projetos, produtos e empresas.
Serão aceitos casos em que o aluno inicia o TCC oficialmente no segundo semestre, mas isso exigirá mais da equipe devido ao menor tempo – já que ao final do programa AWC é esperado um protótipo com visão de se tornar um produto viável comercialmente.
O Instituto TIM acredita que as inovações tecnológicas são a base de uma nova forma de trabalho. Por isso, investe na criação e democratização de recursos e estratégias de ensino que promovam a inclusão tecnológica produtiva de jovens. Academic Working Capital é uma das formas que o Instituto TIM escolheu para mostrar seu compromisso com essa crença. Conheça mais no site do Instituto TIM.
Para falar com a equipe responsável pelo programa Academic Working Capital você pode mandar um e-mail para awc@institutotim.org.br ou ligar para a Central de Relacionamento: 0800 770 5400 (a ligação é gratuita).

 

Como faço para participar do AWC? – Sobre a inscrição e os grupos

Primeiro, você precisa fazer sua pré-inscrição na página Inscreva-se. Depois de preencher todos os campos, você receberá um e-mail de confirmação da sua pré-inscrição explicando quais serão os próximos passos. O período de inscrições da 2ª chamada de AWC 2017 estará aberto entre 01/03 e 13/04.
Quando fizer sua pré-inscrição, você receberá um e-mail contendo links para três documentos: o Modelo de Descrição da Proposta, o Edital de Chamamento 004/2017 e a Declaração de Concordância.
Modelo de Descrição da Proposta: Este documento vai orientar a elaboração da sua proposta. Ele explica o que cada item deve conter e evidências que demonstrem a viabilidade e relevância do seu projeto.
Edital de Chamamento 004/2017: Este documento é o seu guia. Ele explica tudo que vai acontecer durante o programa e quais são os compromissos de cada parte – os seus e os da equipe AWC. Leia-o atentamente antes de finalizar a inscrição: quando você envia sua proposta, significa que você está ciente de todos os itens do edital.
Declaração de Concordância: Esse documento deve ser assinado por todos os membros do grupo e enviado junto com a proposta. É ele que torna oficial a sua inscrição.
Além da Proposta e da Declaração de Concordância, você deve enviar um link para o vídeo de motivação e a comprovação da matrícula de pelo menos um membro do grupo na disciplina do TCC. A inscrição poderá ser aceita provisoriamente se o aluno entregar um documento demonstrando a viabilidade de cursar a disciplina. A comprovação de matrícula original poderá ser entregue até 29 de julho de 2017. Se isso não acontecer, o projeto será desclassificado.
Ele é imprescindível. O vídeo deve ter no máximo 3 minutos de duração. Nele você vai apresentar o projeto e o grupo, além de mostrar o diferencial de inovação tecnológica do seu projeto. Esse vídeo funciona como um mini pitch. A partir dele, a Comissão Julgadora será capaz de avaliar a atitude empreendedora do grupo, sua desenvoltura e familiaridade com o tema. Depois de finalizado, o vídeo deve ser publicado em alguma plataforma online de livre acesso, como Youtube e Vimeo. Você deve enviar somente o link do vídeo junto com a inscrição.
Os proponentes devem solicitar o valor necessário para o desenvolvimento e a construção de um protótipo que possa ser apresentado a investidores. O valor precisa ser justificado e comprovado. Não há um valor máximo a ser destinado para cada projeto.
Sim, necessariamente. Podem participar grupos de 2 a 4 integrantes, em que pelo menos um membro do grupo esteja fazendo o TCC. Os outros integrantes não precisam estar matriculados na disciplina do TCC, nem precisam ser do mesmo curso ou universidade. Muito pelo contrário: quanto mais diversidade houver no grupo, melhor para o projeto. A única exigência é que todos do grupo sejam estudantes universitários maiores de 18 anos e que façam a graduação nos estados indicados no Edital.
Cada grupo deve ter um Coordenador, uma espécie de líder da equipe. Ele será o contato do grupo com a organização do programa Academic Working Capital. Fora isso, o grupo é livre para dividir tarefas e responsabilidades para a realização do projeto.
Pode haver desistências, desde que o Coordenador permaneça no grupo e na função até o fim do programa. Se isso não acontecer, o grupo será desclassificado.

 

Como será feita a escolha dos projetos?

Os projetos a serem apoiados devem ter conteúdo tecnológico e ter a visão de se tornar produtos viáveis comercialmente. Os projetos da seção de Tecnologia no Kickstarter e no Indiegogo são bons exemplos. Também serão aceitas propostas de produtos baseados exclusivamente em software (app, sites), mas eles precisam se destacar. Mesmo que não consumam recursos financeiros em materiais de consumo, ocuparão lugar durante os workshops e nas rodadas de apresentação a investidores.

Separamos alguns exemplos para você se inspirar:
Saúde & Qualidade de Vida: Desde projetos relacionados a tecnologias vestíveis que transmitem sinais enviados pelo corpo até eletroeletrônicos que contribuem para o bem-estar.
Sleep Cycle – Aplicativo que controla os ciclos de sono e desperta a pessoa na hora correta, conforme esses ciclos.
The Rise and Shine Serenity Sleep System – Gadget com um alarme que acorda o usuário simulando o nascer do sol. A iluminação é iniciada aos poucos, para que o despertar ocorra mais suavemente.
Lunar Baby Thermometer – Mede a temperatura de forma intuitiva.
Agricultura & Meio Ambiente: Por exemplo, tecnologias que podem ser aplicadas em hortas urbanas ou estendidas para o agronegócio, com foco também no meio ambiente.
Botanicalls e Parrot flower power – Sistemas que medem a umidade e os níveis de nutrientes do solo e avisam via aplicativo o que precisa ser feito para equilibrá-los. O Parrot flower power é um pouco mais sofisticado que o Botanicalls.
Tree Voice – Coleta dados de uma série de sensores, com variáveis como movimento, temperatura, ruído e poluição, informando-os através de um display e criando uma árvore inteligente, que “fala” por meio de ícones e imagens de luz.
Mobilidade & Transportes: Soluções simples para ajudar na mobilidade do dia a dia.
Turn signal biking jacket – Jaqueta com sinal luminoso para que quem anda de bicicleta possa “dar seta”.
Entretenimento & Sociabilidade: Desde tecnologias relacionadas a entretenimento cultural, nas quais há aprendizado, até gadgets de socialização.
Imaginaria – Aplicativo criado pela Livraria da Vila para estimular as pessoas a fazerem check-in em locais que foram citados em livros famosos.
Novo Furby – Boneco-robô que interage com o smartphone e aprende conforme o usuário interage com ele.
Organização & Planejamento: Iniciativas que, de forma simples, auxiliam as pessoas a se manter organizadas e contribuem para um melhor planejamento.
StickNFind – Adesivo bluetooth que pode ser grudado nos objetos, especialmente nas coisas que as pessoas costumam perder com mais frequência. O celular vira um radar para localizar os objetos em que a tag foi colocada.
The Lego calendar – Calendário físico feito de Lego que sincroniza as datas com o Google Agenda.

Para análise das propostas são utilizados 3 grandes critérios:
1. Qualidade da Equipe: histórico e atitude empreendedora, capacidade técnica, conhecimento da tecnologia, disciplina e potencial de entrega de resultados demonstráveis dos membros da equipe;
2. Qualidade da Inovação: diferencial de inovação tecnológica, viabilidade técnica, grau de inovação;
3. Relevância da Solução: possível impacto, oportunidade de mercado, conhecimento das características do usuário, conhecimento de soluções similares, relação custo-benefício da proposta.
Como o propósito do programa é justamente apoiar os projetos em sua estruturação e visão de negócios, os critérios 1 e 2 terão peso maior que o critério 3.

Os projetos são analisados e selecionados por um Comitê Julgador especializado, formado por docentes e profissionais do mercado.

 

Como funciona o projeto ao longo do ano? – Sobre workshops, orientação, apoio financeiro e feira de investimento

Os workshops são reuniões em que os autores dos projetos recebem orientação em negócios e em tecnologia. Há palestras dadas por especialistas, dinâmicas e exercícios para ajudar os alunos a estruturar seu negócio, visando à entrada no mercado. Não há aulas teóricas, mas sim sessões intensivas de trabalho.
O foco do primeiro workshop é a estruturação inicial do plano de negócios. Já o segundo workshop é focado na prototipagem, e o terceiro, na preparação da apresentação aos investidores (pitch).
Sim, é obrigatório que 2 membros da equipe participem dos workshops e é imprescindível que um desses dois membros seja o Coordenador.
Essa é uma escolha estratégica do grupo. O programa apoia financeiramente a vinda de dois integrantes de grupos que residam fora da cidade em que o workshop acontecerá (São Paulo), arcando com as despesas de viagem e estadia. No primeiro workshop, por exemplo, podem vir os membros do grupo com perfil mais de negócio; no segundo, os integrantes com perfil mais técnico. Os participantes que forem ao workshop devem compartilhar a experiência com todos da equipe. Isso é importantíssimo para que haja uma coesão de informações e conhecimento. Se quiserem, os outros integrantes do grupo também podem participar do workshop, mas terão que arcar com suas despesas.
Sim. Após o primeiro workshop os grupos selecionados recebem acompanhamento semanal de um Monitor AWC. Esse Monitor apoia o grupo principalmente na tomada de decisões técnicas e de negócio. Além disso, ele dá suporte à equipe na hora da elaboração do orçamento e é responsável pela aprovação deste orçamento junto à coordenação do programa.
A liberação é realizada gradualmente, acompanhando a construção do protótipo, e com base no orçamento pré-aprovado pela equipe AWC. O pagamento é realizado direto aos fornecedores ou por reembolso, mediante apresentação da nota fiscal.
É importante ressaltar que o apoio financeiro é direcionado exclusivamente à construção do protótipo e a despesas do grupo para assistir aos workshops.
Não é apoiada a compra de equipamentos. Também não é apoiada a compra de bens permanentes (como computadores ou smartphones), com exceção de casos excepcionais em que a compra seja extremamente necessária para a execução do projeto, esteja devidamente justificada no orçamento e seja aprovada previamente pela coordenação. Nesses casos, os bens comprados são doados a instituições indicadas pela equipe organizadora após a finalização do programa AWC. A aquisição de serviços é limitada àqueles que geralmente não estão disponíveis nas universidades ou que estão acima da capacidade técnica esperada de um graduando – como a fabricação de peças mecânicas de precisão ou de placas de circuito impresso.
É um evento no formato de feira em que cada projeto/empresa tem um estande e os membros da equipe ficam à disposição dos visitantes para apresentar e demonstrar sua solução. Investidores-anjo, agências de aceleração e outros atores do ecossistema de empreendedorismo são os convidados da feira.
Nossa intenção é oferecer todo o apoio necessário para que sua ideia se torne um produto comercialmente viável. É claro que isso também depende do esforço do grupo, do empenho e da dedicação de cada um dos envolvidos. Se mesmo assim o negócio não vingar, não será preciso devolver o dinheiro ou qualquer outro tipo de reembolso. Afinal, o objetivo de AWC é formar empreendedores, que poderão (ou não) ter sucesso com sua primeira startup. Se essa não der certo, você já vai ter os conhecimentos necessários para tentar novamente.

 

E meus direitos autorais?

Todos os envolvidos com o programa assinam um NDA (Non Disclosure Agreement), comprometendo-se a não divulgar nem utilizar nenhuma ideia discutida ou veiculada durante o projeto pelo prazo de 3 anos (o que assegura o direito intelectual). Todos os alunos participantes também assinam um termo semelhante.
Não. Na verdade a cláusula de confidencialidade tem a função inversa: ela serve para proteger o seu projeto. Quando você assina o termo, se compromete a não divulgar nem utilizar nenhuma ideia discutida, que não seja a sua própria, pelo prazo de 3 anos. Esse documento é assinado por todos os alunos participantes do programa, além dos Monitores, dos membros do Comitê Julgador dos projetos e da equipe responsável. Ou seja, ninguém, fora o seu grupo, terá direito intelectual sobre a sua ideia de produto durante este prazo de 3 anos.